Introdução ao sistema nervoso e endócrino


Entender o corpo humano não é uma tarefa nada fácil. Entender suas sensações, seus sistemas, suas adaptações, suas células… A dimensão do nosso organismo é algo bem complexo, e é por este motivo que a ciência nunca estagnará para trazer as respostas que ainda não possui sobre o corpo humano, e melhor ainda, está em constante busca para entender e sanar as diversas dúvidas que persistem a milhares de anos. Sorte a nossa.

Neste artigo, apresentaremos o sistema nervoso e o sistema endócrino. Estes sistemas são os responsáveis por comandar as modificações que o nosso corpo precisa para que consiga se ajustar em todas as diferentes condições. Trabalhando em “parceria”, os sistemas fazem o recebimento e, logo em seguida, fazem uma análise dos estímulos da parte interna (tais como: temperatura, luz e som) e também das partes internas (tipos de dores ou de carência de algum tipo de nutriente). Eles que são responsáveis por elaborar as respostas adequadas para cada situação. É desta maneira que contribuem para a regulação das funções como a nutrição, o metabolismo e a reprodução. Vamos então, abaixo, explicar mais detalhadamente as funções de cada um destes dois sistemas:

sistema nervoso e endócrino

Sistema Endócrino 1

Ele é formado por uma grande quantidade de glândulas, dentre as quais têm a tireoide, os pâncreas, hipófise, as suprarrenais, os testículos e os ovários. Este sistema transporta os hormônios, através do sangue, para todo o corpo humano. Este processo é realizado pelo sistema nervoso, e eles trabalham nas células específicas. Os hormônios – que estão presentes em vários órgãos do organismo – ajudam a controlar o crescimento e também a pressão arterial do coração. Estas substâncias (os hormônios) são fabricadas pelas famosas células que, por sua vez, estão presentes nas glândulas endócrinas.

No momento em que são liberados, os hormônios trabalham somente em um tipo de célula específica, e por esta razão recebem o nome de “células-alvo”. Estas células são constituídas pelas proteínas, que têm o nome de “receptores hormonais” e que podem encontrar-se nas membranas ou ainda no interior das células. Estes chamados “receptores hormonais” estão associados a um determinado tipo de hormônio. Em outras palavras: os hormônios (cada tipo) unem-se somente com as células que também possuem receptores que complementarão os seus. Se este processo for realizado corretamente, as estimulações hormonais irão resultar em uma combinação perfeita e correta.

Como citamos, no nosso corpo existem diversos tipos de glândulas endócrinas, dentre elas a tireoide e a hipófise. Abaixo, explicaremos um pouco sobre elas:

• Hipófise: esta glândula também é conhecida como a glândula pituitária. Ela localiza-se na base do encéfalo (local onde são produzidos os hormônios com o objetivo de controlar a hipófise), tendo a grande responsabilidade de ser considerada a glândula “mestre do corpo humano”, porque os seus hormônios auxiliam na regularização do funcionamento das diversas endócrinas (glândulas).

• Tireoide: esta glândula encontra-se no pescoço, mais precisamente na região inicial da nossa traqueia. Ela tem como missão produzir a tiroxina e também a tri-iodotironina, que são os hormônios que contêm de 3 a 4 átomos de iodo composto na sua molécula. A importância desta glândula é que ela auxilia na manutenção da pressão sanguínea, do ritmo cardíaco, e também das funções sexuais. Em alguns casos, pode ocorrer alteração na tireoide, que pode acarretar no hipertireoidismo (que é a glândula que fabrica os hormônios de uma forma demasiada). Ou também pode acontecer o hipotireoidismo (que é a produção deficiente de hormônios).

Sistema Nervoso 2

Como já citamos neste artigo, o sistema nervoso é o responsável pelas nossas emoções e pensamentos. Estes sentimentos ficam armazenados na nossa memória. O sistema nervoso chamado periférico contém os nervos do crânio e as ramificações, controlando a entrada e a saída dos nossos estímulos nervosos nos órgãos e nos sistemas. Eles estão subdivididos em “sistema nervoso somático”, “sistema autônomo” e em “sistema nervoso entérico” (o de funcionamento involuntário).
Abaixo, explicaremos cada um destes:

• Sistema nervoso somático fica com a tarefa de transmitir as informações dos sentidos do nosso corpo, que são eles (visão, olfato, audição e o paladar), para o sistema nervoso central (SNC), e ainda é responsável na condução dos impulsos (nervosos) do SNC para os músculos. Para as respostas “motoras” ocorre uma ação voluntária, pelo motivo de que esta acaba sendo controlada de forma consciente.

• Já o sistema nervoso autônomo é o responsável por mandar as informações dos órgãos viscerais, como por exemplo, o pulmão e o estômago para o SNC. Também fica a cargo deste sistema fazer o envio dos impulsos “nervosos” a partir do SNC para o músculo, chamado de “músculo liso”, para o músculo cardíaco e para as glândulas. O seu trabalho é involuntário, uma vez que ele não depende de nós, ou seja, da nossa vontade. Um exemplo clássico e bem simples: no momento em que estamos dormindo, o coração bate normalmente.

• No caso do sistema nervoso entérico, ele encontra-se no nosso intestino. É ele que tem a capacidade de controlar nossos impulsos nervosos, e também tem uma função involuntária, onde não é capaz controlar.

Como também já havíamos citado, o sistema nervoso é o responsável por desempenhar diversas atividades no nosso organismo, e que é graças aos impulsos (elétricos), que acontecem na infinita quantidade de neurônios (são bilhões de neurônios), é possível “conectar” as partes do corpo humano. A ciência que estuda o sistema nervoso do corpo humano é a neurologia.