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Gramática: A língua portuguesa não era unificada até a nova gramática estabelecer-se nos países que falam esse idioma. Tire essa e outras dúvidas com nosso material online

Conotação, Denotação e Figuras de Linguágem

Conotação, Denotação

Conotação, denotação e figuras de linguagem são recursos da língua portuguesa relacionados ao significado das palavras. Mais especificamente ao sentido literal e figurado, que podem mudar a noção de uma palavra ou expressão e são indispensáveis para interpretar textos e conversas.

Conotação e denotação

Conotação é a utilização figurada de um termo. Ou seja, uso de um significado diferente para uma palavra dependendo do contexto.

Ex.:“Estou perdido em um mar de tarefas.” – “Mar” não significa água do oceano, mas remete à ideia de grandeza e imensidão.

Denotação, por outro lado, é o significado real e simples, o sentido literal. Trata-se sobre a definição real de uma palavra.

Ex.:“Crianças nadam no mar” – A frase quer dizer exatamente o que suas palavras indicam separadamente.

Figuras de linguagem

As figuras de linguagem tipicamente utilizam da conotação, brincando com a interpretação das palavras para criar expressões figuradas.

–Metáfora: uso de uma palavra similar a ideia que quer transmitir, mas com relação subentendida. Comparação é uma figura similar, mas possui um conectivo. Ex.:“Amor é (como) fogo que arde.”

–Metonímia: quando uma palavra ganha significado de outra e se torna padrão, como a parte de um todo e marcas. Ex.:“Leia Shakespeare.”

–Personificação/prosopopeia: quando damos sentimentos e ações humadas a componentes irracionais. Ex.:“A natureza olha os animais.”

–Catacrese: uso de uma palavra na falta de outra que descreva melhor. Ex.:“Colhi o pé de alface.”

–Sinestesia: mistura de sensações. Ex.:“Ouviu o doce som da música.”

–Paradoxo: palavras aparentemente opostas mas que compreendem significado juntas. Ex.:“O cego enxerga a verdade.” Na ironia, o contraste está entre o que é falado e a mensagem real.

–Eufemismo: termos mais brandos para amenizar um fato. Ex.:“Ele bateu as botas.”

–Hipérbole: uso do exagero para fortalecer uma ideia. Ex.:“Não lia esse livro há eras.”

–Pleonasmo: repetição de uma ideia. Ex.: “Sair de dentro.” Anáfora é repetição de uma palavra específica, polissíndeto de uma conjunção.

–Elipse: ocultação de um termo da oração, mas que é subentendido. Ex.:“(Eu) Fui ao médico.” Zeugma é omissão de um termo já usado anteriormente e assíndeto supressão de uma conjunção.

Morfossintaxe do vocábulo COMO

Levando em conta que uma palavra pode fazer parte de diversas classes morfológicas, da mesma forma que, ao mesmo tempo, pode desempenha diferentes funções sintáticas, a palavra “como” não ficou longe dessa realidade, tendo em vista que, de acordo com o conteúdo da oração onde está situado, pode também funcionar de diversas formas.

Desse modo, considera-se fundamental conhecê-las, uma vez que além de ficar ciente dos acontecimentos linguísticos, tornando-se capaz de usar a expressão em questão conforme os propósitos que se deseja empregar ao discurso.

A expressão “como” exerce diferentes funções, dentre elas o de:

Intencionalidade da linguagem publicitária

Neste artigo vamos falar sobre a Intencionalidade da linguagem publicitária e analisaremos um pouco este tipo de discurso e quais são as suas principais características. A linguagem publicitária é toda que é utilizada em mensagens publicitárias, comerciais e que tem como principal objetivo o convencimento.

Linguagem Publicitária

A língua é algo vivo que está sempre se modificando. Principalmente no caso da linguagem oral informal. A linguagem publicitária, seja ela oral, escrita, ou até com a utilização de imagens, se apropria de todos os usos da linguagem, símbolos e significados diferentes, para de alguma forma, convencer o receptor a fazer algo.

Empregando corretamente a letra Z

A língua portuguesa é cheia de particularidades que fazem com que ela pareça um verdadeiro “Bicho de 7 Cabeças” para algumas pessoas, que sofrem com dúvidas relacionadas a ortografia. Porém, a verdade é que apesar de todas as características que podem fazer com que o nosso idioma seja complicado, existem algumas regras que podem ajudar muito na hora de escrever.

