Anemia falciforme


A anemia falciforme é um distúrbio raro de cunho hereditário, caracterizada por uma produção anormal dos glóbulos vermelhos. A seguir, aprenda tudo a respeito deste assunto, inclusive quais são os sintomas e tratamentos possíveis.

Anemia falciforme

O que é anemia falciforme?

Também conhecida como anemia drepanocítica ou de drepanocitose, a anemia falciforme tem como principal característica uma produção anormal dos glóbulos vermelhos, resultando em hemácias deformadas.

Esta deformação acaba deixando as hemácias mais sensíveis e sua membrana acaba se rompendo causando a anemia, que é a ausência de ferro. Devido à este rompimento, elas acabam ficando com um formato de foice, e este é o motivo pelo qual é chamada de falciforme.

Trata-se de uma condição bastante rara porque, as pessoas precisam receber 2 cópias do gene da hemoglobina com defeito, isto é, tanto o pai quanto a mãe precisam apresentar alterações os sintomas.

É uma doença grave porque, a hemoglobina anormal apresenta dificuldades de transportar o oxigênio para as células do corpo, o que pode causar diversos problemas de saúde. Os primeiros sintomas deste tipo de anemia são reconhecidos quando a pessoa é ainda muito jovem, em torno de 5 ou 6 meses de idade.

Entre as complicações de saúde que podem surgir em pacientes de anemia falciforme podemos citar AVC, anemia constante e diversos tipos de infecção. Além disso, até a expectativa de vida de pacientes com a doença pode ser menor, quando não tratada de forma correta.

Pesquisas indicam que pessoas com a pele negra possuem maior incidência da doença e somente no Brasil, 8% de toda a população negra apresenta este tipo de problema. Porém, quanto mais a miscigenação ocorre, maior a probabilidade dela se espalhar para outros grupos, incluindo pardos e brancos.

Atualmente sabe-se que existem 4 diferentes tipos de anemia falciforme, sendo que duas possuem cadeia alfa e 2 do tipo beta. São elas:

* De Hemoglobina SS
* De Hemoglobina SC
* De Hemoglobina SB Talassemia
* Beta-Zero Talassemia

A primeira, a de hemoglobina SS é a mais comum de todas e ao mesmo tempo, a que apresenta os sintomas mais graves nos indivíduos. A segunda, também muito presente na sociedade apresenta sintomas semelhantes, porém com uma anemia menos aguda.

A terceira, menos comum, possui uma apresentação de sintomas menos grave, enquanto a última também pode vir a desenvolver um prognóstico um tanto quanto menos favorável para a saúde do paciente.

Este tipo de anemia dura a vida toda já que é algo herdado geneticamente. Há diversas complicações de saúde que podem piorar ainda mais os sintomas de quem sofre com este tipo de doença, os chamados fatores de risco. Entre os mais comuns, podemos citar:

* Infecções em geral
* Cirurgias e lesões, devido à perda de sangue
* Dieta não equilibrada e pobre em vitaminas, principalmente o ferro
* Doença na tireoide
* Doenças nos rins
* Diabetes
* AIDIS
* Artrite
* Câncer

Os sintomas deste tipo de anemia variam bastante, sempre de acordo com a idade do paciente, dieta, cuidados com a saúde e até tipo. O primeiro a ser observado é a anemia, que pode surgir em bebês ainda muito jovens, entre 5 e 6 meses.

Em outros, as crises de dor são algo bastante comum, já que tanto os ossos como articulações são afetados devido à dificuldade de transporte de oxigênio. Este tipo de dor costuma ficar ainda pior em dias frios e podem surgir em todo o corpo, por um tempo indeterminado.

Mulheres grávidas, desidratas ou que passam por fortes emoções também podem apresentar quadros mais intensos de dor.

As infecções também são um ponto a ser considerado em pacientes da doença, principalmente que crianças, que são mais propensas a contrair meningite ou pneumonia. Nestes casos, são indicadas a aplicação de vacinas especiais para sua maior proteção.

Outros sintomas são úlceras, síndrome mão-pé, que apresenta inchaço, dores e outras sensações nos membros, necrose avascular, sequestro de sangue no baço, priapismo, e até cor amarelada na pele e nos olhos.

Qual é o tratamento para a doença?

Por ser uma doença hereditária e genética, não possui cura. Apesar disso, algumas pessoas já se livraram do problema com o transplante de medula óssea. Ou seja, na grande maioria das vezes, o paciente precisará conviver com os sintomas durante toda a sua vida, apostando em uma dieta bastante rica em ferro, suplementando com vitaminas e, em algumas vezes, utilizando medicamentos especiais para controlar os sintomas.

Diversos profissionais da saúde devem ser envolvidos na vida do paciente, desde médicos, dentistas, nutricionistas, enfermeiros e até assistentes sociais. Toda e qualquer intervenção médica deverá ser feita com um cuidado ainda maior e o paciente deve sempre informar que sofre do problema.

Em momentos de crise da doença, o paciente poderá precisar de transfusões de sangue, capazes de melhorar o transporte de oxigênio dentro do organismo. Mulheres grávidas necessitam de um acompanhamento ainda maior e jamais um paciente de anemia falciforme poderá se automedicar.