Ciência na Sala de Aula


Ensinar uma disciplina abstrata como a ciência em uma sala de aula, acaba sendo um desafio e tanto para os professores – na realidade das escolas públicas e das escolas privadas do nosso país. E este desafio é ainda maior nos dias de hoje, em épocas de celulares ultramodernos e de tablets que disputam a atenção dos alunos com as explicações dos educadores. Porém, a ciência dos dias atuais está em constante evolução, se descobrindo e se redescobrindo, e aí está o segredo para que as conversas nas aulas de ciências ministradas nas salas de aula se tornem atrativas. E nesta busca constante em fazer com que os estudantes se interessem pelas aulas de ciências, o papel dos professores é trabalhar, inventando atividades pedagógicas que sejam capazes de entreter os alunos, objetivando com que estes queiram descobrir e obter conhecimentos dos conceitos deste fascinante campo que é a ciência.

Grande desafio

Embora o estudo da ciência seja algo encantador e que nos trás respostas para muitas questões que nos atormentam, grande parte dos estudantes não pensam desta mesma maneira. Mas por quê? Porque o sistema atual de ensino no Brasil não é adequado. É preciso investir cada vez mais no que diz respeito à formação e qualificação destes professores, pois são eles os encarregados de formar futuros adultos com pensamentos críticos, futuros pesquisadores, futuros cientistas que serão capazes de estudar a sua realidade e vir a utilizar estas informações para modificar e para melhorar a sociedade atual.

Ciência

Falamos que é um grande desafio, pois a forma pedagógica com que são desenvolvidas as atividades em sala de aula no aprendizado sobre os conhecimentos científicos acaba não despertando a curiosidade destes alunos. As aulas, que por vezes poderiam ser mais explicativas e curiosas, infelizmente acabam não surtindo este efeito necessário e desejado. A falta de interesse por parte dos estudantes é um alerta preocupante para os pesquisadores na área da educação.

Infância curiosa 2

Vamos fazer o exercício mental de lembrar-se de quando éramos criança. Geralmente a infância de uma pessoa é marcada por diversas curiosidades. Quem nunca presenciou o momento em que uma criança pergunta o “por que” de tudo para seus pais, ou para outro adulto? Quando ela ainda não está em idade escolar e não sabe ler, mas tem aquela curiosidade de saber ler, para que consiga decifrar o que está escrito nos seus livrinhos antes de dormir, ou na famosa “hora da leitura”. Toda esta curiosidade é super natural e saudável, e no momento em que a criança já cresceu um pouco mais, no momento em que ela começa a ir pra escola, a ter contato com outras pessoas, acaba tendo ainda mais curiosidades sobre outros diversos assuntos, como os mistérios da vida humana, os mistérios históricos e sociais, que vem de encontro com os ensinamentos também das outras disciplinas.

A questão é que todas estas curiosidades, que por muitas vezes são impulsionadas pelas relações de amizades e pelas relações familiares, em um determinado momento se esvai nas complexas fórmulas matemáticas e nos conceitos que parecem muito distantes do que ela está vivendo agora, ou seja, muito distante da sua realidade. Todo este processo geralmente ocorre nos primeiros passos da escola regular, seja ela escola pública ou privada.

De acordo com os estudiosos do tema de como ensinar a ciência na sala de aula, a partir daí o aluno descobre a dificuldade que será para ele entender a realidade que o cerca, pelo fato de que ela é extremamente complexa para o seu grau de entendimento. Toda aquela vontade de querer aprender sobre os mistérios da humanidade e as soluções para as grandes inquietações do universo dará lugar para a apatia diante do que este aluno não entende. Este assunto pode ser ainda mais preocupante se pensarmos e fizemos a comparação de que em muitos países, os alunos – de diversas faixas etárias – se interessam mais pela ciência do que por aqui. Prova disso é que quando um estudante brasileiro concorre em um “circuito” de ciência com estudantes de diversos lugares do mundo, em alguns casos, acaba não levando a melhor colocação. O que nos leva a concluir que desde cedo o aluno precisa ser estimulado a pensar sobre o conhecimento científico.

Só para ter uma ideia do tamanho do problema: de acordo com uma pesquisa do Censo Escolar do ano de 2010, realizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas):

• Os laboratórios de ciências geralmente não são prioridades em escolas de ensino fundamental no Brasil;

• Só 13% das escolas de ensino fundamental dispõem de um espaço específico para os experimentos científicos;

Não é preciso em um primeiro momento dispor de altas tecnologias para fazer um laboratório de ciência. Em muitos casos, é possível fazer adaptações. Muito mais importante do que contar com um laboratórios com grandes tecnologias, é instigar no aluno a vontade de buscar respostas que nos acompanham ao longo da história.