Em primeiro lugar é importante saber que para escrever bem é preciso ter o hábito da leitura, pois é ele que nos dará a familiaridade com aquelas palavras e com a forma como são escritas. Isso é muito importante, pois enquanto a nossa fala consegue ser compreendida de uma maneira mais natural, uma vez que influenciada por sotaques diferentes e a dicção como um todo, a escrita é algo que está registrado e que servirá como um filtro da sua capacidade em avaliações importantes e até mesmo para a sua convivência social com o mundo todo.

Verbo intervir: uma derivação do verbo vir

Não é novidade para ninguém que a língua portuguesa tem um dos mais complexos sistemas verbais existentes. Tempos, pessoas e modos fazem o sistema verbal do português um desafio e tanto. Alunos apresentam muita dificuldade em aprender a utilizar corretamente todas as flexões, fazendo com que o sistema verbal seja um dos maiores desafios para professores e autores de materiais didáticos.

Os estrangeiros também sofrem bastante para aprenderem a utilizar o sistema verbal do português. Se você já teve algum tipo de contato com uma pessoa estrangeira falante do português, com certeza já deve ter ouvido “ela fui”, “eu precisar” ou algo do gênero.

Conotação e Denotação

É interessante analisar o quanto a língua portuguesa é um idioma rico que se sobressai diante de alguns outros, devido aos mais variados detalhes que a compõe. Com regras bem específicas é possível conhecer um novo universo que se distingue de outras línguas e ensina a todos qual a real importância em entender os sentidos de uma linguagem, principalmente em um idioma que possui tanta versatilidade, criatividade e diferenciais que o tornam algo basicamente único.

A língua portuguesa de fato pode ser considerada um idioma complexo devido as suas milhares regras gramaticais, mas o que torna única é justamente a riqueza dos detalhes que existem em cada palavra e os seus milhares de significados. Em um texto literário é impossível ler cada uma das colocações sem cogitar a possibilidade de estar diante de uma linguagem que não tem um único sentido. E acredite, na língua portuguesa isso ocorre basicamente a todos os momentos.

Oração Subordinada Adjetiva

A linguística, ciência que estuda todas as linguagens, divide o estudo da língua em níveis em uma tentativa de sistematizá-lo, que vão do mais simples (ou concreto) até o mais complexo (abstrato). Assim, tem-se o nível fonético e fonológico, que estudo as palavras e os sons; o nível morfológico, responsável por estudar a combinação das letras em sílabas e palavras; o nível sintático, no qual é estudado a combinação de palavras para a formação de frases; o nível semântico, que estuda a combinação de frases em unidades maiores de sentidos, como parágrafos e textos; o nível pragmático; que é o estudo dos textos em um determinada situação, como uma conversa informal entre amigos; e, por fim, tem-se o nível discursivo, que aborda o estudo do texto em certa situação levando em conta fatores sociais, históricos, econômicos, dentre outros.

Ao expor essa divisão adotada pela linguística, nosso objetivo não é te confundir: antes disso, queremos te situar no campo em que o assunto tratado aqui é classificado. Se estamos tratando de orações, não fica muito difícil concluir em qual campo dos estudos linguísticos o assunto de interesse se concentra, pois se falamos delas estamos falando de frases, e o campo responsável por estudar as frases é o sintático.

Preposições (Locução Prepositiva)

Preposição é a expressão que constrói um vinculo entre dois ou mais palavras da oração. Esse vínculo é do modelo subordinativo, isto é, entre os componentes unidos pela preposição não existe sentido individualizado, separado; ao invés disso, o significado da expressão é correspondente a junção de todos os componentes que a preposição liga.

Ex:

Os amigos de Maria estranharam a sua maneira devestir.

A preposição DE está ligando os componentes: amigos de Maria/ maneira de vestir.

Pedir para e pedir que – Pressupostos semânticos

Você já parou para pensar que, ao ler ou ouvir uma frase, nem toda a ideia que é passada para você está de fato explícita no que se diz? Vamos explicar melhor: Se eu digo: “Maria parou de dar aulas.”, está implícito que, no tempo imediatamente anterior, Maria dava aulas. Isso porque a palavra “parou” sugere a ideia de que a ação acontecia antes e agora não acontece mais.

Essas palavras (ou expressões), que dão à frase um significado que vai além do que se lê, são chamadas pressupostos semânticos. Elas podem representar ações passadas, sentimentos ou a ideia de que algo fugiu da rotina. Por exemplo, na frase: “Joana foi à minha casa hoje, mas não levou o sobrinho.”, pressupomos que Joana costuma levar o sobrinho quando vai à minha casa e hoje não levou.

