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Gramática: A língua portuguesa não era unificada até a nova gramática estabelecer-se nos países que falam esse idioma. Tire essa e outras dúvidas com nosso material online

Esta ou Está?

Atualmente, muitas são as dúvidas em relação às duas palavras: esta e está. Uma com acento, outra sem acento. Porém, essa não é a única diferença entre as duas, já que cada uma ganha uma função diferenciada na língua portuguesa.

Em primeiro plano, vamos considerar quais são as atuações da palavra “esta”, ou melhor, a que não conta com qualquer acento ortográfico da nossa língua.

A palavra esta

A palavra ‘esta’ nada mais é do que um pronome demonstrativo e de gênero feminino que é utilizado principalmente para indicar algo ou alguém no espaço, tendo então a obrigação de posicionar um determinado objeto em relação a alguém.

O coletivo de alguns substantivos

Como nós já sabemos, os substantivos nada mais são do que termos na língua portuguesa que tem como principal responsabilidade nomear coisas, pessoas, objetos, lugares, animais e outros.

Os substantivos também ganham classificações dentro dessa área, e a classe que falaremos neste artigo é a dos coletivos de alguns substantivos.

Os substantivos coletivos nada mais são do que palavras que, mesmo quando escritas de modo singular, remetem diretamente a um grupo ou a um conjunto de seres ou coisas de uma mesma espécie, o que logo nos dá também uma noção maior de multiplicidade.

É proibido ou é proibida?

Antes de começar este artigo, vamos iniciar com uma indagação que facilmente pode passar na cabeça de um indivíduo que repara nas situações mais frequentes em nosso dia a dia.

Para fazer um exame de sangue, ele entra no posto de saúde e logo repara na placa na entrada, onde está escrito: “É proibido a entrada de crianças sem acompanhante nos consultórios”. Ok, você já não é mais criança, porém algo lhe chamou a atenção naquela frase: “é proibido a”.

Passada essa situação do dia a dia, mais tarde você vai para a faculdade e logo na portaria está lá o aviso: “É proibida a entrada de animais de estimação”.

Polifonia

Em música, é utilizada uma técnica que une duas ou mais vozes para criar uma textura sonora específica, que mantém ordem melodia e ritmo. Essa técnica é chamada de polifonia, que se opõe à monofonia. Nessa outra aplicação musical, normalmente só existe uma voz. As vozes podem estar: seguindo a primeira, dando um caráter uníssono à música ou longe, à distância de oitavas; incorporam floreios à melodia; acompanha acordes, ou não, sem uma melodia definida, o que é chamado de monodia; ao contraponto e à homofonia, de maneira que muitas vozes tenham um andamento idêntico dentro do ritmo, ou, ao menos, muito semelhante. Os acordes se tornam muito nítidos, podendo ter melodias próprias e pronunciadas, ou não.

A palavra polifonia vem do grego, que significa “várias vozes”. É um termo também comum à literatura, servindo para definir a técnica de intertextualizar muitas obras em uma só. Os autores usam para acrescentar sentido aos seus livros.

Alguns usos particulares do adjetivo

Na língua portuguesa, para darmos qualidade, aspecto e estado característico a um substantivo, devemos utilizar um adjetivo. Eles variam em gênero (masculino e feminino), grau (normal, comparativo e superlativo) e número (plural ou singular) de acordo com a palavra na qual é empregada. Há maneiras simples de adjetivar, que são aprendidas facilmente. Porém, muitos usos particulares do adjetivo precisam de maior atenção.

Quando um radical forma um adjetivo, chamamos de simples. Veja exemplos:
* Café quente
* Lua iluminada
* Blusa azulada

As expressões “risco de vida” e “risco de morte”

Volta e meia ouvimos ou até lemos expressões que se formos tentar compreender ao pé da letra parecem meio confusas. O mesmo acontece com as expressões “risco de vida” e “risco de morte”, usadas quando alguém passa por alguma situação na qual está perto da morte. Mas qual destas expressões está correta segundo a norma culta da língua portuguesa? Neste artigo, explicaremos qual é a forma ideal e correta de expressar o mesmo acontecimento. Veja a seguir.

