Regiões Metropolitanas do Brasil


Antes de conhecer quais são as regiões metropolitanas do Brasil, você já sabe o que é essa área e o que ela abrange?
As regiões metropolitanas nada mais são do que áreas geográficas formadas por um conglomerado de municípios, o que faz com que eles apresentem uma estrutura ‘interligada’ entre si.

Uma de suas principais características diz respeito ao fato de que essa estrutura geralmente é formada por uma aglomeração urbana em torno de uma cidade principal, que pode ser uma capital ou uma grande metrópole.

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Desse modo, as regiões metropolitanas costumam ser formadas por dois diferentes ‘modelos’ estruturais de municípios:

1. Um “município-sede”, como uma capital, por exemplo, ou outra metrópole/cidade grande;

2. Vários municípios pequenos em seus extremos, sendo eles conhecidos por ‘cidades satélites’ ou simplesmente por áreas de região metropolitana.

Características das regiões metropolitanas do Brasil

Para entender um pouco mais sobre as regiões metropolitanas do Brasil, vamos considerar um exemplo de fácil entendimento. Quando falamos da cidade de São Paulo capital, por exemplo, dificilmente estamos falando unicamente dela como metrópole, mas também de outras regiões que estão centralizadas em seus arredores, caracterizando uma enorme região metropolitana.

Mas quando falamos da ‘Grande São Paulo’, estamos considerando não só a capital por si só, como também incluímos a participação de Osasco, Mauá, ABC, Guarulhos e muitas outras pequenas cidades-satélites nas redondezas.

A região metropolitana da cidade de São Paulo, inclusive, é uma das maiores e mais famosas de todo o país: ela é formada por um total de 39 cidades, sendo a maior no que se refere à parte urbana de nosso território. A população total dessa área geográfica ultrapassou recentemente a marca dos 20 milhões de indivíduos, segundo dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia.

No território brasileiro, as regiões metropolitanas são regularizadas e estabelecidas por meio de uma lei nacional. Sua implantação, por sua vez, é dada em função da necessidade de criar maior relação complementar entre cidades vizinhas, que no caso, formam tais conglomerados.

Sendo assim, as cidades abrigadas em uma mesma região metropolitana precisam apresentar algumas estruturas interligadas, como é o caso de:

• Sistema integrado de transporte coletivo (como ônibus, metrô ou trem);

• Sistema integrado de comunicação midiática (por meio de redes de televisão, jornais, portais digitais e assim por diante);

• Sistema integrado de pavimentação.

Além disso, é comum que uma rede de supermercados, shoppings ou outros com grande aceitação na capital ou metrópole também criem estruturas filiais na região metropolitana, uma vez que essa é uma garantia de aceitação.

Neste sentido, outro conceito que vale a pena ser lembrado é o de conurbação, uma vez que essa integração entre metrópole e cidades ao redor depende exatamente deste processo para que se consolide por completo.

O que é a conurbação?

O processo de conurbação ocorre quando a área urbanizada de duas (ou mais) cidades torna-se interligada entre si.

O processo pode ser compreendido na prática quando duas cidades não contam com nenhum tipo de distinção visual. Sabe quando você está em São Paulo, e, de repente, passou para a cidade vizinha de Osasco sem nem mesmo notar algum tipo de mudança visual? Pois é: é quando esse processo ocorre.

Ele é caracterizado pela junção de áreas urbanas de diferentes cidades, fazendo com que, juntas, elas formem uma mesmíssima aglomeração. Além disso, a relação socioeconômica dessas cidades passe a se tornar interdependente, o que é uma das grandes características das regiões metropolitanas.

Quais são as regiões metropolitanas do Brasil?

Hoje em dia, o território brasileiro conta com 37 diferentes regiões metropolitanas e oficialmente regularizadas.

Mesmo assim, muitas são as críticas que circundam esse fato, uma vez que estudos geográficos já comprovaram que nem todas elas contam com estruturas socioespaciais típicas de tais regiões, o que faz com que elas sejam comprovadas unicamente a termos jurídicos. Mas, por outro lado, existem também alguns espaços que, mesmo que não contem com a regulamentação, são totalmente similares a uma região metropolitana.

Atualmente, as 10 maiores – e também mais importantes – regiões metropolitanas do Brasil são:

• São Paulo – com 39 municípios e mais de 20 milhões de habitantes;

• Rio de Janeiro – com 19 municípios e cerca de 12 milhões de habitantes;

• Belo Horizonte – com 34 municípios (sendo a segunda maior do país), mas com apenas 5,5 milhões de habitantes;

• Porto Alegre – 32 municípios e 4 milhões de habitantes;

• Recife – 14 municípios e 3,5 milhões de habitantes;

• Fortaleza – 15 municípios e 3,75 milhões de habitantes;

• Salvador – 13 municípios e 3.7 milhões de habitantes;

Curitiba – com 29 municípios e 3.2 milhões de habitantes;

• Campinas – 19 municípios e quase 3 milhões de habitantes;

• Goiânia – com 11 municípios e 2.2 milhões de habitantes.

Sendo assim, nota-se que a grande maioria das regiões metropolitanas do país é de capitais estaduais – mas não confunda isso com uma regra. Campinas, por exemplo, não é uma capital, mas conta com sua própria região metropolitana aos arredores.