Informações, Características e Reprodução no Reino Protista (Algas)


Reino Protista

Algas: As algas são organismos eucariontes, unicelulares ou multicelulares e autotróficos, que vivem na água do mar, na água doce ou em terra firme. O corpo das algas multice­lulares é denominado talo, e certas espécies do Oceano Pacífico atingem até sessenta metros de comprimento. Elas se classificam de acordo com o tipo de pigmento presente, a substância de reserva e a composição da parede celular.

Características e Reprodução no Reino Protista

Chlorophyta

A clorofícea conheci­da no litoral brasileiro é a Uiva lactuca, popularmen-te chamada de alface-do-mar. As clorofíceas são as mais diversificadas, apre­sentando aproximadamen­te 8 000 espécies descritas. Algumas associam-se a fungos, constituindo os liquens.

Phaeophyta

As feofíceas ou algas pardas são marinhas. Seu cor­po pode variar de poucos centímetros a sessenta metros de comprimento. As algas pardas gigantes constituem verdadeiras “florestas sub­mersas”, utilizadas como ha­bitat para diversas espécies de animais. No Brasil, a mais conhecida é do género Sar-gassum, que apresenta estru­turas cheias de ar para facili­tar a flutuação.

Rodophyta

As rodofíceas ou algas vermelhas são abundantes nos mares tropicais, ocorrendo também na água doce, em superfícies úmidas de florestas e em troncos de árvores. Por acumularem carbonato de cálcio em sua parede celu­lar, são denominadas algas coralíneas.

Bacillariophyta

As diatomáceas são unicelulares, e a maioria vive em mares de águas frias, embora existam espécies de água doce. Suas células são recobertas por uma carapaça – a frústula – constituída por dióxido de silício (SiO2) ou síli­ca, o mesmo material utilizado na produção do vidro. Muitas espécies representam uma parcela importante do fitoplâncton, flutuando nos mares e lagos; outras vivem presas à superfície de organismos marinhos (baleias, crus­táceos, tartarugas, etc.).

As carapaças das diatomáceas podem se acumular no fundo mar e constituir camadas compactas conheci­das como diatomito, cuja granulosidade finíssima permite sua utilização como matéria-prima para polidores, filtros e isolantes. Como um heterotrófico. Esse modo ambíguo de nutrição é denominado mixotrófico.

Chrysophyta

A maioria das crisofíceas é unicelular, ocorrendo es­pécies marinhas e de água doce. Pigmentos marrom-amarelados e a iridescência produzida pela sílica dão a elas um aspecto dourado, valendo-lhes o nome de algas dou­radas.

Dinophyta

Aqui, estão reunidos os dinoflagelados, unicelulares aquáticos que, com as diatomáceas, constituem parte im­portante do fitoplâncton marinho. Deslocam-se por meio de dois flagelos, em rodopios, girando sobre s/ mesmos (do grego dino – pião, rodopiar). Esses organismos tam­bém são denominados pirrófitos, por causa da cor aver­melhada e brilhante de certas espécies.

A proliferação exagerada de diversas espécies de di­noflagelados causa o fenômeno da maré vermelha, colo­rindo a água com tonalidade marrom-avermelhada. A maré vermelha causa a morte de peixes e outros animais mari­nhos por causa das substâncias tóxicas liberadas.

Eugienophyta

Os euglenóides são unicelulares e de água doce. Em geral, apresentam dois flagelos: um muito curto, que não chega a emergir na célula, e outro longo, utilizado para a locomoção. Algumas espécies apresentam uma estrutura pigmen­tada – o ocelo ou estigma —, fotossensível, que direciona o euglenóide à luz. Pode-se, também, observar na maioria o vacúolo contrátil, estrutura que elimina o excesso de água que entra na célula por osmose. Na presença de luz, realizam fotossíntese, como um autotrófico. Na ausência de luz, ingerem partículas de alimento por fagocitose,

Charophyta

As carofíceas são algas de água doce, multicelulares, que crescem ancoradas a fundos submersos. O talo é complexo, apresentando nós e entrenós dos quais se pro-jetam filamentos com função reprodutiva, que lembram musgos. No Brasil, a Nitella é a mais conhecida do gru­po, com células de até dez centímetros de comprimento.

Importância das algas

•         Estima-se que as bactérias e as algas planctônicas sejam responsáveis por quase 90% da fotossíntese realizada no planeta.
•         Algas pardas são utilizadas como alimento, como a Laminaria (denominada kombu na cozinha ja­ponesa) e a alga vermelha do género Porphyra,
que, depois de seca e prensada, é usada no pre­paro de sushis e outros pratos. Das algas vermelhas, é extraída a carragenina, uti­lizada no preparo de doces e sorvetes.
•         O ágar, extraído das algas vermelhas, é um polissacarídeo gelatinoso utilizado para dar consistên­cia às culturas sólidas de bactérias. Ele também é usado como emulsionante e laxativo.
•         Os diatomitos (sedimentos de carapaças de diatomáceas) são usados na fabricação de casas, fil­tros e abrasivos.

Reprodução nas algas

Assexuada

As algas unicelulares, de modo geral, reproduzem-se por divisão binária ou bipartição. Nas algas filamentosas, a reprodução pode ocorrer por simples fragmentação de seu talo e os seus fragmen­tos isolados crescem, formando novos talos completos. Outras espécies reproduzem-se por zoosporia, que con­siste na formação de células móveis flageladas, os zoósporos, que são eliminados da alga e nadam até atingir locais ideais para a fixação e originam novos talos.

Ciclo sexuado de Chlamydomonas

Outras espécies de algas filamentosas, como a Spirogyra, realizam a conjugação, em que algumas células se transformam em verdadeiros gametas masculinos ou femininos e, por meio de pontes que unem os filamentos, o gameta masculino atinge o feminino, fecundando-o. Após isso, o zigoto liberta-se do filamento materno e se multiplica, originando um novo talo.

Sexuada

Por sua diversidade de espécies, há grande varieda­de de processos sexuais. Em Chlamydomonas, cada or­ganismo comporta-se como um gameta. Dois indivíduos sexualmente maduros fundem-se e originam uma nova célula (2n = diplóide), formando o zigósporo. Essa célula diplóide sofre meiose, originando quatro células haplói-des, que se libertam do zigósporo e originam, cada uma,

Conjugação em Spirogyra

Muitas algas multicelulares realizam alternância de gerações (também chamada de metagênese), em que se alternam indivíduos haplóides (gametófitos) e diplóides (esporofitos). Um exemplo muito estudado é o ciclo alternante de Uiva lactuca, a alface-do-mar.