Tíbia


Provavelmente, você já ouviu falar da tíbia, o popular “osso da canela”. A tíbia é o segundo maior osso humano, menor apenas que o fêmur, sendo responsável por carregar boa parte do peso do corpo, com a sua estrutura de um corpo e duas extremidades. Localizado no lado ântero-medial das pernas, o osso possui duas epífises e uma diáfise. A parte de cima da tíbia se liga ao fêmur e à patela, dando origem à sustentação do peso das pernas. A extremidade inferior se liga aos ossos dos pés.

Justamente por ser um dos maiores, a tíbia também é um dos ossos mais fraturados, seja em partidas de futebol, acidentes com veículos, atropelamentos ou em outras ocorrências do tipo. As fraturas na tíbia são ao longo do comprimento do osso, o que compreende as regiões abaixo do joelho e acima do tornozelo. Geralmente, elas ocorrem devido a algum acidente ou grande impacto por se tratar de um osso longo, forte e resistente.

Tíbia

A anatomia da perna

Segundo a anatomia, é denominada como perna a região abaixo do joelho e acima do tornozelo. Ela é composta por dois ossos: a tíbia, que é o maior, e a fíbula, que não desempenha função na articulação do joelho, mas forma a articulação do tornozelo. A tíbia, além de ser o maior osso em tamanho, também é o mais forte, que serve para sustentar o peso do corpo, enquanto a fíbula é longa e delgada, mas não sustenta peso. Normalmente, quando há fratura na tíbia também há na fíbula.

A fíbula está localizada no lado póstero-lateral à posição da tíbia, que por sua vez, está fixada na membrana interóssea. A perna é dividida em três compartimentos: septos intermusculares anteriores e posteriores e a membrana interóssea. O anterior separa os músculos anteriores e laterais, enquanto o septo posterior divide os músculos laterais e posteriores.

A parte anterior da perna é chamada pela anatomia de “compartimento dorsiflexor extensor”, localizado entre a face lateral da tíbia e o septo intermuscular anterior. Ele compreende quatro músculos: extensor longo dos dedos dos pés, extensor longo do hálux, tibial anterior e o fibular terceiro. O tibial anterior trata-se de um músculo localizado na face lateral da tíbia e é o dorsiflexor mais forte.

Os músculos superficiais são: gastrocnêmio, sóleo e plantar (tendão). Enquanto o poplíteo, o flexor longo dos dedos, o flexor longo do hálux e o tibial posterior compõem os quatro músculos profundos da perna. O tibial posterior é o músculo fixado primariamente ao osso navicular, porém com outras fixações em ossos como os tarsais e os metatarsais.

O nervo tibial é um dos mais importantes do membro e trata-se de um nervo no compartimento posterior da perna, que representa o maior dos dois ramos terminais do nervo isquiático. O nervo tibial é responsável por suprir todos os músculos do compartimento posterior e deixa a fossa poptílea (um músculo pequeno e achatado na parte posterior do joelho) entre as duas cabeças do gastrocnêmio, que é outro músculo da região. O nervo tibial se divide, basicamente, em nervos plantares mediais e laterais.

Entre as artérias do compartimento posterior, estão a artéria tibial posterior (maior ramo terminal da artéria poplítea), artéria fibular (que é originada pela tibial posterior) e a artéria nutrícia da tíbia, que é a maior artéria do corpo humano. Note que aqui na “Anatomia da Perna” foram citados apenas os músculos e artérias que se relacionam à tíbia. Os músculos e artérias relacionados ao osso são de extrema importância para o estudo da tíbia.

Fratura de Tíbia

Os tipos mais comuns de fratura na tíbia, apesar de existirem vários, são o que a anatomia chama de: fratura estável, fratura deslocada (ou desviada), fratura transversa, fratura oblíqua, fratura espiral, fratura cominutiva (ou multifragmentar), fratura exposta e fratura fechada, entre outras.

A fratura estável na tíbia ocorre quando há lesão, porém o osso não é afetado; a fratura deslocada se refere à lesão em que o osso é quebrado e deslocado; a fratura transversa é uma fratura de linha horizontal; a fratura oblíqua tem um padrão angular e, normalmente, é instável; a fratura espiral é uma lesão causada por geralmente por torções; a fratura cominutiva é quando o osso se quebra em três ou mais partes; a fratura exposta é a lesão em que o osso sobressai à pele, sendo também a mais grave, enquanto a lesão fechada é a que não rompe a pele.

Os sintomas mais comuns quando há fratura na tíbia incluem dor, incapacidade de suportar o próprio peso, impossibilidade de tocar a perna no chão, inchaço, deformidade ou instabilidade da perna, osso que rompe a pele, perda situacional da sensibilidade do pé. Os exames médicos incluem os testes e exames de imagem, como raios-x e Tomografia Computadorizada (TC). Nos casos mais graves, é necessária a intervenção cirúrgica.