Heredogramas: Homozigotos X Heterozigotos


Os heredogramas nada mais são do que gráficos fundamentais para a exposição da genealogia da genética de uma determinada família, ou então, do “pedrigree” da mesma. Esse gráfico também pode ser realizado de forma individual.

Os heredogramas foram criados então como uma forma de melhor compreender a genética humana, já que ele se trata praticamente de uma árvore de caráter genealógica que oferece todo o histórico de uma determinada família.

Como esse gráfico é caracterizado?

O heredograma é expresso por meio de sinais convencionais e de demais símbolos que, quando juntos, caracterizam cada um dos integrantes dessa linhagem, possibilitando o entendimento sobre qualquer questão que venha a envolver esses indivíduos.

Heredogramas

Homozigotos X heterozigotos

Certamente, uma das principais dúvidas no que diz respeito à interpretação de um gráfico heredograma está na diferenciação entre esses dois termos.

Os homozigotos são aquelas pessoas que contam com alelos iguais para uma característica humana, podendo ser eles dominantes ou recessivos. Por outro lado, os heterozigotos são caracterizados como indivíduos híbridos, que contém tanto um alelo dominante, como também um recessivo.

O caráter dominante é aquele que se segue por toda a genética da família, presente em cada uma das suas gerações. Isso ocorre pelo fato de que alelo dominante é caracterizado como a manifestação de um fenótipo já pré-estabelecido.

Um caráter recessivo, por sua vez, pode pular uma ou mais gerações para aparecer novamente, já que a presença de um alelo de caráter recessivo pode acabar passando de maneira despercebida em algumas delas quando é mascarado por um alelo de caráter dominante.

Os principais sinais de um heredograma

Os sinais utilizados na montagem de um heredograma, como já dito anteriormente, são sinais convencionais e conhecidos por praticamente todos nós. Porém, existem algumas “regrinhas” para a utilização desses símbolos. Por isso, confira neste momento quais são os símbolos utilizados com maior frequência nesse gráfico.

• Os indivíduos de sexo feminino são sempre representados no heredograma por meio de círculos;

• Enquanto isso, os homens são caracterizados por símbolos de quadrados;

• O casamento entre dois indivíduos, quando indica a procriação, ganha um novo símbolo: um traço na horizontal que consegue unir esses dois membros;

• Os indivíduos que ainda não possuem um sexo definido podem ser representados por meio do símbolo de um losango;

• Enquanto isso, os filhos que foram gerados em uma mesma união são representados nesse heredograma por meio de traços verticais que se unem ao anterior traço horizontal que une o casal;

• Caso o acasalamento do casal ocorra de maneira consaguínea, eles são unidos por meio de dois traços também na horizontal;

• Por fim, os indivíduos que foram afetados por algum tipo de doença ou anomalia são representados de maneira normal no que diz respeito ao símbolo que indica o seu sexo, porém, esses símbolos se tornam preenchidos.

Regras para a montagem

A montagem de um heredograma também conta com algumas regras básicas que inclusive foram estabelecidas para facilitar o próprio entendimento desse gráfico.

A primeira regra está caracterizada na ordem que o casal aparece no gráfico: os homens, sempre que possível, devem estar localizados na esquerda do casal e as mulheres do lado direito.

Os filhos, por sua vez, são dispostos conforme o seu nascimento, sempre começando do lado direito e terminando no esquerdo.
Cada uma das gerações familiares é indicada por meio de algarismos romanos. Ou seja, a primeira geração será a I, seguida da II, III e outras. Em cada uma das gerações, por sua vez, os integrantes da família são indicados por meio dos algarismos árabes e do lado contrário, do esquerdo para o direito.

A interpretação do heredograma

No momento de realizar a análise de um hetedograma o indivíduo deve procurar em primeiro plano pela informação principal do seu estudo. O caráter que está em questão, foi condicionado por meio de um gene dominante ou então recessivo? Essa é a primeira questão a ser feita para si mesmo no momento de interpretação de heredograma.

Para melhor entendimento, vamos dar um breve exemplo. Imagine que dois casais, que são de genes fenotipicamente idênticos, tiveram pelo menos um filho com características diferenciadas. De forma que essas características não estiveram presentes em nenhum dos membros do casal, mas unicamente nos filhos, ela só pode ter sido causada por meio de um gene recessivo.

Assim que os genes dominantes e recessivos de cada família são identificados, a análise fica mais simples e pode se tornar cada vez mais ampla conforme as dúvidas e questionamentos de cada família.

Antes de realizar a interpretação do heredograma, lembre-se sempre de dois pontos essenciais: o primeiro é que em um par com genes alelos, um deles é sempre da mãe e outro do pai. Se o indivíduo for um homozigoto recessivo, é certo de que ele ganhou um recessivo de cada um dos pais. Além disso, caso o filho seja realmente um homozigoto recessivo, ele vai passar esse gene para os seus próximos descendentes.