Ordem Amborellalles


Para que o homem conseguisse entender a natureza e todos seus elementos, seu estudo, assim como em qualquer outra área de qualquer ciência, seja humana, exatas, sociais ou biológicas, foi sistematizado através da divisão em diferentes partes, que se convencionou chamar de diversos nomes.ordem-amborellalles

Nesta classe, temos as macro classes que abrange uma serie de outras classes, sempre inferiores pois apresentam uma hierarquia bastante nítida e rígida. Somente desta maneira, e possível estudar de forma universal os elementos constitutivos da natureza.
Assim, no que tange ao estudo das plantas, organismos vivos e extremamente importantes para a vida na terra para qualquer ser vivo, temos uma classificação bastante nítida, que começa com o domínio, passa para o reino, posteriormente na divisão, desta para a classe e ordem.
Neste artigo, iremos olhar mais de perto a ordem amborellales, que se insere na divisão streptophyta, que por sua vez faz parte do reino plantae e se insere no domínio eukaryota. Contextualizado o assunto de interesse deste artigo, podemos partir com mais segurança para ele.

Divisão Streptophyta1

Como a dito, a streptophyta consiste em uma divisão dentro do reino plantae que inclui uma serie de plantas diferentes, sejam elas terrestres ou sejam elas diversos tipos de algas verdes existentes ao redor do mundo.
Esta divisão de plantas é considerada como um clado em termos filogenéticos. Isso significa que todas as plantas da divisão partilham entre si um antepassado comum.
A primeiro proposta desta divisão ocorreu recentemente, mais especificamente em 1982, quando o acadêmico Jeffrey lançou mão da
-divisão para agrupas as embriófitas – as plantas que são comuns para nos pelo fato de serem terrestres, tais como arvores e musgos, como e as charales – algas verdes de água doce que têm como principais características os talos grandes, que podem atingir ate 120 cm de comprimento, ramificados e celulares.
Cinco anos mais tarde, o agrupamento foi refinado por Bremer, que propôs incluir na divisão todas as carófitas, algas verdes que geralmente vivem em água salgada e na boca de alguns peixes. A razão para inserir tais algas na divisão advém do fato de que elas também partilham um ancestral em comum.
As carófitas se caracterizam por possuírem células biflageladas, com estes inseridos de forma assimétrica em raízes flagelares diferentes. Realizam a mitose aberta (processo de divisão celular) e produzem enzimas que normalmente não são encontradas em outras algas verdes, quer de água doce ou quer de água salgada.
Alguns anos depois, em 2004, Lewis & McCourt propõem uma nova classificação para a classe streptophyta, que basicamente consistia em elimina-la e criar uma divisão charopyta e uma subdivisão treptophytina, que iria incluir apenas as embryophycae, plantas terrestres, e as charophyceae, incluindo apenas as algas do tipo chareles.
Assim, esta breve historia da divisão estudada mostra a polêmica e a dificuldade de classificação em diversos níveis dentro do reino plantae. No entanto, o que e unânime entre os botânicos e biólogos, e a ordem amborellales, que iremos explorar na próxima seção.

Amborellales2

A primeira e mais curiosa característica da ordem amborellales e que ela possui apenas um membro: a amborella trichopoda, na família amborellaceae. Esta ordem representa a mais antiga divergência entre todos os membros dos angiospermas, que dizem respeito as plantas com flores.
A amborella trichopoda e uma planta nativa do sudoeste do oceano pacifico, distribuída de forma uniforme nas partes elevadas do interior de diversas ilhas da região. Flores machos (produtoras de pólen) e flores fêmeas (produtoras de óvulos) ocorrem em plantas separadas.
Ela e considerada um tipo de planta primitiva pois não apresenta vasos, tipos de células responsáveis pela condução de água no interior da planta. Mesmo assim, sempre apresenta folhas verdes.
Suas flores são consideradas pequenas, apresentando aproximadamente 5 mm de diâmetro, ocorrendo em pequenos grupos nas axilas das folhas. Possuem de 5 a 8 tépalas (não existe diferenciação entre tépalas e pétalas), agrupando de 10 a 25 estames ou 5 ou 6 carpelos, que também são considerados estruturas primitivas.
Os estames são achatados, e os carpelos não e completamente selado, apresentado estigma ligado diretamente ao topo do ovário, não existindo estilo intermediário alongado.
Seus frutos possuem uma única semente e são produzidos através do carpelo, sendo que cada um da origem a um fruto. Quando estão maduros, apresentam coloração vermelha. São bastante pequenos, apresentando 1 cm de comprimento por 3 mm de largura. Diferentes dos diversos outros tipos de angiosperma basais, a amborella trichopoda não apresenta óleos etéreos.

Assim, depois de tudo o que foi dito acima, podemos observar o quão peculiar e o ordem amborellales da espécie que a compõe. Talvez seja justamente por este motivo que ocorreu as diversas tentativas de classificar da forma mais precisa possível a divisão streptophyta. Mas ainda assim não podemos negar que a amborella trichopoda consiste em uma espécie extremamente intrigante, seja para botânicos ou seja para pessoas comuns, além de ser uma planta bela.