Angiospermas: Características, Organização da Flor, Reprodução, Androceu e Gineceu


As angiospermas são as plantas mais adaptadas aos ambientes terrestres. Vivem desde lugares muito úmidos até em lugares desérticos. Poucas são as espécies que vivem em água doce. Existem raríssimas espécies marinhas. Podem ser ervas, arbustos ou árvores. A maioria apresenta nutrição autótrofa fotossintetizante, mas existem algumas espécies holoparasitas (como o cipó-chumbo), que não possuem clorofila e não realizam fotossíntese. Estes vegetais retiram a seiva elaborada de outro vegetal hospedeiro.

Angiospermas: Características

Muitas espécies são epífitas, isto é, vivem apoiadas sobre ramos de outros vegetais, com a única finalidade de obter maior luminosidade. Existem muitas espécies de orquídeas e bromélias epífitas. Quanto ao ciclo reprodutor, as angiospermas apresentam meiose intermediária ou espórica e uma alternância de gerações pouco nítida. A planta que vemos crescer na natureza é o esporófito, organizado em raiz, caule e folhas e produtor de flores, frutos e sementes. Estes vegetais são os únicos que formam frutos.

Os gametófitos são dióicos, extremamente reduzidos e dependentes do esporófito. Na verdade, crescem no interior da flor. O gametófito feminino é o saco embrionário (megaprótalo) contido no óvulo. Não forma arquegônio e possui uma única oosfera (gameta ). O gametófito masculino é o tubo polínico (microprótalo), no interior do qual se formam dois núcleos espermáticos , que representam os gametas masculinos. As angiospermas não dependem da água para a fecundação.

Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:
•            pedúnculo floral
•            receptáculo floral
•            cálice
•            corola
•            androceu
•            gineceu
•            perianto
•            perigônio
•            brácteas

Quando uma flor possui gineceu e androceu é chamada hermafrodita; quando possui apenas gineceu é unissexuada feminina; caso possua apenas androceu, é unissexuada masculina. Portanto, o lírio (Lilium sp.) é hermafrodita, pois apresenta gineceu (que reúne o ovário, o estigma e o estilete) e o androceu, representado pelo estame (que reúne a antera e o filete). Em algumas espécies, as flores são de sexos separados. Elas possuem apenas o androceu ou apenas o gineceu, sendo denominadas, respectivamente, flores masculinas, ou estaminadas, e flores femininas, ou pistiladas.

Androceu

Parte masculina da flor sendo constituídos por folhas modificadas férteis chamadas estames que geralmente apresenta uma parte terminal dilatada, a antera, onde se formam os grãos de pólen.

Gineceu

Parte feminina da flor sendo formado por folhas modificadas férteis, chamadas folhas carpelares ou carpelos, a partir das quais se formam os óvulos. O gineceu é dividido em três partes: estigma, estilete e ovário. O ovário é formado por folhas carpelares que se dobram e fundem-se constituindo uma estrutura oca onde são formados os óvulos. O estilete é uma porção alongada que serve de substrato para o crescimento do tubo polínico e o estigma é a parte superior do gineceu que é dilatada e rica em glândulas produtoras de uma substância viscosa, que torna o estigma receptivo e capaz de permitir a aderência do grão de pólen. É sobre o estigma que se ocorre a germinação do pólen e a consequente formação do tubo polínico.

Pode haver um ou mais óvulos no interior do ovário. Cada óvulo é revestido externamente pelos tegumentos, que envolvem o megasporângio (primina e secundina). No interior deste, uma única célula cresce e se divide por meiose, originando quatro células haplóides, três das quais se degeneram. O megásporo é a célula que resta, ele cresce até ocupar todo o espaço interno do megasporângio. Portanto, no inicio de sua formação, o óvulo imaturo de uma angiosperma constitui-se de um grande megásporo haplóide, envolto por tecidos diplóides da planta mãe, que são os tegumentos ovulares. O núcleo do megásporo passa, então, por três mitoses sucessivas, produzindo oito núcleos haplóides, que formarão células haplóides, uma das quais é a oosfera. A estrutura composta por oito células haplóides, que resulta do megásporo, é o gametófito feminino, também conhecido como saco embrionário.

Polinização

É o processo de transporte do pólen desde a antera, onde foi produzido, até o estigma do gineceu. A polinização pode ser direta ou autopolinização e indireta ou cruzada. Ao contrário das angiospermas, cujas flores podem ser polinizadas por vários agentes, as gimnospermas têm normalmente polinização apenas anemófila, já que seus cones são destituídos de atrativos.

A radícula, que dará origem a raiz, a plúmula, que dará origem ao caule e às folhas, e por um ou dois cotilédones. Um cotilédone é uma folha especial, que tem por função absorver as reservas alimentares armazenadas no endosperma e transferi-las para o embrião. O embrião e as reservas nutritivas contidas no endosperma secundário e nos cotilédones ficam envoltos por uma casca resistente, formada a partir dos envoltórios do óvulo, constituindo a semente.

Após a fecundação o óvulo desenvolve-se na semente. Durante este processo, enquanto o endosperma está acumulando reservas nutritivas, o zigoto multiplica-se e da origem ao embrião. A semente em desenvolvimento libera hormônios que induzem o desenvolvimento da parede do ovário, formando o fruto. Este pode conter, em seu interior, uma ou mais sementes. Além de proteger as sementes, os frutos contribuem para a dispersão das sementes.
As angiospermas são divididas em dois grandes grupos: o das monocotiledôneas e o das dicotiledôneas. As principais características que permitem distinguir as monocotiledôneas das dicotiledôneas estão resumidas no quadro a seguir:

Leitura Complementar

direta ou autopolinização

O grão de pólen cai no estigma da própria flor. Este fenômeno ocorre de preferência em flores cleistogâmicas (fechadas), como, por exemplo, nas da ervilha. A autopolinização leva à autofecundação, que, por sua vez, leva ao aparecimento de descendência homozigota. Os indivíduos mais adaptados para sobreviver são, no entanto, os heterozigotos, obtidos por fecundação cruzada. Por este motivo as plantas evitam ‘a autofecundação, através do desenvolvimento de vários mecanismos. Na verdade, estes mecanismos procuram evitar a autofecundação e facilitar a fecundação cruzada. São eles:
• Dicogamia:
• Protandria:
• Hercogamia:
• Heterostilia:
• Auto-esterilidade:

O grão de pólen é transportado da antera de uma flor até o estigma de uma outra flor, podendo esta flor estar na mesma planta ou em outra planta. Neste último caso é que ocorre a verdadeira polinização cruzada. A polinização cruzada leva à fecundação cruzada e, consequentemente, à produção de descendência heterozigota (híbrida). Os agentes polinizadores das angiospermas são variados, sendo os mais importantes os insetos.