Kant e o Mundo que nos Cerca


Kant

O filósofo Immanuel Kant é um dos pensadores mais importantes da era moderna. Uma das razões para tanto é a originalidade de sua epistemologia, que tinha como base uma provocação inédita. Basicamente, a questão está ligada à relação entre Kant e o mundo que nos cerca. Acontece que o filósofo afirmava que não possuímos capacidade de conhecer por inteiro os objetos reais.

Isto implica que todo nosso conhecimento acerca destes elementos é fruto do que pensamos sobre eles. Ao mudar o foco da relação sujeito-objeto o filósofo coloca em pauta a nossa capacidade de conhecer. O que também acaba por implicar em um limite, o ponto no qual já não podemos apreender.

Nesta relação criada entre Kant e o mundo que nos cerca, a parcela de realidade que podemos absorver é chamada de fenômeno. Em outras palavras, trata-se daquilo que podemos ver, sentir, tocar e ouvir. O que foge à nossa percepção do mundo fenomênico é a coisa-em-si. Algo sobre o qual podemos pensar, mas jamais conhecer de fato.

Dentro deste sistema o pensador divide nosso corpo em duas metades complementares: a sensibilidade e o entendimento. O primeiro elemento, também chamado pelo filósofo de intuição, se relaciona com o espaço e o tempo. Posteriormente esta percepção sensorial vai ser interpretada e organizada pelo entendimento em uma série de categorias.

É com tudo o que descrevemos até o momento que poderemos emitir juízos sobre a realidade. Nossos juízos podem ser analíticos ou sintéticos. Vale lembrar que estas formas e conceitos existem a priori, ou seja, independem da experiência. O que percebemos neste resumo a respeito de Kant e o mundo que nos cerca? Sobretudo o esforço em criar uma teoria explicativa do conhecimento humano. Assim Kant determinou de onde vem nossa percepção – sensibilidade-, como ela é organizada – entendimento – e interpretada – juízo.