Resumo Copa do Mundo de Futebol


A Copa do Mundo de Futebol é considerada a competição esportiva mais valiosa do mundo. Não só pela questão capital, mas também pelo quesito da audiência. Criada no ano de 1930, com disputa realizada no Uruguai, a competição poderia ter estreado cerca de 25 anos antes de sua primeira disputa.

Resumo Copa do Mundo de Futebol

Um ano após a fundação da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado), a entidade buscou organizar uma competição que envolvesse um grande número de países. A ideia seria, inicialmente, de 16 países divididos em quatro grupos. O local de realização? No país-sede atual da entidade, a Suíça.

A primeira edição, então, foi criada no Uruguai, no ano de 1930. A reunião global do futebol teve apenas treze nações em disputa. Poucas vieram do continente europeu, como Iugoslávia, Romênia, Bélgica e até mesmo a França, de Jules Rimet – o confeccionista da primeira taça da Copa do Mundo, furtada no Brasil.

Os países sulamericanos completaram a lista, que teria como favoritos ao título a dupla Argentina e Uruguai, que, inclusive, protagonizaram uma final épica. A Celeste Olímpica Uruguaia (bicampeã olímpica em 1924 e 1928) abriu o placar logo no primeiro tempo, mas viram os hermanos logo empatar e virar o placar antes do apito que encerraria a primeira parte do jogo. No retorno do intervalo a Argentina não conseguiu segurar os magos uruguaios, e acabaram por sofrer a virada por 4 a 2.

O Uruguai se sagrava campeão da primeira edição da Copa do Mundo. Este feito se repetiria em 1950, no Brasil, após uma trágica pausa de competição, que ainda teve mais duas edições com supremacia italiana nos anos de 1934 e 1938.

A interrupção do futebol entre 1938 e 1950

Talvez este tenha sido o marco negro da Copa do Mundo. A interrupção da alegria proporcionada pelo futebol, pela tristeza de uma Guerra que se iniciara. Após o mundial da França, em 1938, Argentina, Brasil e Alemanha se ofereceram para sediar a competição de 1942, recebendo a visita da entidade máxima do esporte que avaliaria cada uma das sedes em questão.

O francês Jules Rimet, então presidente na época, promoveu visita à Alemanha após a Copa de 1938 e seguiu rumo à América do Sul, em 1939, para avaliar o que Brasil e Argentina tinham a oferecer para o evento máximo do esporte que já era considerado de grande porte na época, apesar de apenas três edições terem sido realizadas.

Em visita ao continente sul-americano, o presidente da FIFA foi informado do ataque da Alemanha à Polônia, em 1º de setembro de 1939, culminando no início da Segunda Guerra Mundial. O atentado fez com as autoridades da entidade imediatamente se reunissem para decidir quais decisões seriam tomadas sobre a Copa de 1946, já que as organizações para a edição de 1942 foram imediatamente interrompidas.

Foi só em um Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, que a decisão foi tomada com exatidão pelos organizadores: o próximo evento só será realizado no ano de 1950, com sede firmada no Brasil. Conhecida, anos depois, como a Copa do Maracanazzo, onde o Estádio do Maracanã reuniu mais de 150.000 pessoas para assistirem ao Uruguai vencer o Brasil pelo placar de 2 a 1.

Brasil, o gigante da Copa do Mundo

A Seleção Brasileira é conhecida por ser a “gigante” dentre as demais nações. Seus cinco títulos e sete finais explicam o motivo para ser a favorita mor em qualquer edição que participe – tendo sido a única a fazer parte de todas as Copas do Mundo já realizadas.

A primeira conquista veio em 1958, na Suécia, quando um chamado Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, então com apenas 17 anos, abriu a zaga sueca para conceder o primeiro título da seleção brasileira. O placar foi uma sonora goleada por 5 a 2 nos anfitriões, fazendo do Brasil um grande perigo para 1962.

Dito e feito. Na Copa realizada no Chile, em 1962, o mundo viu o parceiro de Pelé, Garrincha, o Rei das Pernas Tortas, ser o protagonista de uma seleção mágica que já havia encantado quatro anos antes. A lesão tirou Pelé da maioria dos jogos, deixando para que o Mané fosse o gigante brasileiro.

A terceira taça veio com a melhor seleção que o mundo já diz ter visto. Comanda por Pelé, Rivelino, Gerson, Tostão e Jairzinho, o Brasil levantou o tri já esperado no México. Tornando-se, isoladamente, a maior campeã do mundo detentora de três títulos.

Já o tetra demorou em vir. Foram 24 anos de espera até que Romário pisou nos Estados Unidos de mãos com Bebeto para trazer a hegemonia de volta ao para o país do futebol. A vitória nos pênaltis contra a Itália sacramentou o quarto título e devolveu o topo de taças para o Brasil.

Por fim, o penta. Na primeira edição realizada na Ásia, o Brasil venceu a Alemanha na final por 2 a 0. Ronaldo voltou das cinzas para marcar por duas vezes na final, e, assim, levantar o penta vencendo os sete jogos disputados naquela competição. Única seleção que conseguiu tal feito no formato como é disputado atualmente, com 32 clubes.

A competição segue sendo disputada a cada quatro anos. A FIFA se modernizou, e promete mudanças para os próximos anos. A inserção de Arenas modernas já é uma realidade, mas, estuda-se, inclusive, a inserção de mais nações na competição.