Características Gerais da Clonagem


Técnica de transferência nuclear (TN)

A palavra clone originária do Grego (Klon) significa broto vegetal e foi criada para denominar indivíduos que se originam de outros por reprodução assexuada a qual é comum em vegetais. Nos animais superiores a clonagem seria a produção de indivíduos geneticamente idênticos. As pesquisas nesta área se iniciaram em 1894 com Hans Dreisch, zoólogo alemão, que sacudiu um embrião de ouriços-do-mar com duas células, dentro de um béquer cheio de água do mar até que as células se separassem. Cada uma cresceu independente da outra, gerando dois ouriços adultos. Em 1951, realizou-se a primeira transferência nuclear utilizando-se uma célula adulta de um sapo.

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Entretanto, foi somente em 1997 com o nascimento da ovelha Dolly que a clonagem se tornou a “pop star” das biotecnologias da reprodução. Até então, os experimentos bem sucedidos ocorreram a partir da transferência de núcleos de células embrionárias para ovócitos enquanto que as transferências de núcleos de células mais velhas resultaram sempre em fracassos, principalmente em virtude de anomalias cromossômicas ocorridas a partir de uma certa idade celular. A Dolly foi obtida a partir do desenvolvimento de um núcleo, de uma célula adulta, obtida da glândula mamaria, transferido para o citoplasma de um ovócito anucleado, com isso foi demonstrado, pela primeira vez, de que era possível clonar um mamífero.

Podemos garantir que os clones não são organismos idênticos aos seus genitores, há diferenças na aparência, habilidade e comportamento, que ocorrem devido a fisiologia e ambiente diferente (ambiente uterino, ambiente pós-natal, produção de leite pela receptora, programas nutricionais e esportivos aos quais os animais são expostos). Além disso, podem ocorrer mutações no material genético ou alterações epigenéticas na expressão dos genes durante o cultivo in vitro, antes ou após a reconstituição embrionária que levem a alterações fenotípicas em relação a doadora de núcleo. Estes efeitos poderão ser mais notados em indivíduos clonados onde a expectativa por um fenótipo conhecido é muito maior.

Pela hipótese de Spencer, a célula, ao crescer, quebra uma relação ideal de equilíbrio entre superfície e volume, tornando a sua superfície ou área de intercâmbio com o meio extracelular (intercâmbio de água, oxigénio, C02, nutrientes e produtos finais do metabolismo) insuficiente para satisfazer as suas necessidades vitais. Isso a obriga a se dividir dando duas novas células menores, nas quais a relação superfície x volume retorna à condição ideal.

Concluída a divisão cada uma das células-filhas deverão sofrer seu desenvolvimento, procurando atingir a dimensão celular própria que lhe é destinada. Ela realiza, então, o seu ciclo celular, que só terminará quando já tiver alcançado o máximo desenvolvimento e, através de uma divisão originando duas outras células.

O ciclo celular compreende duas etapas principais: a intérfase e a divisão celular. A intérfase é o período mais longo do ciclo celular e apresenta o maior metabolismo celular, compreende o intervalo entre duas divisões. Didaticamente a intérfase é subdividida em três períodos: G1, S e G2.

Na FASE G1 (do ing. Gap., ‘intervalo’), as moléculas de DNA tratam de formar moléculas de RNA, que passam ao citoplasma e vão promover a síntese de proteínas. Assim, a célula trabalha intensamente no sentido de produzir mais substâncias e aumentar o seu volume, isto é, para crescer. Consequentemente, na fase G1 já que os DNA estão ocupados com a produção de RNA, não pode haver a duplicação de suas moléculas. Logo, não há replicação de DNA nessa fase.

Na FASE S (do ing. synthesis, ‘síntese’) ocorre a duplicação do material genético, em que se forma outra molécula de DNA idêntica, razão do termo replicação do DNA. O nome da fase faz referência exatamente à síntese do material genético, ou seja, a síntese de uma molécula de DNA a partir da molécula existente. Nessa etapa do ciclo celular não há crescimento.

Finalmente, na FASE G2, todos os genes da célula já estão duplicados, o que justifica que os cromonemas já se mostram duplos. Então, a célula pára a síntese de DNA e volta a produzir mais RNA, com o objetivo de maior obtenção de proteínas. Assim, ela retorna ao seu desenvolvimento, volta a crescer, e vai crescer até atingir a dimensão em que verá seu equilíbrio na relação superfície X volume quebrado, criando-lhe dificuldades na absorção ou na eliminação de substâncias, o que a induzirá a iniciar nova divisão celular.