Resumo sobre a Fisiocracia


Fisiocracia consiste no nome dado à primeira instituição voltada aos ensinamentos econômicos científicos. Ela surgiu em meio ao século 18 e tem como base a corrente iluminista. A seguir neste artigo, confira um resumo sobre fisiocracia.

Resumo sobre o que é Fisiocracia

Principais características da fisiocracia

A fisiocracia tem como principal fundamento a liberdade econômica. A ideia dos fisiocratas surgiu a partir dos conceitos iluministas, corrente que se estabeleceu com força neste mesmo século. Na escola, defendia-se a ideia de que a terra era a maior – e a principal – fonte de todas as nossas riquezas.

Não à toa, a própria palavra fisiocracia parte disso, uma vez que “físios”, em grego, significa natureza, e “kratia”, governo. A junção de ambas traz o conceito de ‘governo da natureza’.

As teorias econômicas do fisiocrata Adam Smith foram as norteadoras do pensamento, assim como a base para o surgimento do liberalismo econômico. A obra “A Riqueza das Nações”, desenvolvida por ele, conta com seus principais ensinamentos.

A seguir, confira quais são os principais ideais econômicos estabelecidos pela fisiocracia.

  • Interferência mínima ou totalmente zerada do Estado em assuntos relacionados à economia;
  • Regulamento de preços – e de demais aspectos do mercado – com base na demanda (ou seja, lei da oferta e procura). Neste sentido, cabe afirmar que os fisiocratas eram a favor do livre comércio;
  • Valorização extrema da agricultura e de demais atividades neste sentido (como pecuária e outras) – estas eram vistas pelos fisiocratas como as maiores fontes para a riqueza de uma determinada nação;
  • A economia aqui era vista como uma ciência – porém, uma ciência de origem natural;
  • Os fisiocratas eram totalmente contra o modelo econômico da Europa daquela época – a intervenção mercantilista, bem praticada em alguns países de regime absolutista;
  • A fisiocracia era contra o acúmulo de bens oriundos de relação internacionais. Em contrapartida, valorizava ao máximo a capacidade humana de produção;
  • Adoção de uma abordagem muito mais sistemática para convencer aos indivíduos de que esta corrente econômica era a melhor.

Nesse sentido, cabe destacar que a escola fisiocrática buscava uma espécie de ‘explicação’ para a vida econômica, sendo ela de oposição aberta ao mercantilismo (que se estabelecia de modo cada vez mais gradativo na Europa do século XVIII).

Basicamente, defendia-se que a prática agrícola era a única capaz de gerar riqueza o suficiente para mantimento de uma nação, uma vez que ela demanda de baixo investimento e proporciona altos lucros. A teoria também defendia a criação de um único imposto, que deveria ser pago pelos donos de terra, o que livraria o restante do povo do pagamento de altos tributos.

A fisiocracia é considerada, por grande parte dos economistas, o marco que deu surgimento à ciência econômica moderna da forma como ela é nos dias de hoje.

Uma curiosidade interessante é que a fisiocracia foi uma teoria curta, que durou uma média de 30 anos e se estabeleceu quase que exclusivamente em território francês. Isso porque grande parte de seus simpatizantes (se não todos) eram habitantes do país.

Os economistas da época que defenderam a fisiocracia foram:

  • Adam Smith;
  • Nicolas Baudeau;
  • François, Quesnay (considerado, lado a lado de Adam Smith, um dos pais da fisiocracia);
  • Cantillon;
  • Conde e marquês de Mirabeau;
  • Pierre Samuel du Pont de Nemours;
  • Anne Robert Jacques Turgot.

O modelo econômico fisiocrático tentou ser implementado na França no ano de 1774, sendo esta uma ideia do ministro de finanças Turgot. A tentativa fracassou, especialmente, por conta das manifestações comandadas pelos donos de terras.

A teoria da fisiocracia foi marcada por uma grande variedade de limitações, mas mesmo assim é considerada de extrema importância para a comunidade econômica científica atual. Posteriormente, ela foi utilizada como base para o desenvolvimento da teoria de economia clássica de Adam Smith.

Os quatro pilares do pensamento fisiocrático

O pensamento fisiocrático conta com quatro pilares básicos. São eles:

1. Ordem natural

O conceito é baseado na crença de que a economia funciona graças a ordem preexistente e naturalmente inerente. A premissa defende ainda que todas as atividades realizadas pelos seres humanos devem andar em harmonia com as leis naturais.

2. Agricultura em primeiro lugar

Como já vimos anteriormente, para os fisiocratas, a principal fonte de riqueza de um Estado deveria ser oriunda de sua agricultura. Não à toa, eles defendiam que o comércio, a indústria e a manufatura como um todo deveriam se subordinar às atividades agrícolas.

Demais setores do comércio, por não terem o fator considerado pelos fisiocratas como primordial – a produção – eram considerados apenas ‘transformadores’.

3. Deixe fazer, deixe passar

A expressão francesa “laissez faire, laissez passer” significa que o governo não deveria “se meter” em qualquer atividade econômica humana.

4. Reforma tributária

A unificação de impostos para criação de um único, que seria cobrado apenas dos donos de propriedades agrícolas, também era considerado um dos pilares do pensamento fisiocrata.