Risco de vida

As línguas são vivas. E a gente escreve e fala e com tempo a língua vai mudando, acrescentando novos significados e formas às palavras, além de novos jeitos de dizer a mesma coisa. Oras, já houve um tempo em que falar “você” era errado, enquanto o certo era somente dizer “vossa mercê”. Isso aconteceu com uma infinidade de palavras e sempre estamos ouvindo sobre novidades que agora fazem parte do dicionário, não é mesmo?

Substitutos do Subjuntivo

Na língua portuguesa, existem diferentes modos verbais, que variam de acordo com a posição (em relação à ação verbal) de quem passa a mensagem. Nesse universo, os verbos podem assumir os seguintes modos: indicativo, subjuntivo, imperativo, condicional e optativo.

O Modo Subjuntivo

Em meio a tantos modos, o modo subjuntivo levanta muitas dúvidas quanto ao seu uso, isso porque ele é comumente confundido com as conjugações do modo indicativo. Por isso, vamos primeiro revelar as características principais que diferem esse modo dos outros.

A flexão de determinados termos

No estudo da língua portuguesa, algumas classes de palavras são qualificadas como variáveis e invariáveis. Como o próprio nome já diz, as invariáveis são aquelas que não têm flexão de número, grau e gênero. E as variáveis são caracterizadas pela possibilidade em ocorrer a flexão de determinados termos, em número, grau, voz, gênero, modo, pessoa e tempo. Essas mudanças são determinadas pelo que chamamos de sufixo e de desinência.

• Sufixo: é considerado como um elemento que, se visto de maneira isolada, não possui nenhum significado. Porém, se adicionado juntamente com um radical, é responsável pela formação de uma nova palavra. A sua característica mais significativa é proporcionar certa mudança na classe gramatical que atua normalmente;

Iminente ou eminente?

A língua portuguesa é sem dúvidas nenhuma uma das línguas mais complexas dentre as existentes em todo o planeta. Para comprovar isso, não precisamos ir muito longe. Basta falar com algum estrangeiro sobre a experiência de aprender português ou pensar em nosso sistema verbal. Indicativo, imperativo, subjuntivo, particípio, infinitivo, quase perfeito, mais que perfeito, futuro do pretérito, futuro do presente. Esses são só alguns dos termos utilizados para a classificação dos elementos de nosso sistema verbal.

Portanto, não é de se espantar que muitos de nós temos dificuldades em apreender conceitos de língua portuguesa – ou seria língua brasileira? E uma das principais dificuldades é distinguir palavras que têm em grafia e, consequentemente, sonoridade muito próxima, mas cujos significados são diferentes (em alguns casos, MUITO diferentes). Comprido e cumprido, mau e mal, iminente e eminente. São todas palavras quase que semelhantes, não fosse por uma letra, que apresentam significado diferente. E é sobre este fenômeno, conhecido cientificamente como parônimo, que iremos abordar neste texto, mas especificamente o caso de paronímia entre Eminente e Iminente.

Ao invés, invés ou em vez de?

A língua portuguesa é, sem sombra de dúvidas, uma das línguas mais difíceis e complexas do mundo. Isso acontece devido ao fato de que ela é estruturada por inúmeras regras gramaticais diferentes e por palavras muito parecidas, com sentidos parecidos, mas com usos peculiares.

Cometer alguns erros de gramática e concordância pode fazer com a frase em questão acabe criando um sentido contrário ao intencional, gerando assim problemas de interpretação e de contextualização.

Uma das dúvidas mais comuns é o uso de ao invés, invés ou em vez de. Pensando nisso, montamos um esquema para tentar facilitar a vida de todos que já se viram nessa situação de indecisão quanto a essa questão.

Ao invés

A expressão “invés” é uma variante, assim como um substantivo da palavra inverso, que tem como característica significar termos como avesso, ao contrário, lado oposto, entre outros. Sendo assim, o substantivo invés permanece com o significado de oposição, porém é frequentemente utilizada para indicar uma coisa que é contrária a outra.

O que são locuções prepositivas e preposições?

Para entendermos como usar devidamente as expressões “ao invés de, invés e em vez de” antes precisamos entender o que afinal são locuções prepositivas e preposições. Os termos ao invés de, invés ou em vez de são considerados locuções prepositivas dentro da língua portuguesa. As locuções prepositivas são conjuntos de duas ou mais palavras que possuem o valor de uma preposição, sendo que a última palavra de qualquer uma dessas locuções será sempre uma preposição.