Uso das aspas

É comum quando estamos escrevendo um texto, um artigo ou simplesmente redigindo algo que queremos usar – seja na escola, na faculdade ou até mesmo nas redes sociais – e uma expressão mais irônica, ou então de sentido figurado, entra em jogo.

Ao invés de simplesmente deixar essa expressão solta no texto, a sua intenção é outra: fazer com que o receptor da mensagem, ou seja, a pessoa que a lerá, entenda qual é o seu objetivo, ou melhor, o que é que você está querendo dizer ao usar tais palavras.

Diferenças linguísticas entre o infinitivo e o subjuntivo

O português pode causar confusão quando observamos os tempos verbais e suas regras. Pretérito perfeito? Pretérito mais que perfeito? Verbos e advérbios se confundem, mas tempo verbal é importante. Conhecer o uso dos tempos verbais direciona como construímos nossas frases. Muitas pessoas têm dificuldade de distinguir, em uma sentença, o infinitivo do subjuntivo. Quando há ocorrência de um ou de outro? Devido à familiaridade que ambos possuem, é preciso bastante atenção. O português é uma língua com vários tempos e conjugações verbais, então, vamos falar desde o princípio de cada um.

Tempo Verbal Infinitivo

Junto com o gerúndio e o particípio, o Infinitivo é uma forma nominal do verbo. Por estar no infinitivo, um verbo não teria flexão. Por exemplo, as palavras ficariam somente em ir, ser, estar, falar. No entanto, como a Língua Portuguesa é repleta de peculiaridades e regras, existe sim flexão dos verbos no infinitivo.

A colocação pronominal nas locuções verbais

A colocação pronominal estuda a disposição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) dentro da estrutura da frase, levando em consideração o verbo. Nesse sentido, são 3 posições possíveis para o pronome ocupar:

* Pronome antes do verbo, que é chamado de próclise;
* Pronome no meio do verbo, que é chamado de mesóclise;
* Pronome depois do verbo, que é chamado de ênclise.

Observe abaixo mais detalhadamente as regras da língua portuguesa para a aplicação das colocações pronominais.

Dígrafos

O assunto sobre o qual iremos falar hoje assombrou, e ainda assombra, muitos “não simpatizantes” da norma culta da língua portuguesa. Vamos discorrer sobre os dígrafos, você sabe o que é isso? Ou melhor, lembra?

Retomando o conceito

Definido como um fenômeno gramatical, dígrafos nada mais são do que “agrupamentos” de letras que irão formar um único fonema, ou seja, um único som. Nessa sequência cada letra acaba por perder a sonoridade individual.

Vício de linguagem – a silabada

Existe no estudo da língua a matéria que se encarrega das figuras de linguagem. Elas modificam a linguagem para enriquecer a forma de se comunicar. Geralmente as figuras de linguagem são usadas por artistas como romancistas, poetas e compositores, pois elas realçam e embelezam as mensagens emitidas.

Um vício de linguagem é quase o contrário, pois é empregado de uma maneira que difere das normas gramaticais, indo no sentido oposto às regras da língua. Normalmente, esses vícios acontecem porque o emissor se descuida na sua conversação ou porque não compreende as normas gerais do Português.

Predicação Verbal (verbos transitivos diretos e indiretos)

Predicação Verbal

Verbo intransitivo

Todo verbo classificado como transitivo é um verbo que necessita de um complemento para transmitir o seu sentido. Vamos relembrar: verbos intransitivos conseguem transmitir o sentido completo sem complemento, então, os verbos transitivos são aqueles que precisam de uma junção de complementos verbais para ter o seu sentido completo.

Existem os verbos transitivos diretos e indiretos, simultaneamente. Antes esses verbos eram classificados como verbos bitransitivos, mas depois das reformas ortográficas, costuma-se chamar de verbos transitivos diretos e indiretos. Esses necessitam tanto de um objeto indireto como um objeto direto para ter o sentido e transmitir a mensagem.

Verbos transitivos diretos e indiretos: comunicar; emprestar; influenciar; pagar; agradecer; comemorar; oferecer; perdoar; informar; aconselhar; contar; entregar; devolver e ensinar.

Verbo transitivo direto

Os verbos transitivos diretos são os verbos que necessitam apenas de um complemento, sem preposição. O complemento desse tipo de verbo é chamado de objeto direto, e na maioria das vezes, o objeto é a resposta da pergunta “o quê?”.

Verbo transitivo indireto

Os verbos intransitivos diretos são os verbos que além do complemento, precisam de uma preposição para garantir a regência verbal. Na maioria das vezes, os complementos desse tipo de verbo (chamados de objeto indireto), respondem às perguntas: “para quem?”, “de quem?” e “a quem?”.

