Estrutura das Células: Centríolos, Cílios e Flagelos, Peroxissomos e Mitocôndria


CENTRÍOLOS

São pequenas organelas, duplas, na forma de bastões, sempre relacionadas com a movimentação dentro da célula. Os centríolos ficam localizados em um região dacélula próximo ao núcleo denominado centrossomo ou centro celular. Como podemos observar cada centríolo é formado por um cilindro com 9 conjuntos de microtúbulos dispostos circularmente 3 a 3.

Estrutura das Células

Quimicamente os centríolos são constituídos por proteínas (tubulinas). Estão presentes em praticamente todos organismos eucarióticos, com exceção das plantas angiospermas Os centríolos originam-se por autoduplicação assim que a célula entra em divisão celular. Esses orgânulos orientam os CTWiossomos durante a divisão celular ao formar as fibras do áster do fuso mitótico e originam os cílios e os flagelos.

CÍLIOS E FLAGELOS

São estruturas encontradas na superfície da membrana celular, tendo como função a locomoção e a captação de alimentos. Formados por 9 grupos de microtúbulos dispostos 2 a 2 circularmente, com 2 microtúbulos centrais, assemelham-se estruturalmente aos centríoloç. mComparando as estruturas locomotoras da célula, percebe-se que os cílios são mais curtos e numerosos, enquanto os flagelos são mais longos e poucos numerosos. Os cílios são encontrados em protozoários como o Paramecium sp, e os flagelos ocorrem, por exemplo, no espermatozoide.

PEROXISSOMOS

Os peroxissomos são organelas encontradas em todas as células eucarióticas, possuem forma ovóide e é delimitado por uma membrana lipoprotéica, nos rins e fígado ocorrem em grande número. Possuem função principalmente de desintoxicação celular. Podem conter várias enzimas oxidativas, inclusive as enzimas responsáveis pela beta-oxidação dos ácidos graxos, além de conter a enzima catalase, que não é oxidativa. A catalase é responsável pela neutralização do peróxido de hidrogênio, H202 que é tóxico à célula, daí o nome peroxissomo, transformando-o em água e oxigênio:

O peróxido de hidrogênio pode ser formado no próprio peroxissomo pelas reações oxidativas ou em outros locais, como em mitocôndrias que geram os superóxidos também chamados radicais livres. Nos rins e no fígado a catalase dos peroxissomos utilizam o peróxicto de hidrogénio para neutralizar substâncias tóxicas como fenóis e etanol. Em células vegetais recebem nome de glioxissomos, por estarem envolvidos no ciclo do glioxilato, e participam do metabolismo dos triacilgliceróis no processo de germinação das sementes.

MITOCÔNDRIAS

As mitocôndrias são corpúsculos presentes no hialoplasma das células em geral, exceto nas bactérias e algas azuis. Seu número relaciona-se com a atividade celular. Assim, quanto mais intenso for o metabolismo de uma célula, mais mitocôndrias ela possuirá. As mitocôndrias podem ser observadas nos microscópios ópticos comuns e nos eletrônicos. Diferem no aspecto e no tamanho, apresentando-se sob a forma esférica ou de bastão. Ao microscópio eletrônico observa-se que as mitocôndrias apresentam duas membranas, uma externa e a outra interna. A membrana interna invagina-se para o interior da mitocôndria, formando pregas denominadas cristas mitocondriais.

A membrana externa é lisa e a interna rugosa devido às partículas elementares de NAD, FAD, citocromos e ao complexo ATP sintetase. Todo seu interior é banhado por um colóide denominado matriz mitocondrial, onde encontramos DNA (com dupla hélice, circular), RNA, enzimas, água, sais, vitaminas, coenzimas, ADP, ATP, ribossomos etc.

A função das mitocôndrias é a respiração celular, processo por meio do qual as células obtém energia de que necessitam para o seu funcionamento. Essa energia é armazenada sob a forma de ATP (adenosina trifosfato). As mitocôndrias têm sua origem na divisão de mitocôndrias preexistentes na célula. Isso ocorre mesmo em células que não estão em divisão. Com a renovação de mitocôndrias, seu número permanece mais ou menos constante.

A CAUDA DO GIRINO

Um processo diretamente relacionado à ação dos lisossomos é o desaparecimento da cauda dos girinos. Na cauda dos girinos há uma grande quantidade de lisossomos contendo proteases (enzimas de digestão de proteínas), conforme o girino cresce sua cauda começa a ser digerida no processo de autólise.