Estudo Da Respiração Aeróbica – Uma Visão Do Processo


Estudo Da Respiração Aeróbica

Em geral, quando mencionamos respiração, a maioria de nós pensa de imediato na entrada de oxigênio e na eliminação de gás carbônico realizada pelas vias respiratórias. Contudo, o conceito de respiração também pode ser corretamente utilizado no nível das células, para se referir ao processo no qual a ATP é sintetizada.

É classificada como respiração aeróbica aquela que envolve a ação do oxigênio e que pode ser separada nas três seguintes fases: glicólise, ciclo de Krebs e a fosforilação oxidativo. No entanto, cabe salientar que a glicólise se caracteriza como uma fase anaeróbica, tendo em vista que ela não requer a participação do oxigênio. A seguir, descreveremos em mais detalhes cada um dos estágios da respiração.

As Etapas da Respiração Aeróbica

• Glicólise:

A glicólise é marcada pela ocorrência de uma série de reações químicas. Essas transformações da matéria têm como objetivo dividir a glicose em duas moléculas de ácido pirúvico.

• Ciclo de Krebs

Por sua vez, o ciclo de Krebs, chamado ainda de ciclo de ácido cítrico, se dá dentro da mitocôndria. O processo começa quando o ácido pirúvico alcança a matriz e reage instantaneamente com a coenzima A, o que resulta em uma molécula de acetil-CoA (Acetilcoenzima A) e uma molécula de CO2. Vale notar também que essa reação conta com a presença de NAD+, que se torna NADH depois de utilizar dois elétrons e um íon H+ liberados no processo.

Em seguida, as moléculas de acetil-CoA são sujeitas à oxidação e, por fim, originam-se em uma coenzima intacta e duas moléculas de CO2. O ciclo de Krebs é possível justamente pelas reações que asseguram a oxidação da acetil-CoA.

Ao fim do processo, o ácido oxalacético é recuperado e está apto para iniciar começar um ciclo novo. Os elétrons e os íons formados são capturados pelo NAD+ ou FAD (dinucleótido de flavina e adenina), originando, respectivamente NADGH ou FADH2. Finalmente, encontram-se formados 3 NADH e 1FADH2.

No decorrer do ciclo, a energia liberada leva à formação de GTP (Guanosina trifosfato), uma molécula bem parecida ao ATP.

• Fosforilação oxidativa

Também é fundamental mencionar a reoxidação das moléculas de NADH e FADH2, quando há uma liberação de elétrons que geram água. No processo de formação da água, a energia é liberada é utilizada na produção de ATP. Por conseguinte, a fosforilação oxidativa é incumbida de produzir a maior parcela do ATP gerada pela célula.

Conclusão

Conclui-se então que a respiração aeróbica acontece em nível celular e está relacionada à produção de ATP. As três etapas envolvidas no fenômeno são: a glicólise, o ciclo de Krebs e a fosforilação oxidativa.