O Criticismo e a Fenomenologia


Fenomenologia

O criticismo corresponde na filosofia ao método próprio do pensador prussiano Immanuel Kant (1724-1804). Essa posição é marcada pela defesa de que o conhecimento só é alcançado com base de duas fontes: o entendimento e a sensibilidade.

Já para os adeptos da fenomenologia, a experiência era essencial, porém sempre sujeita a perspectivas distintas. Segundo eles, a consciência humana era um elemento intencional e que assim se direcionava aos objetos a partir de uma série de atos. Entre as variáveis ressaltadas por tais estudiosos estavam:

• contextos;
• interesses;
• desejos;
• emoções.

Existem semelhanças e distinções entre a fenomenologia e a criticismo que merecem ser destacadas.

Fenomenologia

O pensador responsável por fundar a fenomenologia chamava-se Edmund Husserl (1859-1938). Portanto, foi ele quem primeiro definiu as concepções e metodologias utilizadas por intelectuais da tradição mencionada. Nesse caso, tanto Kant quanto Husserl questionam o conhecimento científico dos fatos. Porém, a fenomenologia busca sobretudo o conhecido científico das essenciais presentes objetos de estudo. Cabe ressaltar que ela se popularizou em um momento de crise do conhecimento científico. Isso porque descobertas do final do século XIX e século XX abalaram certas teorias das ciências naturais.

Os paralelos entre o criticismo e a fenomenologia

Conclui-se então que as correntes filosóficas abordadas no presente artigo focam na condição de verdade relativa ao conhecimento. Enquanto Husserl acredita que a verdade encontra-se no entendimento da essência, Kant sustenta que ela está restrita às áreas do que podemos conhecer. Para o criticismo, nós não somos capazes de conhecer as coisas por inteiro, pois nossa mente não consegue aceitar todos os sinais que recebemos. Sendo assim, não conseguimos compreender por completo o real. Aquilo que podemos assimilar, Kant nomeou de fenômeno; ao que segue inacessível, ele chamou de noúmeno. Na sequência, Kant aproveitou a lista desenvolvida por Aristóteles do que podemos dizer das coisas para criar categorias do que podemos saber das coisas. Conforme o criticismo, os dados empíricos são válidos, mas sua validade não é absoluta ou evidente (apodítica).