Divisão Celular: Lisossomos, Peroxissomos, Centro Celular e Centríolos


Organóides Citoplasmáticos

Lisossomos

Caso a digestão intracelular não ocorra por falta de uma dessas enzimas, graves distúrbios acontecem, como, por exemplo, a doença de Tay-Sachs, que leva a grave retardo mental e morte (geralmente antes de a cri­ança completar 3 anos) pela falta da enzima GM2, que impede a digestão de um dos componentes lipídicos da própria membrana plasmática dos neurônios.

Divisão Celular: Lisossomos

1.   fagocitose ou pinocitose;
2.   formação do fagossomo ou pinossomo no interior da célula;
3.   fusão do lisossomo primário com o fagossomo ou com o pinossomo, formando o lisossomo secundá­rio ou vacúolo digestivo;
4.   transformação do vacúolo digestivo em corpo residual;
5.   eliminação dos resíduos da digestão – egestão, clasmocitose ou defecação celular.

São encontrados em todos os tipos de células dos animais, especialmente naquelas com grande capacidade de fagocitose e pinocitose.

Lisossomo primário:
Lisossomo secundário

Digestão intracelular: digerem partículas fagocitadas ou pinocitadas. O processo ocorre na seguinte ordem:

As várias etapas da digestão intracelular feita pelos lisossomos.
•  Autofagia celular:_digerem^rganóides citoplasmáticos quando faltam alimentos para a célula.
•  Citólise e histólise: digestão de células inteiras e de todo o tecido, respectivamente. O exemplo clássico é a destruição da cauda do girino durante a metamorfose. Nesse caso, a enzima responsável é a catepsina.

Digestão extracelular: ocorre quando as enzimas lisossômicas são lançadas nos espaços intercelulares, como acontece com a reabsorção do tecido ósseo. Ou­tro exemplo é o do espermatozóide, que elimina a enzi­ma hialuronidase, a qual dissolve substâncias que se encontram ao redor do óvulo, possibilitando a fecunda­ção.

Peroxissomos

São bolsas membranosas se­melhantes aos lisossomos, diferindo destes quanto ao tipo de enzimas que possuem. Além de enzimas que degradam (desmancham) gorduras e aminoácidos, possuem grandes quantidades da enzima catalase, que age na conversão do peróxido de hidrogénio ou água oxigenada (H2O2) em água e gás oxigénio. A água oxigenada é produzida nas cé­lulas durante a degradação de gor­duras e aminoácidos. Em grandes quantidades, a água oxigenada pode causar lesões às células, e os peroxissomos atuam, portanto, na desintoxicação celular. O conjunto formado por centrío­los, centrossomo e áster também é chamado centro celular.

Centro celular

Essa estrutura do centro celular se associa com outros microtúbu­los do fuso, originados a partir do centrômero (região geralmente pró­xima ao centro dos cromossomos).

Centríolos

Duplicação do centríolo e migração para os pólos da célula. Ao redor do centríolo, surge uma região esférica chamada microcentro ou centrossomo, da qual par­tem microtúbulos longos de proteí­nas, formando o áster.

Esfenossomos

São vesículas ou bolsas mem­branosas encontradas nas células vegetais. Possuem enzimas hidroli-santes no seu interior e atuam na di­gestão de partículas intracelulares.

Glioxissomos

São bolsas semelhantes aos li­sossomos e estão presentes nas cé­lulas vegetais (família das oleagi­nosas). Sua função é transformar triglicerídeos em carboidratos.

Estrutura de um centríolo

Um pouco antes do início da divi­são celular, os centríolos se dupli-jcam. e cada par migra para um dos polos da célula. Durante a divisão celular, os migrotúbulos do fuso ligados aos cro­mossomos se deslocam sobre os^ microtúbulos do centríolo. puxando os cromossomos em direção aos polos da célula.