Indústria Cultural


Indústria

O termo “indústria cultural” tem sua origem na primeira metade do século XX, pelas mãos de Max Horkheimer e Theodor Adorno, intelectuais da Escola de Frankfurt, na Alemanha. O principal documento acerca desse fenômeno do século XX é o livro “Dialética do Esclarecimento: Fragmenots Filosóficos”, de 1947, publicado por Adorno.

A indústria cultural é a apropriação da cultura pela dinâmica capitalista. No início do século XX, o mundo vivia intensamente a expansão das formas de produção e o avanço da tecnologia. Nesse contexto, a cultura passa a ser vista como um produto, um bem de consumo.

Como tal, os bens culturais passam a ser vistos como comercializáveis. Logo, desenvolve-se a perspectiva do lucro e a visão de indústria cultural. As manifestações culturais (música, teatro, literatura, etc.) não perdem a sua originalidade, mas conquistam novos canais para chegar ao grande público. É o caso do cinema.

O cinema se desenvolve desde o início do século XX e é o símbolo dessa nova visão de cultura. Os filmes são idealizados para grandes plateias. As produções demandam altos investimento, tendo a perspectiva de grandes lucros como contrapartida.

Rádio, televisão e internet

O curso do século XX foi marcado pela expansão dos meios de comunicação. O rádio dominou a cena durante muitas décadas, tendo que dividir espaço com a televisão, que se popularizou nas décadas finais do século XX.

A indústria cultural soube aliar a força dos meios de comunicação e a produção de bens culturais, com destaque para a música. Já no século XXI, a internet ganha força e cada vez mais ocupa espaço como fonte de disseminação dos produtos culturais. A partir da internet, inclusive, muitos artistas e disseminadores da cultura se tornam verdadeiros produtores, mesmo com baixíssimo investimento, o que não era possível com os meios de comunicação tradicionais.

Dilema

Se, de um lado, a indústria cultural dissemina os produtos culturais para uma parcela cada vez maior da população, de forma cada vez mais globalizada e integrada, de outro, é recorrente a crítica à perda de qualidade da produção cultural, cada vez mais voltada para atender a grandes massas.

Na visão dos críticos, tal massificação faz com que a arte, principalmente, se distancie de sua essência, metamorfoseando-se em produtos simplificados, de fácil digestão, que tenham valor para essas massas menos refinadas.

Por outro lado, há teóricos que veem um lado positivo da industrialização da cultura, na medida em que tal fenômeno cria canais de apropriação dos valores culturais e artísticos pela massa consumidora, que poderá, com o tempo, se tornar mais exigente e buscar produtos mais refinados.