As principais locuções prepositivas usadas na língua portuguesa são: abaixo de, a fim de, apesar de, acima de, além de, antes de, acerca de, a par de, depois de, ao invés de, em vez de, junto com, diante de, graças a, junto de, em fase de, junto a, à custa de, defronte de, de encontro a, sob pena de, através de, em frente de, a respeito de, em via de, em frente a, ao encontro de, entre outras.

As preposições são palavras que visam estabelecer uma relação entre dois ou até mesmo mais termos de uma determinada oração. Essa relação estabelecida é sempre uma relação subordinativa, isso quer dizer que entre os elementos ligados na oração pela preposição não existe sentido separado, dissociado, individualizado, sendo assim, o sentido dado à expressão em questão sempre dependerá da junção de todos os elementos em que a preposição instalada na oração está vinculada.

As preposições são sempre palavras invariáveis, ou seja, elas não sofrem alterações nem flexões de gênero, variação em grau ou número. Quando as preposições são combinadas a outras palavras da língua portuguesa acontece um fenômeno chamado de contração, que faz com que elas estabeleçam uma relação de concordância em número e gênero com as palavras às quais estão ligadas, não se tratando de uma variação da proposição e sim da palavra com a qual ela está se fundindo. As preposições usadas nas orações são consideradas conectivas, pois elas cumprem a função de ligar os elementos presentes na frase. Essa ligação é feita por meio de um processo de subordinação que denominamos como regência.

Como utilizar ao invés de, invés ou em vez de?

As expressões ao invés de, invés e em vez de são comumente usadas como sinônimos, porém elas possuem sentidos diferentes, por esse motivo elas devem ser utilizadas em contextos também diferentes.

A palavra “invés” é uma variante de inverso, significando lado oposto. Já a preposição “em vez de” é usada como sinônimo de “em lugar de”, e “ao invés de” está relacionada a “ao contrário de”.

Como já foi dito acima, “ao invés de” é uma locução prepositiva, isso significa que ela é formada pela contração da preposição “a” juntamente com o artigo definido masculino “o”, somada ao substantivo masculino “invés”, juntamente com a preposição “de”. Deve ser usada quando, na oração, a intenção seja indicar oposição, contrariedade.

Ex: Ao invés de festejar, fizeram um funeral; você deve fazer sua parte ao invés de fazer a minha; ao invés de ficar calmo, começou a enfurecer-se; ele disse que virou à direita ao invés de virar à esquerda; mediram em litros ao invés de medirem em gramas.

“Em vez de” também se enquadra como uma locução prepositiva, que é formada pela preposição “em”, somada ao substantivo comum de gênero feminino “vez” e a preposição “de”. O termo “em vez de” possui uma significação mais vasta que o termo “ao invés de”, mesmo que os dois possam ser considerados sinônimos em casos específicos. “Em vez de” pode também ser usado como significado de substituição de alguma coisa ou de alguém, assim como também é sinonímia de “em lugar de”.

Ex: Em vez de ir ao mercado, fui à loja com minha mãe; em vez de pizza, comi uma lasanha; em vez de estudar matemática, estude português; faça sua parte, em vez de me cobrar que faça a minha.

O aspecto verbal

Podemos caracterizar o aspecto verbal como a estrutura interna que será representada linguisticamente por meio de uma frase que possa ser dita ou escrita. Veja bem, o aspecto verbal é visto como a forma que um verbo específico para ser desenvolvido em uma ação, ou seja, qual o seu acontecimento. Para exemplificar de forma mais simples, basta analisar o pretérito perfeito e o pretérito imperfeito do indicativo.

Ao analisá-los é possível perceber que a diferença que ocorre entre os tempos é basicamente uma desigualdade que ocorre entre os aspectos. Isso ocorre porque elas estão relacionadas à duração de um processo verbal e como tudo passa a ser executado. Mas, além disto, o aspecto também pode ser utilizado como uma forma de se referir ao ponto de vista que uma determinada ação passa a ser percebida ou analisada.

Particípio: uma forma nominal dotada de particularidades

Particípio

O particípio, em companhia com o gerúndio e o infinitivo, é uma das denominadas formas nominais do verbo. É conhecido assim por não possuir qualquer terminação modo-temporal ou número-pessoal.

É uma maneira mais firma, utilizada para todos os indivíduos, e flexionando-se em número e grau, assimilando-se mais com um adjetivo do que com uma estrutura verbal. Mais uma razão para ser conhecido como forma nominal.

