Genótipo


O conceito de Genótipo está ligado, dentro da Biologia, à disciplina de Genética, o estudo que trata de hereditariedade. Para compreender o assunto tratado nesse artigo, é preciso resgatar o que significa a hereditariedade. Trata-se da capacidade dos indivíduos de transmitirem suas características para a geração seguinte. O fenômeno é totalmente previsível e pode ser calculado. Os progenitores passam para os seus filhos informações que são como “receitas” de como elas devem ser feitas. A origem dessa receita é os gametas do pai e da mãe do indivíduo.

Genótipo

Todas as células possuem um núcleo, onde está armazenado o material genético. Independentemente do tipo de célula, o material genético será sempre o mesmo. As células presentes no cabelo são iguais às presentes no estômago, por exemplo. A única diferença está na forma como elas se manifestam, já que o material genético é o mesmo. Ele está inserido no núcleo sob a condição de cromossomos, que é a forma condensada de uma molécula conhecida como DNA. Essa molécula é bastante longa e existe no formato de uma escada, cujos degraus representam bases nitrogenadas.

Uma molécula de DNA é formada por 4 bases nitrogenadas: Adenina, Guanina, Citosina, Timina. Eles se intercalam e formam um código, semelhante ao código de barras dos produtos. As células, então, fazem a leitura dele e traduzem-no para as características físicas do indivíduo. As partes da longa molécula de DNA são chamadas de genes, e cada uma possui uma função específica. Muitos estudantes acham que o gene é um sinônimo de DNA, mas não é verdade. Eles compõem a molécula e possuem os mais diversos tamanhos. Agora que passamos por esses conceitos, vamos tratar do genótipo.

Genótipo

Se vamos estudar os genes relacionados a certas características do indivíduo, vamos falar de genótipo. É diferente do fenótipo, que está relacionado à característica em si mesma, isto é, a forma com a qual ela se manifesta. Genótipo vem do grego “genos”, que significa “originar”. É, em termos simples, a constituição genética de uma célula, organismo ou indivíduo. A formação se dá através do conjunto dos cromossomos que estão no núcleo. Esse material é herdado de maneira hereditária, ou seja, dos pais.

Podemos dizer, então, que o genótipo são as características internas de uma pessoa, pois ele é a composição mais elementar do seu organismo. Uma sequência de genes forma os cromossomos, e as informações guardadas neles condicionam o fenótipo. Dessa forma é correto afirmar que, por ser o conjunto dos genes, o genótipo é responsável por condicionar o conjunto das variáveis guardadas pelos genes, isto é, o fenótipo.

Outros conceitos importantes

Devemos lembrar que, no genoma, são encontradas as informações herdadas dos progenitores e a forma de cada gene pode mudar. Vejamos um exemplo. A cor dos cabelos é definida geneticamente, de modo que para eu ter cabelos claros, preciso ter genes que contêm essas características. No entanto, a cor deles depende também da exposição ao sol, pois isso pode deixá-los mais claros. É o genótipo que irá indicar se a cor será mais clara, mas o fenótipo une-o ao ambiente, dando características diferentes ao cabelo.

Os cromossomos estão sempre em dupla, porque uma parte deles vêm do pai e a outra da mãe. Estão dispostos um ao lado do outro, e mesmo que sejam praticamente cópias, eles possuem diferenças nos genes. Ocupam a mesma oposição e exercem a mesma função, mas, como os pais possuem características diferentes, eles apresentarão distinções. Essas diferenças são chamadas de alelos.

Quando eles são iguais, dizemos que o alelo é homozigoto, e quando são diferentes, chamamos de alelo heterozigoto. Representamos as características através de letras: uma letra maiúscula representa um gene dominante, enquanto uma letra minúscula representa o gene recessivo. Aqui é preciso fazer uma observação. É comum que muitas pessoas acreditem que o que define um gene dominante é o fato de mais pessoas possuírem ele numa população de humanos. Mas não é dessa forma que ele é definido. Uma característica “dominante” nesse sentido no Brasil não é dominante em outro lugar. Pense na cor dos olhos mais comum no nosso país e a cor “dominante” na Alemanha.

A diferença está no peso que cada um possui. Para os genes recessivos se manifestarem, precisam estar em dupla. Já os dominantes aparecem mesmo estando sozinhos. Ou seja, esses genes são dominantes porque inibem a ação dos genes recessivos. Há os casos de codominância, que é o fenômeno de ausência da dominância. Nessa situação, não há nenhuma inibição da ação do gene recessivo, pois eles trabalham juntos.

Normalmente, um indivíduo heterozigoto possui características intermediárias entre o homozigoto dominante e o homozigoto recessivo. Percebemos isso, por exemplo, analisando os genes que determinam a espessura dos lábios. Pessoas com os lábios mais grossos possuem homozigotos dominantes, enquanto as que têm os lábios finos são homozigotos recessivos. Já um indivíduo que possui lábios nem grossos, nem finos, é heterozigoto, com um gene dominante ou recessivo.