Morfologia da Folha


A área de morfologia das plantas estuda a classificação dos vegetais para identificar as espécies e seus ambientes adequados. Existem folhas simples, quando o limbo não sofre divisão e as folhas compostas que o limpo possui inúmeras partículas de folíolos. A folha é um apêndice caulinar que está presente em quase todos os vegetais superiores, salvo poucas exceções (as que possuem espinhos). É um órgão vegetativo com polimorfismo, ou seja, possui inúmeras variações e adaptações de ambiente e função.

Morfologia da Folha

As folhas sofreram, ao longo do tempo, inúmeras adaptações de acordo com o ambiente em que cresciam confira a seguir quais foram essas adaptações.

Alguns exemplos de variação são: gavinhas que podem ter variação de caule ou folha para prender plantas trepadeiras, folhas e plantas carnívora com a mudança da válvula de apreensão e digestão, folhas atrativas de insetos e pássaros, que normalmente são coloridas, entre outras variações.

As estruturas são planas, com tecido clorofiliano que realiza o processo de fotossíntese. Quando o formato foliar facilita a captação solar, as aberturas para absorção do gás carbônico tem o mesmo tempo que a perda de água. Por isso a anatomia das folhas precisa permitir a relação entre captura de luz e absorção do gás carbônico evitando que a folha perca muita água.

Mas não é apenas a fotossíntese que é feita nas folhas. Existem outros processos:

  • Respiração;
  • Transpiração;
  • Condução e distribuição de seiva;
  • Reserva nutritiva.

As folhas são de extrema importância tanto para o metabolismo da planta quanto para purificação do ar, parte alimentar e medicinal dos seres humanos bem como na área industrial e de adubação.

Funções protetoras

Catafilos: folhas sésseis sem pecíolo e bainha, onde o limbo está inserido diretamente no caule. Um exemplo é a cebola.
Espinhos: tem o objetivo de proteger a folha, como no cacto.
Brácteas: são coloridas e tem a função de proteger as flores isoladas e tem elemento de atração como a flor-de-papagaio.

Funções nutritivas

Folhas insetívoras: capturam insetos como a drosera;
Cotilédones: folhas embrionárias que possuem a função de conduzir reservas do albúmen para o embrião. Tem elementos nutritivos da planta como a mamona.
Folhas coletoras: são plantas epífitas que tem estrutura semelhante às bolsas com a função de acumular água na planta. O exemplo é a bromélia.
Folhas suculentas: elas possuem parênquima aquífero evoluído, como a babosa.

Função reprodutiva

Reprodução vegetativa: algumas possuem a função vegetativa como a begônia;

Antófilos: elementos florais que se assemelham às folhas que se transformam para a reprodução;

Filotaxia: maneira de distribuição das folhas em torno do caule. Podem ser:

– Opostas: quando duas folhas estão no mesmo nível do caule, mas em direções opostas como o araçá;
– Verticilada: quando três ou mais folhas são implantadas no mesmo nível como espirradeira;
– Alterna: quando as folhas estão em diferentes níveis do caule como no limoeiro;
– Oposta cruzada: quando as folhas têm apenas um nó que traça ângulo reto com folhas opostas ao próximo nó como a quaresmeira.
– Soros: estruturas reprodutivas nas pteridófitas, com conjunto de esporângios que formam os esporos.

Outras características das folhas

Em sua anatomia a folha possui a epiderme uniestratificada, ou seja, apenas uma camada, delimitando a região interna (mesófilo) constituída por células parenquimáticas com muitos cloroplastos. Na epiderme também existem os estômatos, ou seja, as células responsáveis pelas trocas gasosas em um local por meio do ostíolo. Isso permite que haja transpiração e respiração das plantas.

Os estômatos são estruturas celulares que fazem trocas gasosas. Já o parênquima paliçádico trata-se de células justapostas que evitam que o interior da folha seja muito iluminado e receba calor em excesso. Já os cloroplastos nessa estrutura ficam enfileirados para proteção. Já o parênquima lacunoso tem células arredondadas com espaços, os quais se comunicam com o estômato para melhorar a aeração da folha. Os cloroplastos nesse caso são desordenados fazendo com que a luminosidade seja difusa.

Existem exceções como as plantas xerófitas de clima árido. Elas estão sujeitas ao processo de adaptação, afinal o ambiente é pobre em água. Elas desenvolveram, portanto, folhas pequenas com uma camada de cutina, uma substância de característica impermeável. Ela possui poucos estômatos na epiderme pluriestratificada.

Descrição da folha

Existem diversas classificações possíveis para uma folha, seguindo as seguintes características:

  • Possui ou não estípulas;
  • Simetria;
  • Se é pecicolada ou séssil;
  • Filotaxia: se é alternada, oposta, verticilada, fasciculada ou roseta.
  • Venação: se é curvinérvea, palminérvea, peninérvea ou paralelinérvia.
  • Composição: se é composta ou simples. No primeiro caso pode ser pinada, digitada ou bipinada. No segundo pode ser inteira ou lobada.
  • Formato da folha ou do folíolo, que pode ser ovada, obovada, oblonga ou elíptica;
  • Formato da base e do ápice;
  • Margem: se é denteada, serreada, crenada ou lisa;
  • Indumento: se é pilosa ou glabra.

A folha, apesar de ser apenas uma parte da composição da planta, é de extrema importância e possui inúmeras características a serem estudadas.