Terceira Lei da Genética, Lei de Morgan e Ligação Fatorial


Terceira Lei da Genética

Terceira Lei da Genética, Lei de Morgan e Ligação Fatorial

Até o momento atual, a genética trabalhou com cruzamentos que compreendessem a separação independente de genes ou fatores. Portanto, essa segregação estava de acordo com os preceitos fundamentais da teoria mendeliana. Tal processo era viável na Segunda Lei pois o genes distribuíam-se de forma livre e se localizavam em cromossomos não-homólogos. Por sua vez, na Lei da Genética, a mesma observação não é possível porque os genes estão dispostos linearmente em um único cromossomo e estão separados por uma distância específica. Sendo assim, o fator dominante de determinada característica situa-se em um cromossomo enquanto o dominante de outro traço estabelece-se no cromossomo homólogo.

Na etapa da meiose, prófase I, dá-se o chamado crossing-over ou cruzamento cromossômico, encarregado da recombinação dos genes. Aqui, as cromátides-irmãs homólogas passam por rupturas e trocam os pedaços “quebrados” na meiose. Quando tratamos de dois pares gênicos que se encontram em ligação, instauram-se duas alternativas de distribuições dos cromossomos estudados:

• os genes dominantes acoplam-se em posição cis, ou seja, estão instalados em um mesmo cromossomo e disposto em uma distância determinada;

• na posição trans, os genes dominantes encontram-se em repulsão;

As quebras descritas acima estão diretamente vinculadas à distância que segrega os genes ligados. Nesse caso, quanto maior a distância, maior é a chance de haver fragmentações. Com base no modelo em questão, há chances maiores de uma quebra entre genes A e C, tendo em vista que a distância entre os dois é mais significativa do que entre genes A e B.

Ligação Fatorial Completa

Quando se tem uma ligação fatorial completa, não existe o cross-over. Por conseguinte, o duplo heterozigoto apenas gera dois tipos de gametas. Os indivíduos cis (AB/ab) ilustram com acontece a produção desses dois gametas mencionados;

Ligação Fatorial Incompleta

Já na ligação fatorial incompleta existe permuta, crossing-over ou recombinação. Por isso, a partir de um duplo heterozigoto cis (AB/ab) são originados quatro tipos de gametas, divididos entre parentais e recombinantes. Têm-se então a probabilidade de 1/4 para cada um desses gametas.

É importante observar que os gametas são iguais ao identificamos na Segunda Lei de MendelMendel – (AB), (Ab), (aB) e (ab). A distinção principal está na nomenclatura: parentais -(AB) e (ab) – são gametas que permanecem com a mesma sequência linear de genes presentes nas células da linhagem germinativa; recombinantes – (Ab) e (aB) – contam com uma sequência permutada devido ao fenômeno de crossing-over.

Os dois métodos de ligação estruturados viabilizam a ocorrência de gametogênese e divisão meiótica. Portanto, cabe salientar que as células achadas nas gônadas que começam a divisão são chamadas de células da linhagem ou gônias (diploides ou 2n). E lembre-se: nem todas as células de linhagem germinativa que passa por divisão meiótica efetuam permuta ou crossing-over.

Diferenças entre o modelo de Mendel e a Lei de Morgan

As células terminativas que sobram executam uma ligação fatorial completa, sem passar pelo crossing-over. O que distingue Lei de Morgan e a Segregação Independente é que, segunda Morgan ou na Terceira Lei da Genética, a porcentagem dos gametas mostra-se diferente e relativa à distância que separa os genes em linkage. Em Mendel, no diibridismo, invariavelmente os gametas seguem os percentuais: (AB) = 25%, (ab) = 25%, (Ab) = 25% e (aB) = 25%.