Resumo de síndrome nefrotico


Todos os animais possuem órgãos vitais, ou seja, aqueles cuja ausência no organismo simplesmente não é possível. Este é o caso do rim. O rim na verdade são dois órgãos, cada um localizado em um lado do abdômen, o do lado esquerdo logo abaixo do baço e o direito ao em baixo do fígado.

Resumo de sindrome nefrotico

Os rins são órgãos vitais, pois têm uma função extremamente importante em nosso sistema excretor. Eles são os responsáveis por desempenhar três importantes funções em nosso organismo:

  • Manter o equilíbrio de água no organismo, eliminando seu excesso e junto com ele os chamados eletrólitos e sais, que podem causar aumento da pressão arterial e inchaço quando em excesso;
  • Eliminar todas as substâncias tóxicas provenientes do metabolismo corporal, como ácido úrico e creatinina;
  • Produzir hormônios fundamentais para a manutenção da boa saúde, como os que ajudam na criação de vitamina D, responsável fixar o cálcio nos ossos; na criação dos glóbulos vermelhos; e na renina, uma das responsáveis por regular a pressão arterial.

Devido a estas funções essenciais, quando os rins começam a desempenhar seu papel no organismo de maneira insuficientes para seu correto funcionamento, uma série de complicações podem ocorrer, inclusive obrigando o paciente a se valer da hemodiálise, técnica em que o sangue é ‘filtrado’ por uma máquina que atua como substituta dos rins.

Há uma série de fatores que podem causar agressão aos rins. No Brasil, as maiores causas são a pressão arterial alta e a diabetes. As doenças e distúrbios que o mau funcionamento dos rins podem causar também são inúmeras. Neste artigo, vamos nos de uma específica: a síndrome nefrótica.

Caracterização da síndrome

Antes de mais nada, cabe esclarecer que a síndrome nefrótica não é uma doença propriamente dita, mas sim um conjunto de sinais e sintomas. Diferente da grande maioria dos distúrbios que afetam o rins, ela não é causada pelo mal funcionamento dos mesmos, sim por seu excesso de trabalho. Expliquemos.

Esta síndrome é caracteriza pela grande e constante perda de proteínas. As proteínas são fundamentais para nossa organismo, e a condição em questão elimina gamaglobina, albumina, transferrina e microglobinas de extrema necessidade. Sendo assim, a produção de proteínas que ocorre no fígado torna-se insuficiente para dar conta de toda a demanda do organismo, e os sinais começam a aparecer.

O primeiro e mais nítido sinal é a desnutrição, mas também há a retenção de sódio, capaz de causar inchaço, um dos sintomas mais típicos da doença, aumento da pressão arterial, trombose e o mais preocupante: o aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, aumentando as chances do paciente sofrer com doenças de natureza cardiovasculares, hoje uma das principais causas de morte em todo o mundo.

Diagnóstico e tratamento

A primeira boa notícia é que o diagnóstico da síndrome nefrótica pode ser feito de forma simples. Quando a consulta é feita com um especialista (nefrologista), ele provavelmente reconhecerá imediatamente a doença, devido ao inchaço que causa. No entanto, um simples exame de urina é capaz de detectá-la.

No entanto, sua causa é algo que deve ser investigado, já que é necessário saber a doença que a desencadeou para que o paciente tenha total certeza de receber o melhor tratamento e que o quadro não se agrave no futuro. Dentre as doenças que podem desencadear a síndrome estão à diabetes, o lúpus, as hepatite B e C, HIV, sífilis (essas quatro últimas transmitidas passíveis de serem transmitidas por via sexual), nefripatia e glomerulopatias.

Esta investigação pode incluir uma série de exames de sangue e mesmo biópsia renal. Nos casos extremos nos quais há o entupimento de veias, a intervenção cirúrgica se faz necessária.

Claro que como a síndrome pode ser originada de várias condições, variados são os tratamentos. No caso das doenças passíveis de serem transmitidas sexualmente, o melhor é tratá-las diretamente.

No entanto, quando falamos em diabetes estamos falando de uma doença sem cura, ou seja, impossível de ser tratada. Nestes casos, o tratamento mais eficaz é aquele que inclui o uso de medicamentos para controle da pressão arterial e diuréticos. Mas é importante destacar que como a condição é caracterizada pelo excesso de eliminação de proteínas, uma dieta que restringe o sal e as próprias proteínas são de enorme ajuda ao tratamento estabelecido.

Pode pensar que a qualidade de vida que o paciente tem não interfere na síndrome nefrótica, mas isso é verdade somente para alguns casos. No caso do HIV, por exemplo, a qualidade de vida importa muito, pois um paciente que não se cuida – não pratica atividades físicas regularmente, se alimenta mal, dorme pouco ou muito, etc. – está mais sujeito às infecções, que são verdadeiros gatilhos da síndrome.

Independente da causa, é necessário sempre ter mente que hábitos saudáveis e consultas regulares com profissional são extremamente importantes, não só no caso da condição em tela, mas em diversos outros.