Resumo sobre Filosofia


Mesmo os estudiosos não conseguem entrar em consenso acerca de uma definição de filosofia. Sendo assim, essa área do conhecimento humano segue como um desafio para todos os interessados. Isso porque o que convencionamos chamar de filosofia abrange um conteúdo bastante extenso e que sofre transformações ao longo do tempo. Não é de se estranhar, então, que os pesquisadores deram respostas distintas quando indagados sobre o seu objeto de estudo. No entanto, há um acordo de que os problemas filosóficos devem ser resolvidos com base em uma investigação racional. Essa técnica apresenta-se em oposição às análises documentais, como faz a História, e das fórmulas numéricas, como fazem as Ciências Exatas em geral. A melhor maneira de iniciar o debate então é a partir de alguns dos principais movimentos que influenciaram o pensamento filosófico.

filosofia

A História da Filosofia

Sob uma perspectiva histórica, a origem do termo filosofia é atribuída ao matemático Pitágoras no século VI a.C. Essa palavra, que vem do grego, significa literalmente “amigo do saber”, às vezes traduzido como “amor pelo saber”. Desse modo, os intelectuais da Grécia são considerados os pais da filosofia ocidental que se mantém até hoje. O processo em questão teve início quando alguns indivíduos passaram a utilizar argumentos lógicos para contrapor às explicações mitológicas comuns à época. Como consequência, tal campo de interesse é tido como um primeiro passo para o desenvolvimento científico.

Apesar de Pitágoras ter citado a expressão pela primeira vez, é Sócrates que visto como o patrono da filosofia ocidental. O título se deve graças a uma narrativa sobre a visita do filósofo ao santuário dedicado a Apolo, deus grego da luz e da razão, na cidade de Delfos. Logo na entrada desse local de adoração havia a seguinte inscrição: “Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates, que vivia em Atenas e era reconhecido como um indivíduo sábio, decidiu ir até o oráculo localizado no santuário. Ao chegar ao santuário, o oráculo indagou-lhe: “O que você sabe?”. Não sendo convicto de seu conhecimento, Sócrates teria dito: “Só sei que nada sei”. “Sócrates é o mais sábio de todos os homens, pois é o único que sabe que não sabe”, determinou o oráculo após ouvir a resposta do filósofo. A noção de que sabemos muito pouco sobre o mundo e sobre o ser humano é o que move esse tipo de estudo.

Alguns dos problemas centrais tratados pela filosofia em várias etapas foram se transformando. Por isso, é importante conhecer as fases relevantes desse estudo em diferentes momentos. São elas:

  • Pré-Socráticos: Para esses primeiros pensadores, o objeto de maior debate era a physis, isto é, o princípio evolutivo e os fenômenos da natureza;
  • Filosofia Antiga: Concentrava-se nas dinâmicas políticas, bem como na ética como valor do ser humano. Naquele período, havia ainda uma preocupação com o progresso técnico alcançado até então;
  • Filosofia Medieval: Tinha como enfoque a relação entre o homem e a fé, pois a religiosidade era uma característica marcante da Idade Média. É compreensível assim que a existência de Deus e o livre-arbítrio fossem assuntos recorrentes para os filósofos;
  • Filosofia Moderna: Há um retorno para o empirismo e para a racionalidade por parte dos filósofos modernos;
  • Filosofia Contemporânea: Trata-se de um campo cada vez mais amplo, que se debruça sobre tópicos variados como dúvidas existenciais. Aspectos de linguagem, ciências e artes, entre outros. Por exemplo, a filosofia hoje aborda a ética no uso de recursos tecnológicos.

Também é válido ressaltar que não existe apenas um formato de texto filosófico. Enquanto Epicuro deixou registros epistolares, ou seja, cartas, Platão redigiu diálogos. Por sua vez, Nietzsche produziu especialmente pensamentos e frases que foram depois agrupadas. Com isso, fica claro que a atividade filosófica não deve ser resumida a dissertações ou longos tratados.

Algumas subáreas da filosofia

Para permitir uma abordagem mais conveniente, a filosofia costuma ser compartimentada em uma série de áreas temáticas. Entre os segmentos tradicionais estão:

  • Lógica: parte da filosofia estabelecida por Aristóteles que estuda as estruturas, expressões e fundamentos do conhecimento humano;
  • Ética: tenta compreender o que motiva as pessoas agirem de determinada forma, com apreciações sobre o bem e o mal;
  • Epistemologia: reflexão acerca sobre as limitações, trajetórias e essência do conhecimento humano;
  • Metafísica: foi uma subdivisão da filosofia que evoluiu consideravelmente desde a investigação aristotélica. No princípio, a metafísica era a esfera que contemplava o que está além das experiências sensíveis. Já no kantismo, a preocupação é especular acerca de religião, o cosmos e a alma humana. Têm-se assim os pilares para o conhecimento empírico;
  • Estética: a estética é um domínio da filosofia que pesquisa temas como arte e beleza. Sobretudo, essa área trata das reações e sentimentos que a arte é capaz de produzir nos apreciadores;
  • Filosofia Política: a filosofia política é um campo que se relaciona à legitimação do Estado e relações de poder.