Psicologia Ego


Ego

A mente humana é dotada de níveis de consciência. Nossos padrões morais e de comportamento são delineados e alimentados ao longo de nossa formação pelas influências e estímulos do ambiente. Inclua-se nesses estímulos e influências a família, a escola, a mídia e tudo que alimente o cérebro humano.

Esse processo de formação é permanente, ganhando um caráter mais de transformação a partir da idade adulta. Nesse período, o ser humano recebe novas influências e passará a questionar crenças e valores até então aceitos de forma passiva.

Níveis de consciência

Todo esse jogo de formação e transformação da mente humana condiciona as respostas oferecidas aos estímulos, problemas, oportunidades e ameaças propostas pelo meio.

O ser humano possui três níveis de consciência reconhecidos pela psicologia: Id, Ego e Superego.

De uma forma resumida, Id é o instinto, a reação natural ao desejo. O ego é o organizador do instinto, pois condiciona o impulso à racionalidade, mensurando riscos e benefícios decorrentes da ação. O Superego, por sua vez, é o nível de consciência dominado pela moral, que condiciona tanto o indivíduo quanto o Id, só que reprimindo o instinto e mesmo a racionalidade.

Pode-se dizer que o Id é o homem ao nível de um animal irracional, o Ego é o homem dotado de razão, é a ciência, e o Superego o homem social, condicionado pelos valores da sociedade.

Ego

Dentro dessa estrutura de consciência, o papel do ego é equilibrar instinto e moral, condicionando-os à racionalidade.

Um homem que age em acordo com seus instintos seria inaceitável no ambiente social. Seria uma ameaça e um inconveniente. Ao agir de acordo com sua vontade e impulsos, comprometeria a ordem social e se colocaria sob o risco de receber represálias.

Por outro lado, o homem condicionado por excessivos padrões morais é tolhido em seu comportamento e em sua capacidade de tomar decisões lógicas. Além disso, a crença excessiva em uma multiplicidade de valores morais tornaria a vida insuportável, como fora uma prisão.

O ego precisa organizar racionalmente o instinto e a moral. Deve condicionar os instintos e impor limites e utilidade às regras morais, de modo a obter harmonia para sua existência.