O infinitivo como, por exemplo, pode adquirir o papel de substantivo; o gerúndio pode desempenhar um papel de adjetivo o advérbio, a medida que o particípio pode ocupar o lugar de um adjetivo.

Linguisticamente falando, a língua portuguesa possui dois particípios: o particípio passado e o particípio presente. O particípio passado é aquele, aceito por todos os especialistas, que utiliza as terminações –ado e –ido. Já o particípio presente, por sua vez, é determinado pelas terminações –ante, -ente e –inte.

Apesar disso, a grande parte dos gramáticos considera que há somente um particípio no português, o particípio passado. O gerúndio, utilizado na língua portuguesa, também pode fazer o papel igual ao do particípio presente.

Entretanto, outras particularidades são empregadas a forma em discussão, tendo em vista que é exatamente nessa forma nominal que estão os denominados verbos abundantes e, se assim se definem, é porque existem duas formas: o particípio regular e o particípio irregular.

Particípio regular

Os verbos localizados no particípio regular serão usados na voz ativa junto com os verbos auxiliares haver e ter. Nos seus formatos regulares, o particípio termina em IDO OU ADO.

FALAR – FALADO

O menino havia falado bobagens no discurso.

CAMINHAR – CAMINHADO

Nós já tínhamos caminhado de tarde.

MORRER – MORRIDO

A sua tia havia morrido há três anos.

COMER – COMIDO

A moça tinha comido tudo que sobrara.

PARTIR – PARTIDO

Ela tinha partido pela manhã, cedinho, antes que o resto acordasse.

SORRIR – SORRIDO

Por mais que estivesse triste, havia sorrido para mim com muita firmeza.

Como pode ser observado nos exemplos acima, a principal utilidade do particípio é manifestar uma ação já finalizada, terminada. Contudo, existem muitos episódios em que ele se iguala com o adjetivo:

Ex:

1) O rapaz chegou na escola todo molhado.

2) Aquele rapaz é falado em toda a vizinhança.

3) As bolsas estavam jogadas no canto da sala.

4) Aqueles rapazes não eram amados, porém maltratados pelas mulheres.

Particípio Irregular

Os verbos localizados no particípio irregular serão usados na voz passiva junto com os verbos auxiliares estar e ser.

Ex:

1) O documento foi escritohá mais de dez anos.

2) A loja será aberta no fim de semana.

3) A menina já está coberta.

4) Os estudantes têm feito o dever de casa com primor.

No entanto, há certos verbos no particípio que podem ser irregulares ou regulares, esses são denominados como verbos abundantes. Eles possuem duas ou mais maneiras semelhantes para a mesma pessoa e mesmo tempo.

1ª conjugação

– ACEITAR – aceito, aceitado

– MATAR – morto, matado

– ENTREGAR – entregue, entregado

– EXPULSAR – expulso, expulsado

– EXPRESSAR – expresso, expressado

– SOLTAR – solto, soltado

– SALVAR – salvo, salvado

2ª conjugação

– ACENDER – aceso, acendido

– ELEGER – eleito, elegido

– BENZER – bento, benzido

– PRENDER – preso, prendido

– MORRER – morto, morrido

– SUSPENDER – suspenso, suspendido

– ROMPER – roto, rompido

3ª conjugação

– EMERGIR – emerso, emergido

– EXTINGUIR – extinto, extinguido

– EXPRIMIR – expresso, exprimido

-IMERGIR – imerso, imergido

– FRIGIR – frito, frigido

– INSERIR – inserto, inserido

– IMPRIMIR – impresso, imprimido

– TINGIR – tinto, tingido

-SUBMERGIR – submerso, submergido

Há certos verbos que, apesar de serem abundantes, são mais usados no particípio irregular, não considerando o verbo precursor, ter e haver ou ser e estar. Esse descumprimento não é visto como errado, porém como um funcionamento natural do dialeto, que, por ser enérgico, sofre com mudanças culturais, históricas e sociais.

Ex:

– ABRIR – aberto

– DIZER – dito

– COBRIR – coberto

– FAZER – feito

– ESCREVER – escrito

– VER – visto

– PÔR – posto

– VIR – vindo

Verbo reaver: particularidades linguísticas

Quem nunca ficou na dúvida na hora de escrever a palavra “reaver”, ou mesmo, qualquer outra que aos nossos olhos parece estar errada?

