Insulina no Processo Alimentar, Filtração Glomerular e Reabsorção Renal


A insulina no processo alimentar

A parte restante da molécula de proinsulina é chamada de peptídeo C. Este polipeptídeo é liberado no sangue em quantidades iguais à da insulina. Como insulinas exógenas não contêm peptídeo C, o nível em plasma desse peptídeo é um bom indicador de produção endógena de insulina. Recentemente, descobriu-se que esse peptídeo C também possui atividade biológica, que está aparentemente restrita a um efeito na camada muscular das artérias.
Uma célula produz, como resultado de seu metabolismo, substâncias tóxicas que necessitam ser eliminadas do corpo do animal. Os dois principais resíduos metabólicos produzidos pelas células são o gás carbônico e os compostos nitrogenados.

Insulina no Processo Alimenta

O produto primário de excreção que se forma no corpo de um animal é a amônia, derivada quase exclusivamente das proteínas ingeridas como alimento. No processo da digestão, as proteínas são degradadas, originando aminoácidos que são absorvidos pelo animal. Parte desses aminoácidos será utilizada pelas células para a síntese de novas proteínas, mas grande parte será utilizada como fonte de energia. O primeiro passo para a utilização dos aminoácidos nesse último processo é remoção do grupo amina u (-N) das moléculas. Essas moléculas de amina se associam
com átomos de hidrogênio, produzindo amônia, que é altamente solúvel e tóxica. A amônia deve ser eliminada do corpo do animal, mesmo em baixa concentração. A amônia pode ser transformada em ureia através do ciclo da ureia ou ciclo da ortinina, que ocorre no fígado, ou em ácido úrico.

Os rins removem do plasma sanguíneo as substâncias a serem excretadas. São órgãos pares, localizados na região dorsal, na linha da cintura, um de cada lado da coluna vertebral, e têm o aspecto de grão de feijão. Externamente, são protegidos por uma resistente cápsula de tecido conjuntivo fibroso. A observação grosseira de um rim em corte permite reconhecer internamente uma zona cortical, onde ficam os glomérulos, e uma zona medular, onde se dispõem os túbulos. O conjunto glomérulo-túbulos forma o néfron, unidade funcional do rim. Cada região de convergência de um certo número desses túbulos é uma pirâmide de Malpighi. A região central, que escolhe a urina é a pelve renal. Este se estende pelo ureter. É nessa área que penetra a artéria renal, ramo da aorta, e sai a veia renal, que termina na veia cava inferior. Os dois longos e finos ureteres vão até a bexiga urinária da qual sai inferiormente a uretra, que conduz a urina para o exterior. Há cerca de l milhão de néfrons em cada rim, e os seus glomérulos agrupam-se na região do córtex.

Filtração Giomerular

Ocorre ao nível da cápsula de Bowman: o sangue que chega aos capilares sanguíneos do glomérulo pela arteríola aferente, é forçado pela pressão sanguínea contra a parede do capilar e parede da cápsula (paredes semipermeáveis) e, deste modo, parte do plasma sanguíneo extravasa, ou seja, é filtrado para o interior da cápsula. O líquido filtrado tem composição química semelhante à do plasma sanguíneo, diferindo deste pela ausência de proteínas.

Reabsorção Renal

O filtrado capsular formado na cápsula de Bowman flui ao longo do túbulo renal (túbulo contornado proximal, alça de Henle e túbulo contornado distai) e atinge o duto coletor. Neste trajeto, maior parte da água e das substâncias nela dissolvidas são reabsorvidas para os capilares sanguíneos; o restante do filtrado irá constituir a urina.

O mecanismo de reabsorção ao longo da alça de Henle se faz da seguinte maneira: o ramo ascendente é impermeável à água porém reabsorve sódio; desta maneira o fluido tubular se torna menos concentrado ao chegar ao túbulo contornado distai e duto coletor. As paredes do túbulo distai e duto coletor têm permeabilidade à água, variável. Aí nestas porções a reabsorção da água é controlada pelo hormônio antidiurético (ADH). O ADH faz aumentar a permeabilidade da membrana, levando a uma maior reabsorção de água. Na ausência do ADH a membrana se torna impermeável à água, que, então, é eliminada na urina. Esta absorção de água que é controlada pelo ADH, é denominada reabsorção facultativa, porque depende somente das necessidades hídricas do organismo e não tem relação com a concentração dos solutos do fluido tubular. Obs. Adolpho de Bold, descobriu o FNA (fator natriurético atrial). Trata-se de um composto químico produzido pelo Átrio cardíaco. O FNA, eleva a excreção de sódio no néfron, aumentando o volume de urina produzida.

(A) Rim humano em corte.
(B) Detalhe de um corte da porção periférica do rim, mostrando o limite entre o córtex e a medula.
(C) Detalhe de um néfron e sua relação com os vasos sanguíneos.
(D) Cápsula de Bowman em corte, mostrando a organização do glomérulo de Malpighi.

Nos dois rins do homem são produzidos por minuto cerca de 130 cm3 de filtrado capsular, porém esse fluido se modifica bastante à medida que flui ao longo dos túbulos renais até atingir o ureter. Por outro lado, a produção de urina é de cerca de l cm3 por minuto, portanto, mais de 99% do filtrado é reabsorvido à medida que percorre os túbulos renais e os dutos coletores.

Muitas substâncias componentes do filtrado capsular são necessárias e não podem ser perdidas com a urina (como água, sais e substâncias alimentares, etc.) Estas substâncias são transportadas do interior do túbulo para o interior dos capilares peritubulares e, contra um gradiente de concentração, isto é, de uma região de menor concentração (interior do túbulo) para uma região de maior concentração (interior do capilar sanguíneo). Este transporte através das células dos túbulos renais (reabsorção) se faz por mecanismo de transporte ativo. A reabsorção ativa acima citada é acompanhada de uma reabsorção passiva do seu solvente – a água. Este mecanismo é denominado reabsorção obrigatória e é decorrente da necessidade de manter o equilíbrio osmótico nesta região do néfron.