Classificação dos verbos

Um mesmo verbo pode ser classificado em:

– verbo transitivo direto
– verbo transitivo indireto, ou então;
– verbo intransitivo (quando não exige complemento)

A classificação dos verbos dependerá sempre do significado que ele representa em cada frase. Como citado acima, um mesmo verbo pode ser classificado de diferentes formas. Isso significa que ele pode ser intransitivo em uma frase (com sentido completo, sem complemento), como pode ser transitivo direto, ou ainda indireto em outras frases (exigindo assim um complemento).

Para que não se tenha erros na classificação, antes de classificar os verbos é preciso analisar o contexto em que o verbo está inserido.

Lesar e Lesionar

Lesionar

A língua portuguesa apresenta uma série de palavras e verbos cujos significados podem apresentar alguma confusão de acordo com a maneira com a qual são empregados.

Esta dificuldade pode ser ainda maior no caso de verbos ou vocábulos que apresentem mais de uma forma de utilização e possuam algum sinônimo para um destes significados, como acontece com os verbos lesar e lesionar.

Ambos podem ser apresentados como sinônimos, embora lesionar possa ser confundido com o vocábulo lesado, que possui um sentido completamente distinto de acordo com sua utilização, devendo assim ser analisada a forma como é utilizado e a que se refere quando empregado para se referir a alguém que é lesado.

Lesar e lesionar como sinônimos

Os verbos lesar e lesionar são apresentados pelo dicionário como sinônimos, embora isto aconteça apenas na acepção semântica que se refere a gerar lesão física.

Assim, tanto o verbo lesar, quanto o verbo lesionar podem ser empregados corretamente quando o locutor se refere a causar lesão física, podendo afirmar que o sujeito está lesado ou lesionado para indicar um trauma físico.

No entanto, como o verbo lesionar pode ser empregado de forma distinta, é mais comum que o verbo lesionar seja mais comumente empregado para se referir a lesões físicas, fazendo com que não haja a confusão entre o significado destes verbos.

Lesado como vocábulo

É importante ressaltar nesta análise, que o vocábulo lesado possui um sentido distinto do verbo lesar, sendo empregado para indicar a violação do direito de um sujeito, um prejuízo moral ou mesmo uma ofensa.

Assim, ao afirmar que alguém foi lesado, pode haver uma confusão com o verbo lesar, fazendo com que a mesma frase possa indicar uma lesão física ou um prejuízo moral. Desta maneira, ao se referir a lesões físicas, o emprego do verbo lesionar é mais comum, evitando tais confusões.

Orações Coordenadas

Podemos classificar uma oração coordenada quando em um período composto as orações existentes são equivalentes, porém não há dependência uma da outra. Essas orações são sintaticamente autônomas uma da outra. Esse tipo de oração pode estar junto, ou seja, é encontrada uma próxima da outra sem haver uma palavra que as ligue. Quando isso acontece chamamos este tipo de oração coordenada assindética. Agora, quando as orações coordenadas estão enlaçadas por uma conjunção coordenativa, nós a denominamos de sindéticas.

Tipos e exemplos

Orações coordenadas assindéticas:

Ambiguidade

Escrever um texto de forma clara, objetiva e igualmente correta pode não ser uma tarefa simples para uma boa parcela dos falantes da língua portuguesa. E o motivo para isso, na realidade, é bem simples: nossa língua está entre as mais complexas e, consequentemente, difíceis de todo o mundo, e muitas vezes nós, seus usuários, não dominamos todas as habilidades que a modalidade escrita de nosso idioma nos exige.

Dessa maneira, existem alguns ‘probleminhas’ da língua que, quando encontrados – especialmente em sua modalidade escrita – podem acabar interferindo na própria comunicação entre o receptor e o emissor da mensagem, fazendo com que a mensagem não fique assim tão clara como deveria.

Sentido da palavra locução

Apesar de a matemática ser ainda muito temida pela grande maioria dos estudantes, independente do grau de educação que estejam cursando, o português é uma das matérias onde os alunos mais apresentam dificuldades.

Também pudera: nossa língua é definitivamente uma das complexas – basta pensarmos em nosso sistema verbal – e na tentativa de explicá-la, os estudiosos criaram mais exceções do que regras, o que sem dúvida alguma é um fator que complica ainda mais o entendimento da disciplina.

E um dos tópicos de português onde essa dificuldade de entendimento é muito nítida é nas chamadas locuções, em grande parte devido aos variados tipos de locuções existentes em língua portuguesa. Vamos então desvendar o universo das locuções para que possamos entendê-las melhor.