Meio-Norte


O meio-norte faz parte de uma das sub-regiões do Nordeste brasileiro. Apresente duas das nove capitais da região, Teresina e São Luís, e duas relevantes cidades no interior, Caxias e Imperatriz, no Maranhão, fora Parnaíba, no Piauí. Com relação a sua latitude, o maio-norte poder ser separado em meridional e setentrional, já longitudinalmente em centro-oeste e leste, sendo o centro-oeste preenchido pelo Maranhão, e o leste pelo Piauí ocidental.

Características

O meio-norte é uma região de passagem entre a Amazônia e o sertão, e é também chamada de mata dos cocais por causa das palmeiras de carnaúba e babaçu achadas na região. No litoral chove aproximadamente 2.000 mm por ano, dirigindo-se mais para o leste ou para o interior essa quantidade diminui para 1.500 mm no ano, e no sul do Piauí, uma área mais semelhante ao sertão, chove, aproximadamente, 700 mm por ano.

Meio-Norte

A vegetação que prevalece é a Mata dos Cocais, com a incidência da Floresta Amazônica, a oeste do estado do Maranhão, e o semi-árido, na área da Caatinga, sendo a Mata do Cocais uma região de transição. Situa-se também nessa área a existência do Cerrado.

Cidades mais populosas

1- São Luís (1.053.922)

2- Teresina (836.475)

3- Imperatriz (251.468)

4- São José de Ribamar (170.423)

5- Timon (161.721)

6- Caxias (159.396)

7- Parnaíba (148.832)

8- Codó (119.641)

9- Paço do Lumiar (113.878)

10- Açailândia (107.790)

11- Bacabal (101.851)

12- Balsas (89.126)

13- Barra do Corda (85.022)

14- Santa Inês (82.106)

15- Pinheiro (80.365)

16- Chapadinha (76.217)

17- Santa Luzia (75.444)

18- Bariticupu (68.626)

19- Grajaú (65.078)

20- Itapecuru-Mirim (64.951)

Economia

O progresso da agricultura nessa região geográfica acontecer principalmente com a soja, porém também com o milho, arroz e algodão. A fabricação de algodão, soja e milho aglomera-se no sul dessa sub-região, que integra o cerrado nordestino. No Piauí, o estado mais promitente no agronegócio, ressalta-se as cidades de Bom Jesus, Uruçuí e Ribeiro Gonçalves. No Maranhão, o progresso é facilitado pelas extraordinárias condições de organização do território para exportação.

Desde 1992, quando iniciou o funcionamento do Corredor de Exportação Norte, toda a fabricação agrícola do sul do Maranhão começou a escorrer para o porto de Ponta da Madeira, na cidade de São Luís, por uma longa distância de estrada de ferro gerenciada pelo Vale. O cultivo nessa região é feito em fazendas intensamente mecanizadas, com os melhores níveis de produção agrícola por hectare no Brasil. Tem ainda como vantagem o menos distanciamento com relação ao comércio europeu.

Na pecuária, é importante ressaltar a criação de boi no Maranhão, em regiões do cerrado e na Amazônia legal.

Por causa do clima, possui também uma vegetação própria, constituída por coqueiros de carnaúba e palmeiras de babaçu mais para o leste e interior do Maranhão e oeste do Piauí, contudo, na área oeste do Maranhão já não existe mais Mata dos Cocais e sim Floresta Amazônica com regiões de transição entre a Mata dos Cocais e o Bioma Amazônico no território a leste do Rio Pindaré, no estado do Maranhão.

Já a indústria é a mais diversificada e forte no conjunto portuário e industrial de São Luís, Imperatriz também apresenta importantes indústrias como a Suzano Celulose. Por outro lado, a capital do Piauí apresenta um parque industrial pouco matizado.

Outras sub-regiões do Nordeste

Sertão

É uma ampla região de clima semi-árido, popularmente conhecida como “Polígono das Secas”. Engloba o centro da região Nordeste, existindo em quase todos os estados. Essa sub-região nordestina apresenta a menor taxa demográfica da região.

A vegetação característica é a caatinga. A atividade econômica predominante é a pecuária extensiva e de corte. Outras ocupações produzidas no sertão são: flores, cultivo irrigado de frutas, cana de açúcar, feijão, milho, extração de sal, algodão de fibra longa e turismo nas regiões litorâneas.

A indústria apóia-se no pólo de confecções e têxtil.

Agreste

Equivale à região de transição entre o sertão semi-árido e a zona da mata, repleta de brotos e úmida. A atividade econômica principal nos locais mais secos é a pecuária extensiva; nos locais mais úmidos é a pecuária leiteira e a agricultura de subsistência. Prevalece às médias e pequenas propriedades com a plantação de café, algodão e do sisal.

Outro componente de relevância na economia local é o turismo, com a produção de festas que atraem milhares de pessoas, como, por exemplo, as festas juninas.

Zona da Mata

Também chamada de Litoral Continental, essa sub-região atinge uma faixa costeira de 200 km de largura que se prolonga do Rio Grande do norte ao sul da Bahia. Possui a maior concentração populacional do nordeste brasileiro, além de ser a sub-região mais urbanizada.

O clima característico é o tropical úmido e o solo é fértil devido a regularidade das chuvas. A vegetação é a Mata Atlântica. A principal atividade econômica da região é o cultivo de cana de açúcar. As demais atividades desenvolvidas são: cultivo de cacau, extração de petróleo, frutas, café, fumo, industrialização, lavoura de subsistência, produção de sal marinho, especialmente no Rio Grande do Norte, e o turismo.