Hipertônico e Hipotônico


No que se refere aos fenômenos da difusão – sendo eles parte das disciplinas de química e física – toda vez que um soluto se transporta por meio de um fluido gasoso ou líquido para algo menos ou mais concentrado do que ele já era anteriormente, os processos de hipertônico e hipotônico aparecem para nos auxiliar na análise. O mesmo também se aplica para os processos de osmose, que é quando o fluido em questão é a própria água.

Nesse sentido, são os meios hipertônico e hipotônico que irão verdadeiramente definir, por meio da análise do sentido e da movimentação das partículas, quando as partículas são separadas por diferentes métodos de concentração.

Hipertônico

O que significam os termos “hipertônicos e hipotônicos?

Para analisar o que é um meio hipertônico, a primeira coisa que concluímos é que ele está elevado, ou seja, está com uma grande quantia concentrada.

Sendo assim, ele é justamente aquele que apresenta uma concentração maior de solutos quando em comparação com outro solvente. Dessa forma e no que se refere ao hipotônico, ele é exatamente o soluto com a menor comparação.

Quando um meio é considerado hipertônico ele conta com um grande acúmulo na quantidade de produtos e sais, que no caso, vão aumentando gradativamente com base na osmolaridade do gasoso ou líquido em questão.

Vamos imaginar então que uma célula entre em contato com esse meio. A água, presente no centro da célula, irá se difundir para esse meio hipertônico. Considerando que esse meio conta com uma concentração muito mais alta de osmolaridades do que dentro dessa célula, a sua ação será quase que instantânea e a célula ficará murcha.

Um aspecto bem importante nesse sentido é afirmar que tanto os hipertônicos como os hipotônicos são podem ser utilizados como uma definição primária, já que um está sempre relacionado com o outro. Sendo assim, ao falarmos de tais fenômenos de difusão, é necessário considerar que ambos só podem ser empregados em um sentido de comparação – um com o outro.

Já os hipotônicos, por sua vez, são aqueles que contam com pequenas quantias concentradas. Nesse sentido podemos afirmar que um meio considerado hipotônico tem uma concentração quase que mínima de solutos, lembrando que ele sempre deve ser comparado com os hipertônicos para que verdadeiramente seja válido.

A quantidade de produtos, sais ou outros, nesse caso, é muito mais baixa, fazendo com que a própria osmolaridade desse produto essencialmente líquido também seja diminuída.

Vamos utilizar o mesmo exemplo da célula. Ao colocarmos a em contato com ele, a água de fora irá entrar nessa própria célula, que por sua vez, tem uma quantia mais agravante de osmolaridade. Nesse caso, a célula ficará tão cheia que inchará de forma bem agressiva, juntando a própria água com a de fora. Tal ação pode ser tão forte que é capaz de fazer com que ela estoure de vez.

Exemplos de hipertônicos e hipotônicos

1. Um exemplo bem comum no momento de facilitar o entendimento sobre tais fenômenos de difusão é no que se refere à própria atitude de colocar sal em uma quantidade razoável de folhas de alface. Quando fazemos isso, em nossas próprias residências, é notável que as folhas logo mudam de aspecto, murchando um pouco.

Esse fenômeno acontece porque a água que já estava presente na folha flui para que consiga dissolver todo o sal ali presente. Dessa forma, podemos concluir que o sal age como um meio hipertônico quando em comparação com as folhas de alface, que por sua vez, podem ser consideradas hipotônicas.

2. Outro exemplo é em relação às hemácias, ou seja, as células responsáveis pela constituição do nosso sangue. Quando ela é colocada junto de um meio hipotônico, ela fica em estado túrgido.

Sendo assim, quando envolvendo esse tipo de célula, o fluxo da água ocorre de fora para dentro, exatamente o contrário do que acontece com as folhas de alface e o sal, por exemplo. O problema, nesse caso, é o grande risco de sobrecarregar a hemácia por conta do acúmulo de água interior, fazendo com que ela se rompa por completo em um processo conhecido como ‘hemólise’.

3. Mas vamos imaginar que a célula em questão não fosse uma hemácia, mas sim, uma célula de algum organismo vegetal. Nesse caso, pode ser que haja uma parede celular com força o suficiente para resistir a esse processo, apresentando apenas algum tipo de plasmólise ou turgidez quando apresentadas a um meio de caráter hipertônico.

Por fim, vale lembrar que existe também o processo de osmose reversa, que como o próprio nome já nos dá a entender consiste no processo que acontece quando um solvente é removido diretamente de um soluto por meio de uma forte pressão que é fornecida. Nesse caso, uma membrana de caráter permeável é utilizada, mas unicamente pelo solvente – para que a tarefa possa, realmente, ser possibilitada.