Gêmeos fraternos


Gêmeos fraternos são o tipo mais comum de gêmeos no mundo, cerca de 70% do total da população de gêmeos. Eles também podem ser chamados de bivitelinos ou dizigóticos. Caracterizam-se por serem desenvolvidos a partir de óvulos e espermatozoides diferentes, ainda que durante o mesmo período de gestação.

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Qual a diferença entre gêmeos fraternos e idênticos? E como são identificados?

Os gêmeos dizigóticos têm esse nome justamente por terem sido dois óvulos fertilizados por dois espermatozoides distintos. No caso dos gêmeos idênticos, o nome dado a eles é monozigótico, porque são desenvolvidos a partir de um único óvulo e espermatozoide.

Portanto, os gêmeos dizigóticos apenas dividem o espaço durante a gestação, por assim dizer. Os monozigóticos (ou idênticos), por outro lado, ocorrem por conta de algum momento durante o processo de divisão celular que deu origem a dois embriões em vez de um só. Nesses casos, os gêmeos partilham as mesmas informações genéticas; daí o porque de serem idênticos e apresentarem tanta afinidade ao longo da vida de tantas maneiras. Esse tipo de gêmeos também correm o risco de sofrer da “síndrome do gêmeo desaparecido”, na qual um dos embriões para de se desenvolver e é reabsorvido pelo corpo da mãe.

Os gêmeos dizigóticos não partilham informações genéticas, portanto não se tornam idênticos. Na verdade, podem ser tão diferentes um do outro quanto irmãos não gêmeos, o que inclui até mesmo grupos sanguíneos.

É possível identificar a existência ou não de gêmeos de qualquer tipo através dos exames de ultrassonografia, realizados em diferentes estágios da gravidez, principalmente no primeiro trimestre. No caso de Fertilização in Vitro (FIV), além das chances de gêmeos serem maiores, os ultrassons também costumam se iniciar mais cedo (por volta da quarta ou quinta semana, em vez de entre a sétima e a nona semana como na maioria das vezes). Nesse ponto, entretanto, talvez sejam necessários mais ultrassons para determinar qual foi o tipo de concepção, e ainda assim não haverá certeza em todos os casos.

As imagens tentarão descobrir se os gêmeos são dizigóticos ou monozigóticos, e, dentre eles, se são também dicoriônicos diaminióticos, monocoriônicos diaminióticos ou monocoriônicos monoamnióticos. Entenda:

– Dicoriônicos diaminióticos
Esta é a definição de gêmeos que possuem membranas amnióticas separadas, bem como cada um com sua própria placenta. Todos os dizigóticos são deste tipo, mas um terço dos idênticos também são. Portanto, esta não é uma resolução conclusiva.

– Monocoriônicos diaminióticos
Esses são os gêmeos que dividem a placenta e o saco gestacional, mas com membranas amnióticas separadas. Eles são sempre idênticos.

– Monocoriônicos monoamnióticos
Aqui também se encontram gêmeos idênticos, mas do tipo mais raro: eles dividem, além da placenta, o líquido amniótico. Correspondem a apenas 1% dos gêmeos monozigóticos.

Portanto, não é possível determinar, com certeza, se os gêmeos serão fraternos, apenas se serão idênticos. Ainda assim, é importante que o médico verifique, já que a gravidez de gêmeos monozigóticos requere outro tipo de pré-natal e alguns cuidados extras para evitar complicações.

O único momento no qual é possível confirmar, com 100% de certeza, é na hora do nascimento. Durante o parto o médico poderá avaliar as placentas e membranas, mas a resposta definitiva chegará depois de exames de sangue feitos nos bebês. Se ainda assim não for um resultado conclusivo, pode ser pedido até mesmo um exame de DNA.

Curiosidades, perguntas e informações sobre gêmeos fraternos

– É possível gêmeos serem de pais diferentes?
No caso dos fraternos, sim, ainda que seja uma chance reduzida. Como os óvulos são fertilizados por espermatozoides diferentes, e mulheres podem ovular em momentos diferentes durante o mesmo ciclo menstrual, é possível que cada gêmeo seja de um pai. A este tipo de situação é dada o nome de superfecundação heteroparental. As crianças serão gêmeos heteroparentais.

– Quanto DNA é compartilhado entre os gêmeos fraternos? Eles ficam parecidos?
50%. Esses gêmeos compartilham o útero, mas se assemelham tanto quanto irmãos nascidos de partos diferentes. Portanto, eles podem acabar “puxando” os mesmos 50% de DNA, o que os tornará similares, ou as metades diferentes, o que os tornará bem diferentes. É algo bastante variável.

– Barriga grande é sinal de gêmeos?
Não necessariamente. Uma mulher pode estar com a barriga muito grande por estar com a gravidez mais avançada do que imaginava, ou por ser sua segunda gestação, o que facilita os músculos a se esticarem mais facilmente. Mas, ainda assim, é importante que o médico avalie essa possibilidade, principalmente se já houve casos de gêmeos na família ou se a gestão for através de FIV.

– Como é o parto de gêmeos?
Na maioria das vezes, os partos são por cesariana, tanto dos fraternos quanto dos idênticos. Isso porque os bebês costumam nascer prematuros e bem pequenos, mas também porque a pressão sobre a mãe é maior. Além do mais, o ideal para o nascimento é que os bebês estejam de cabeça para baixo, o que já é difícil, especialmente para o segundo bebê, que pode não conseguir sair mesmo com as contrações. Mas as diferenças entre os tipos de gêmeos surgem em questão de dificuldade: o parto dos fraternos é mais simples, já que são duas placentas; os que dividem uma só placenta podem tornar a situação um pouco mais complicada.