Pois bem, hoje trataremos especificamente do verbo “reaver” que no dicionário traz o significado de recuperar, retomar a posse de algo, além de ser considerado um verbo transitivo direto. De origem latina – rehabere – a palavra “reaver” é composta pelo prefixo “e” mais a palavra “haver”. Vamos aprender juntos?

Particularidades linguísticas e os verbos defectivos

Diversos verbos, não apenas o “reaver”, trazem consigo as chamadas particularidades linguísticas e isso se deve em grande parte a sua natureza defectiva, outro aspecto que estudaremos nesse artigo.

Ponto e vírgula

O ponto serve para finalizas, a vírgula, para fazer uma interrupção, e o ponto e vírgula (;)? Mas não é claro?

Justamente por ser tão claro, o ponto e vírgula é centro de muitas interrogações, dúvidas, reticências e exclamações.

Um fato é fácil de perceber: ele insinua uma parada extensa, isto é, é moderador entre o ponto (interrupção final) e a vírgula (pausa leve).

É curioso perceber que não existe uma norma que imponha a utilização do ponto e vírgula. Quem resolve se vai ou não usá-la é o próprio escritor, de acordo com a necessidade, quando necessitar estruturar melhor os elementos de uma oração, determinando as partes mais longas com o ponto e vírgula e as mais curtas com apenas a vírgula. É também usado quando existe o emprego extenuante da vírgula, para o mesmo ofício mencionado anteriormente.

Regência do verbo falar

Hoje o assunto é língua portuguesa, mais especificamente a regência de verbos, conteúdo que faz muita gente “tremer na base”. Nesse artigo o verbo em questão é “falar”.

De acordo com o “Dicionário Informal” falar é um verbo transitivo indireto que refere-se à palavra humana, ou mesmo, orar, dizer e discorrer.

“Opa”, mas espera um pouco: o que significa verbo transitivo indireto?

Caso você não se lembre dessa parte do conteúdo relaxe, afinal, estamos aqui para facilitar a sua vida, quer ver só?

Erros gramaticais

Em um determinado idioma – assim como acontece também com a língua portuguesa – existem várias formas de falar, que dependem de inúmeros fatores como: localização geográfica do próprio falante e/ou receptor, a faixa etária, nível socioeconômico e de escolaridade, nível social, situação a qual se expõe na sociedade, e assim por diante.

Dentro de todos esses fatores, existe um que se institui como a linguagem padrão, que consiste no modo mais formal do uso da língua. Ele é usado principalmente por indivíduos de maior prestígio em um determinado grupo social.

E é exatamente nesse sentido que surge a gramática, sendo ela originada da necessidade de sistematizar a língua padrão, criando algumas normas e regras sobre o que é certo ou errado no idioma. Tais regrinhas, por sua vez, sempre estão sujeitas a alguns desvios principalmente com base na heterogeneidade da fala.

Uso do Travessão

Aprenda a fazer corretamente o uso do travessão na língua portuguesa. Neste artigo, você vai aprender mais sobre este elemento tão importante para o português e alguns truques para facilitar o entendimento e correta utilização.

Gramática da língua portuguesa

A gramática nada mais é do que um conjunto de regras para o uso correto de uma língua. Todas as línguas do mundo possuem suas regras diferentes e, portanto, uma gramática diferente.

A gramática geralmente diz respeito à forma escrita da língua, mas também se aplica à forma culta de comunicação falada. De modo geral, é a gramática que define as regras de construção de frases e, também, pontuação, como, por exemplo, o uso do travessão.

Período Composto por Subordinação

subordinação

Um período composto é aquele em que estão presentes mais de uma oração. Um período simples é aquele em que está presente apenas uma ação, definida por um verbo.

É possível que um período simples contenha mais de um verbo, mas ele permanece simples porque a ação é única.

Exemplo:

– Eu estava caçando problemas naquela manhã de janeiro.

Período composto

O período composto está caracterizado quando em um mesmo período há mais de um verbo diferente produzindo ações distintas, que podem ou não se relacionar diretamente.

Exemplo:

– Eu estava caçando problemas naquela manhã de janeiro, enquanto ela embarcava para a Europa sem data de retorno.

