Síndrome da anorexia-caquexia


A cada ano, 1 milhão de novos casos de câncer surgem no mundo segundo uma pesquisa feita pela American Cancer Society (ACS). Hábitos de vida nocivos, sedentarismo, obesidade, tabagismo, alcoolismo e outros comportamentos prejudiciais ao corpo são as principais influências para que tumores, benignos ou malignos, venham aparecer no organismo.

Síndrome da anorexia-caquexia

Além de medidas como a radioterapia e a quimioterapia, muitos médicos recomendam o exercício de outras alternativas para promover uma recuperação do paciente frente ao tumor e assim ter uma melhor qualidade de vida. Entretanto, dependendo da agressividade e da força que o tumor se alastra pelo corpo, algumas medidas podem não apresentar o resultado desejado e não conseguem interferir no surgimento de outros agravos. As alterações físicas, psicológicas e sociais desencadeiam uma série de complicações que ampliam o acompanhamento do paciente com outros profissionais.

Uma dessas complicações é a síndrome da anorexia-caquexia, uma complicação severa que é caracterizada pela perda de peso intensa e pelo consumo excessivo de estruturas adiposas e musculares do corpo pelo tumor cancerígeno. Embora seja um quadro mais delicado, é possível o paciente se recuperar da síndrome e conseguir se restabelecer.

O que é a SAC?

A Síndrome da Anorexia-Caquexia é um agravo que surge quando o câncer já está em um estágio avançado de metástase. A própria caquexia já é uma doença isolada, mas que possui uma forte relação em pacientes que estão com câncer. Por ter influência de vários aspectos, o problema é complexo e compreende uma perda de peso brusca do paciente em virtude da perda de massa corpórea e do tecido adiposo do corpo. Essas duas estruturas são responsáveis em absorver e guardar as células de gordura e, com a escassez desses tecidos, as células também se perdem.

80% dos casos de câncer vão passar por essa condição, mas não chega a ser a causa principal de falecimento, podendo até ser sobrepujada. No entanto, 22% desses mesmos possuem relevância na morte do paciente porque o corpo perde muitos nutrientes importantes para restabelecer o organismo. O que difere de uma desnutrição para a complicação é que a desnutrição só há a perda de gordura enquanto o outro agravo atinge a gordura e também o tecido muscular.

Essa perda brusca também pode ocasionar outros males principais:

• Anemia;

• Astenia (enfraquecimento dos musculares e até do sistema nervoso em casos mais específicos);

• Disfunção no sistema imunológico;

• Problemas na metabolização de nutrientes e vitaminas absorvidas no corpo;

• Má-absorção intestinal;

• Desenvolvimento de intolerância alimentar a proteína (o sistema digestivo não consegue mais processas e absorver as células proteicas dos alimentos).

Além da perda de peso, da alteração corporal e da possível aparição de outros males, o paciente com a síndrome da anorexia-caquexia também pode ocasionar sonolências, fácil probabilidade de contrair infecções, desenvolvimento de edemas em virtude da fraca mobilidade dos membros, úlceras comuns nos membros superiores, no tórax e em outras áreas com grande índice de músculo.

Por causa da anemia, a pessoa também pode ficar mais pálida, pois o balanço nitrogenado do corpo fica em caráter negativo e o sistema metabólico tem dificuldade em equilibrar as substâncias processadas e absorvidas no sangue.

Tratamento da complicação

A síndrome da anorexia-caquexia pode ser dividida em dois tipos:

• Fase primária, quando o paciente há dificuldades metabólicas no corpo que resultam em inflamações e outras alterações ou pelo tamanho do tumor ou pela metástase;

• Fase secundária, no qual o paciente já está com perda de peso severa e o intestino sofre ressecção dificultando a absorção dos alimentos.

Embora seja classificada dessa forma, os tratamentos abrangem a melhora nas duas situações. A alimentação e a moderação de remédios são as principais medidas para que o paciente apresente melhora porque essas alternativas são capazes de suster três disfunções principais da complicação: hormonal, nutricional e sensorial.

O primeiro enfoque é com a medicação. A equipe médica recomenda o consumo de remédios com base em Ômega-3, principal substância concentrada de ácidos graxos poliinsaturados que vão desinflamando a camada muscular e evitando que o organismo perca nutrientes e outros agentes responsáveis em realizar o metabolismo, como a insulina. Isso melhora o peso do corpo e ajuda o organismo a diminuir naturalmente o tamanho do tumor cancerígeno.

Outra vantagem é que o uso dos remédios ajuda consideravelmente a fazer a síntese proteica de hematócitos, reduzindo a palidez do paciente e diminuindo o nível de anemia. O corpo sofre uma ação antioxidante, que o deixa mais limpo e propício para melhor circulação de substâncias essenciais para a recuperação.

No lado da alimentação, o cardápio também precisa ter concentração na elevação proteico-calórica. Queijos, leite, ovos, caldo de legumes, iogurte natural batido com frutas secas e sementes, manteiga, leite de coco, sorvetes, geleias de frutas, leguminosas e outros alimentos como batata, inhame e macaxeira precisam constar na dieta do paciente. Tudo isso influencia para um aumento de peso e são produtos mais aceitáveis para consumo.