Protocolo cardiovascular


A saúde cardiovascular compreende uma série de atividades que beneficiam não só o coração, mas todas as estruturas responsáveis pelo sistema circulatório do organismo. Embora algumas pessoas tenham uma educação médica saudável para preservar o fundamento cardiovascular, nem sempre é possível escapar de algumas anomalias que prejudicam o funcionamento de órgãos pertencentes a esse conjunto. Em todo caso, há medidas que visam o bem-estar dos órgãos e possíveis intermediações que ajudam o organismo a superar qualquer doença relacionada a essa estrutura.

Protocolo cardiovascular

Uma dessas medidas é o protocolo cardiovascular, que é um agregado de todos os esforços empregados pela equipe médica para solucionar um caso. Esse protocolo informa os medicamentos a serem receitados ao paciente, a funcionalidade de cada um deles em relação a cura da doença, reconhecimento de fatores de risco, sinais de descompensação e outros detalhes sobre o tratamento.

No protocolo cardiovascular, o paciente também fica sabendo sobre possíveis hábitos de vida que precisam ser desenvolvidos para proporcionar mais fluidez e gerar benefícios ao organismo.

Como é estruturado o protocolo?

Diretrizes essenciais para aperfeiçoar o aspecto saudável do paciente no âmbito cardiovascular são expostas no protocolo para que, tanto a equipe médica como o paciente, esteja ciente de todos os pontos positivos e negativos.

Seis pontos-chave servem de base para formar o perfil médico do paciente e servem como uma bússola para os médicos determinarem as soluções para a enfermidade:

• Idade do paciente. O protocolo é feito para pessoas a partir dos 18 anos obedecendo cada característica cardiovascular importante do organismo;

• Fração de ejeção de 45% ou mais dependendo da gravidade da doença. Geralmente as disfunções já tem seu nível de agressividade informado no diagnóstico feito por exames de imagem. Em outros casos, a consulta com o médico também funciona como um fator determinante para montar o protocolo;

• O paciente sofre com uma insuficiência cardíaca moderada ou grave, necessitando de auxílio médico com mais frequência;

• Choques cardiogênicos que comprometem a funcionalidade do sistema cardiovascular;

• Pulmão acometido por edemas, inflamações ou quaisquer tipos de anomalias em sua consistência, prejudicando a capacidade respiratória;

• Insuficiência cardíaca descompensada, quando o paciente sofre uma disfunção ventricular forte e que resulta em sequelas significativas.

A partir desses dados, a equipe multidisciplinar começa a formar estratégias baseadas em alguns critérios para garantir uma melhora durante a prática clínica. Esses critérios se concentram na comprovação científica, funcionando como base para todas as técnicas de prevenção, tratamento e acompanhamento pós-tratamento. Esses critérios são:

• Indicador de anticoagulação;

• Nível de aldosterona no sangue;

• Análise da parte ventricular esquerda feita constantemente e arquivada no protocolo cardiovascular;

• Vacinações de influenza e pneumococos;

• Recomendações para execução de novos hábitos para melhorar a qualidade de vida (exercícios físicos, dietas específicas, caminhadas, controle no consumo de bebida alcoólica, restrição ao tabagismo, possíveis intolerâncias a serem evitadas, etc.).

Cada medida no protocolo cardiovascular pode ser implementada de acordo com as prescrições do hospital. Essas e outras intervenções podem ser acrescentadas mediante a necessidade do paciente e a complexidade da doença.

Importância do protocolo para a equipe médica e o paciente

O protocolo gera uma série de observações importantes tanto para o paciente como para o grupo médico multidisciplinar. Cardiologistas, clínicos gerais, educadores físicos, nutricionistas e outros profissionais passam a montar estratégias médicas mais focalizadas na solução completa do problema e não na sanção dos sintomas que uma enfermidade provoca. Por ser um trabalho flexível e feito quase que inteiramente pelos próprios profissionais, fica mais fácil de estabelecer medidas e técnicas que são incorporadas a meios práticos de auxílio, como é o caso de materiais e recursos vindos pelo SUS.

Para o paciente, a integração dessas atividades é algo bastante vantajoso, pois o acesso a um sistema de saúde pública otimizado e com a utilização de tecnologias inovadoras garante maior confiança e sucesso durante a intermediação médica.

Como são os próprios especialistas que ficam à frente da execução do protocolo, o gerenciamento de ferramentas, realização de exames, programação de tratamentos e outras ações são feitas com mais facilidade. Essas ações podem ser enquadradas num padrão único que pode variar de hospital para hospital. É importante que os critérios mencionados anteriormente sejam abordados em cada diretriz criada e estabelecida no protocolo. A partir dessa padronização, a equipe multidisciplinar pode montar indicadores que notarão com mais clareza a melhoria do paciente e a necessidade de alguma alternativa para garantir essa melhoria.

Caso seja oportuno, o hospital também pode recorrer a parcerias com outros setores ou outras instituições clínicas para aperfeiçoar o fundamento do protocolo. Exames como a observação de betabloqueadores, de iECA e outros indicadores podem ser realizados por ambulatórios específicos que podem oferecer essas informações para montar as diretrizes de forma mais direta e focaliza no problema cardiovascular que o paciente enfrenta. O andamento do protocolo pode durar o tempo que for necessário, contanto que a melhoria seja percebida.