– Eu estava caçando problemas naquela manhã de janeiro para fugir dos meus problemas verdadeiros.

Período composto por coordenação x período composto por subordinação

O período composto pode ser por coordenação ou subordinação. O período composto por coordenação é aquele em que não há uma dependência entre as orações para formar um sentido. Em outras palavras, é possível separar as orações e elas continuarão tendo sentido.

Exemplo:

– Eu estava caçando problemas naquela manhã de janeiro, enquanto ela embarcava para a Europa;

– Eu estava caçando problemas naquela manhã de janeiro;

– Ela embarcava para a Europa.

Repare que as ações não estão subordinadas uma à outra, embora se relacionam dentro do contexto proposto pelo autor. O período composto por subordinação é aquele em que as orações precisam uma da outra para compor um sentido. A oração subordinada completa o sentido que o autor deseja dar ao período.

Exemplo:

– Eu estava caçando problemas naquela manhã de janeiro para fugir dos meus problemas verdadeiros.

“Para fugir dos meus problemas verdadeiros” é uma oração subordinada, porque a ação nela proposta (“fugir dos meus problemas verdadeiros”) só tem sentido para justificar a ação principal: “estava caçando problemas”.

Sendo assim, o período composto é composto pela oração principal e pela oração subordinada. A oração subordinada é aquela que tem uma função sintática perante a oração principal.

Período Composto

O que seria período composto? Podemos dizer que o período composto encerra um conjunto de orações (pelo menos mais de uma), que mantêm entre si relações de coordenação e/ou subordinação. Na maioria das vezes, essas relações são estabelecidas por meio de conectivos que têm a função de lugar uma oração a outra. Esses operadores de encaixe (os conectivos: preposições, conjunções, pronomes relativos) são os responsáveis pela coesão, garantindo no nível do conteúdo a conexão entre as ideias.

As orações coordenadas são orações de igual função, gramaticalmente independentes, ligadas entre si por meio de conjunções coordenativas, ou por justaposição (sem conjunção, por meio da vírgula, dois pontos, etc.). Há dois tipos: a assindética (sem conjunção) e a sindética (com conjunção).

Pronomes substantivos e Pronomes adjetivos – características que os demarcam

Pronomes substantivos e Pronomes adjetivos

A língua é produto de um processo que se desenvolve ao longo de um período histórico, buscando solucionar problemas relacionados à forma de expressar ideias.

Os pronomes substantivos e adjetivos são recursos linguísticos que solucionam problemas de significação das frases e concretização, por meio dessas, da comunicação precisa do pensamento.

Enquanto os primeiros possuem uma função importante no aspecto estético da apresentação, os pronomes adjetivos ocupam função importante na concretização da expressão do pensamento.

Pronomes substantivos

Os pronomes substantivos possuem uma função dentro da norma linguística de valorização estética do texto. A função desses pronomes é substituir um substantivo dentro de uma frase. Esse recurso é utilizado para evitar a repetição desses substantivos, que podem ser masculinos, femininos, no plural ou no singular, na 1ª, 2ª ou 3ª pessoa.

Exemplos

“Eu não cansava de acompanhar Maria. Observei-a enquanto dançava divinamente.”

Na segunda oração, o pronome substitui Maria. Não houvesse esse recurso linguístico, o autor teria que repetir a palavra Maria no texto, produzindo um efeito desagradável.

“Algumas vezes eu me sinto bem, em outras tenho vontade de sumir”

“Outras” substitui “outras vezes”, evitando que a palavra “vezes” seja repetida.

Pronomes adjetivos

Os pronomes adjetivos são aqueles que acompanham substantivos, alterando seu sentido. Vale ressaltar que, ao contrário dos adjetivos, os pronomes adjetivos não possuem a função de descrever ou qualificar o substantivo. Apesar disso, eles o acompanham e alteram o seu sentido de alguma forma.

Repare na seguinte frase:

“Suas dúvidas serão respondidas ao final da palestra”.

Se retirarmos o pronome “suas”, o sentido do pensamento contido na fala fica alterado. Vejamos:

“Dúvidas serão respondidas ao final da palestra”.

Sem o pronome “suas”, a frase se refere a dúvidas aleatórias, que podem ser de qualquer um ou sequer existir. O pronome enfatiza que a dúvida é de alguém a quem o autor da frase está se dirigindo, sendo, portanto, esta última, algo concreto e específico.