Alimentação de Bebês


Ter um bebê é aprender a cada minuto como lidar com alguém tão frágil e tão complexo. Dos primeiros choros até os primeiros passos, um ano na sua vida é um intenso período de aprendizado e descobertas. alimentacao-de-bebes

E sua alimentação é fundamental para que esse desenvolvimento seja pleno e saudável, permitindo que possa suprir todas as etapas com vigor. A amamentação é a única forma de alimento que um bebê deve realizar até os seus primeiros seis meses. Após isso, é preciso acompanhar uma dieta criada pelo pediatra, onde cada tipo de alimento deve ser inserido progressivamente.

A importância da Amamentação

É comum que as mães demorem a acreditar que apenas amamentando o bebê poderão nutri-lo o suficiente para seu desenvolvimento. Algumas até ouvem conselhos de terceiros e dão água, chá, sucos e até mesmo vitaminas para eles, antes dos seis meses de idade.

Muitos hospitais públicos e particulares não prestam as informações adequadas às mães sobre a importância de amamentar seus filhos, sem que ele precise de qualquer outro adicional. Segundos dados da Organização Mundial de Saúde, somente 35% dos bebês se alimentam exclusivamente de leite materno até os seis meses e para mudar essa porcentagem tão baixa, o órgão vem fazendo campanhas informativas para que cheguem aos 50% em 2025.

Parece muito tempo, mas já é um avanço diante de tantas possibilidades que vão surgindo no mercado, indo contra a própria indicação do Ministério da Saúde que proíbe a criação de produtos que incentivem o desmame antes do tempo mínimo.

O fato é que o leite materno é o único alimento completo para o bebê, com tudo que ele precisa para desenvolver seu cérebro, atividades motoras e cognitivas, se proteger contra vírus e bactérias criando maior resistência imunológica.

A suposta praticidade de outros alimentos como papinhas e iogurtes acabam dando uma falsa impressão de que são mais fortes do que o leite materno. Neles há leite industrializado, de vaca e com inúmeros conservantes que só fazem mal para o bebê, que ainda não tem seu aparelho digestivo completamente formado e pode sofrer com sua ingestão. Também pode contribuir para o surgimento de diabetes, alergias e obesidade.

O ato de mamar faz com que a criança desenvolva também o aparelho respiratório, a fala e a musculatura do rosto. Todo bebê sente prazer na sucção, o que estimula a formação de mais leite e mantém o vínculo entre mãe e filho. Mamar no peito é um ótimo tranquilizando.

Para a mãe amamentar também faz bem para a saúde. A amamentação diminui os riscos de obter osteoporose, câncer de mama e ovário, anemia e depressão, além de outras doenças. É também um momento de amor e carinho.

Alimentação após os seis primeiros meses

Após os seis primeiros meses o bebê já pode começar a receber outros tipos de alimentos. É fundamental que esse processo seja feito passo a passo, para que ele possa descobrir o sabor do que está comendo e adaptando seu sistema digestivo para cada tipo de comida.

Algumas crianças começam a ser inseridas na alimentação sólida ainda com quatro meses, porém são casos especiais como leite materno insuficiente e mãe que precisa se ausentar por muito tempo para trabalhar. Mas tudo deve ser acompanhado de perto pelo pediatra, para que os alimentos sejam inseridos com tranquilidade e de forma correta.

Mas crianças que começam a comer tardiamente também podem apresentar problemas de nutrição. A partir dos dez meses, ele sentirá falta de outros nutrientes adicionais e seus hábitos alimentares podem apresentar riscos futuros.

No início, como até então o bebê não tinha ingerido nada além de leite, nem mesmo água, ele estará entrando num novo mundo de novidades gustativas. O pediatra indicará os legumes e frutas para cada etapa. Logo no começo, o bebê ainda continuará mamando e mesclando mamadas com as papinhas de almoço e jantar.

As papinhas não devem ser trituradas no liquidificador e sim se manter pastosa para que o bebê se adapte as texturas e inicie aos poucos o ato de mastigar. Embora alguns alimentos sejam padrões no início da alimentação, é importante não ter uma rigidez na ordem de sua introdução, já que há alguns pontos variáveis que podem requisitar determinado tipo de nutrientes.

Os purês e caldos de legumes são os primeiros alimentos do bebê além do leite materno. Até alguns anos, eram as papinhas de cereais os primeiros alimentos, mas atualmente elas estão em segundo plano. O importante é que os produtos sejam frescos.

A partir dos seis meses, o bebê já pode beber água e sucos naturais de fruta, sempre sem açúcar. As papinhas de cereais podem ser feitas com leite materno e aveia. Já para as sopinhas, devem ser produzidas inicialmente com batata, cenoura, abóbora, alho, couve branca, brócolis, cebola e azeite. No começo, a consistência é mais líquida, mas com o tempo ela deve ser mais grossa para que o bebê possa desenvolver a dentição.

Quando cada alimento é inserido a cada três ou cinco dias, é possível conferir se há algum tipo de reação alérgica. A partir do sétimo mês já é possível inserir uma porção de carne para complementar o caldo das sopas. Nesse período também o peixe pode ser iniciado, desde que sejam os mais magros.

Já a partir do nono mês, o bebê já está mais preparado para saborear alimentos mais consistentes e que possam ser mastigados, desde que sejam macios como pedaços de frutas.

Ele também já pode começar a comer iogurtes sem adição de nata ou açúcar, leguminosas como feijão e ervilhas, metade da gema do ovo, já que a clara só depois do primeiro ano.

Adicionais como o sal e o açúcar devem ser evitados nos alimentos, já que são muitas as desvantagens ao bebê. Da mesma forma que só o azeite é a gordura interessante para ele.