Explicações, Conclusões e Formulação da 1ª Lei De Mendel


Lei da segregação dos fatores

A genética apresenta duas leis fundamentais obtidas pelos trabalhos desenvolvidos por Gregor Mendel. Gregor Mendel utilizava a ervilha-de-cheiro (Pisun sativum). Esse material já era utilizado por outros pes­quisadores. A grande contribuição do “pai da genética” foi a introdução da estatística para analisar os resulta­dos.

Formulação da 1ª Lei De Mendel

Vantagens de se utilizar a Pisun sativum

lª – As flores das ervilhas são cleistogâmicas, isto é, são fechadas e só se abrem após a fecun­dação. Por esse fato elas realizam normalmente
autofecundação, originando obrigatoriamente or­ganismos puros ou homozigóticos, pois o grão de pólen produzido pela antera cai sobre o estig­ma da mesma flor.
2ª. – As ervilhas são de fácil cultivo.
3ª – As ervilhas apresentam gerações curtas.
4ª – Produzem grande quantidade de descenden­tes.
5ª – Suas características são facilmente percebi­das ou evidenciadas.

São sete as características estudadas por Mendel e cada uma delas se localiza em um cromossomo, constitu­indo sete pares de cromossomos homólogos.

CARÁTER DOMINANTE RECESSIVO

Forma da semente lisa rugosa
Cor da semente amarela verde
Cor do tegumento da semente cinza branca
Formato das vagens lisa ondulada
Cor das vagens verde amarela
Posição das flores axilar terminal
Altura da planta alta baixa

As leis da segregação trabalham somente com genes conceituados de alelos. Mendel não sabia trabalhar com genes ligados, isto é, genes que ocupam posições dife­rentes em um mesmo cromossomo (genes ligados foram trabalhados por Morgan – 3ª Lei da Genética). Em 1865 Mendel demonstra os seus trabalhos para a comunidade científica, mas o seu reconhecimento veio somente após a sua morte. É interessante notar que nes­sa época não se tinha conhecimento da divisão celular chamada meiose, como também do processo de crossing-over, responsável pela variabilidade dos gametas produ­zidos.

Experimentação da 1ª Lei de Mendel

Passos necessários para a experimentação com ervi­lhas para a determinação da relação de dominância do caráter cor da semente:
•         lª – Cortar os verticilos de proteção das flores.
•         2ª – Retirar os estames da variedade amarela e também da verde, impedindo a respectiva auto-polinização.
•         3ª – Realizar um corte transversal na antera ma­dura, das duas variedades, para a retirada dos grãos de pólen.
•         4ª – Colocar em recipientes separados.
•         5ª – Com o auxílio de um pincel, proceder a fe­cundação cruzada, isto é, colocar os grãos de pólen da variedade amarela no estigma da verde
ou vice-versa.

Conclusão

Por esse experimento é possível determinar que ama­rela é dominante, pois ela apareceu na F, (ela não saltou a geração). A variedade verde é considerada recessiva, pois ela se “escondeu” na F, e voltou na F2 em menor quantidade (sofreu salto de geração).

Explicação

Mendel propôs que cada caráter estudado é determi­nado por um par de fatores, um de origem materna e ou­tro de origem paterna. A variedade amarela, por ser do­minante, é representada com letras maiúsculas – W -, ao passo que a variedade verde (recessiva) é representada por letras minúsculas – vv.
Quando as ervilhas produzem seus gametas, elas se­gregam (separam) o par de fatores. Dessa forma, cada fator vai para um dos gametas.

Análise dos seis cruzamentos possíveis
•         Caráter – Cor da semente.
•         Classes — Amarela – dominante; verde – reces­siva.

Algumas informações interessantes a partir desses seis cruzamentos:

•         lª – Sempre que houver um heterozigoto na pa­rental, a probabilidade de nascer um hetorozigoto é de 1/2.
•         2ª – Os cruzamentos que mais aparecem nos exer­cícios são: o número 4, por causa do salto de geração, e o número 5.
•         3ª – Análise das filiais: as probabilidades dos homozigotos – l ou 1/2 ou 1/4; heterozigotos – l ou 1/2.

Noções básicas de probabilidades

Em determinadas situações a probabilidade é funda­mental para estabelecermos o resultado da prole espera­da. A grande vantagem de Mendel foi a utilização da estatística na genética.

Teoria da probabilidade

Ao se lançar uma moeda ou retirar uma carta de um baralho, pode-se estimar o resultado matemático desses eventos, que ocorrem ao acaso.
Quanto maior for a quantidade de tentativas, mais próximas da realidade serão as previsões, isto é, os re­sultados obtidos vão se aproximar dos resultados espe­rados.

A probabilidade de ocorrer o evento é definida pelo quociente do número de eventos favoráveis ou desejá­veis pelo número total de eventos possíveis (espaço amos­trai). Por exemplo, qual a probabilidade de um casal de heterozigotos vir a ter um filho recessivo?

Independência dos eventos

Os eventos são independentes. O fato de um casal ter um filho recessivo não influencia nas probabilidades dos próximos filhos do casal.
Probabilidade condicional

A probabilidade condicional é muito explorada em  casos de letalidade e genealogias. Por exemplo: Um ca­sal de heterozigotos teve um filho dominante. Qual é a probabilidade de esse filho ser heterozigoto?

Como o enunciado garante que o filho é dominante, o recessivo (aã) não participa da amostragem. Então, tem-se somente três eventos possíveis e, destes, dois são fa­voráveis.

Portanto: Regra da adição (regra do “ou”). Dois ou mais acontecimentos mutuamente exclusi­vos são dados pela soma dos eventos. Qual é a probabi­lidade de um casal de heterozigotos ter um descendente heterozigoto ou recessivo?