Enxaqueca: Causas, sintomas e tratamento


A enxaqueca é um tipo de cefaléia, caracterizada por uma dor mais intensa que uma dor de cabeça comum. A intensidade da dor costuma ser tão forte que pode incapacitar o paciente temporariamente. Além disto, os episódios ocorrem com freqüência e são acompanhados de outros sintomas como enjôos, existência de uma aura premonitória, visão turva ou com pontos negros ou luminosos no campo visual.

Sintomas da enxaqueca

Enxaqueca

A enxaqueca se apresenta como uma dor latejante, pulsante, a princípio de intensidade moderada. Em geral, ocorre em apenas um dos lados da cabeça, mas há relato de casos que a pessoa sente dor em ambos os lados da cabeça.

A dor tende a aumentar de intensidade, até que incapacite o paciente de realizar suas atividades cotidianas.

A enxaqueca apresenta um quadro anterior à dor, com o qual alguns pacientes já conseguem identificar o início de uma crise. Destes, identificam-se os seguintes sintomas:

– Visão turva.

– Campo visual com pontos luminosos ou pontos negros.

– Aura premonitória.

– Enjôos e náuseas

– Vômitos.

– Hipersensibilidade à luz (fotofobia).

– Hipersensibilidade ao som (fonofobia).

– Hipersensibilidade a odores (osmofobia).

Estes sintomas precedem e acompanham as crises de enxaquecas. Uma crise dura, em média, 72 horas. Neste período, a dor tende a agravar-se com o movimento.

Alguns perfis de pacientes podem ter complicações mais graves, pois a enxaqueca pode ser um sinal de problemas de circulação grave. Mulheres fumantes, usuárias de anticoncepcional por tempo prolongado, com casos de enxaqueca freqüentes acompanhas de aura, são um grupo de risco para problemas circulatórios, como a trombose.

Diagnóstico

Não existem exames laboratoriais para o diagnóstico de enxaqueca. Geralmente, o paciente irá procurar o médico após episódios sucessivos de fortes dores de cabeça.

O médico, por sua vez, irá analisar o histórico médico do paciente e seu histórico médico familiar. Isto porque a existência de parentes que também apresentem crises pode indicar uma pré disposição genética.

Além disto, a descrição que o paciente apresenta da sua dor e a avaliação do seu estilo de vida é essencial para o diagnóstico correto.

Se a dor descrita pelo paciente for acompanhada por pelo menos quatro sintomas coexistentes com o quadro de enxaqueca, costuma-se definir o diagnóstico como enxaqueca.

Causas da enxaqueca

A enxaqueca é uma doença de origem neurológica. Também conhecida como migrânea, sua origem é um distúrbio neurológico que origina a dor. Calcula-se que 15% da população mundial apresentem este distúrbio. Neste grupo, o quadro clínico é mais freqüente em mulheres jovens, entre 15 anos e 40 anos de idade.

Embora seja um distúrbio incapacitante, os mecanismos que provocam a dor em cada paciente não estão completamente explicados. Porém, alguns hábitos em comum foram identificados em pessoas com enxaqueca.

Mesmo que não sejam conclusivas, estes estudos apontam que alguns hábitos podem servir como um disparador do início da dor, conforme a lista abaixo:

– Jejum prolongado.

– Consumo excessivo de sal.

– Queijos muito fortes e muito temperados.

– Consumo de cafeína em excesso. É importante lembrar que a cafeína está presente no café, em chás e em refrigerantes.

– Perfumes.

– Consumo excessivo de açúcar.

– Alterações hormonais. O período pré-menstrual, nas mulheres, costuma apresentar maior incidência de enxaquecas.

– Bebidas alcoólicas

– Fumo

Herança genética.

– Alterações no sono, insônia.

– Estresse e alterações de humor.

– Depressão.

– Uso prolongado de anticoncepcionais.

– Alimentos gordurosos.

– Alimentos como adoçantes, realçadores de sabor, como glutamaco monossódico e chocolates.

Tratamento e prevenção de enxaquecas

O tratamento da enxaqueca deve considerar a intensidade e a freqüência da dor relatada pelo paciente. O objetivo é diminuir a intensidade da dor e a freqüência com que as crises ocorrem, tornando-as o mais raro possível.

O uso de analgésicos sem acompanhamento médico não é indicado. O paciente deve consultar o médico especialista para que este indique qual a melhor combinação de fármacos para o seu caso. Em geral, o uso de analgésicos comuns combinados com drogas específicas para a enxaqueca, é capaz de conter a dor nos momentos mais críticos.

Em alguns pacientes, esta combinação pode não apresentar resultados positivos. Para estes pacientes, é recomendada uma classe de drogas denominadas de triptanos, com um mecanismo de funcionamento no organismo mais específico para a enxaqueca. Nenhum medicamento deve ser utilizado sem prescrição médica.

A prevenção de crises de enxaqueca deve abranger mudanças no estilo de vida, com uma alimentação mais saudável, atividades físicas regulares, pouca cafeína, pouca bebida alcoólica e alimentos industrializados. O fumo deve ser evitado ao máximo, visto que é um catalisador de vários problemas circulatórios.

Diminuir o estresse, ter boas noites de sono e participar de atividades que proporcionem momentos de prazer também ajudam a prevenir as crises de enxaqueca.

As mulheres devem ficar atentas aos níveis hormonais e problemas como ovários policísticos, pois estes podem ser a causa da enxaqueca.