A questão da Palestina


Palestina

A questão da Palestina

A questão da Palestina é fruto de uma cisma milenar entre povos árabes e judeus. Teve início após a Segunda Guerra Mundial, em 1948, quando foi instituído o Estado de Israel.

Em tese, a posse daquele território por Israel seria uma reparação à nação judaica pelos desatinos da política anti-semita da Alemanha de Hitler e da Itália de Mussolini. Na visão dos povos árabes, de orientação islâmica, o Estado de Israel é o entreposto da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que reúne países da Europa Ocidental e da América do Norte.

Mais que isso, os povos árabes não reconhecem o Estado de Israel, o que rendeu vários conflitos desde a criação do Estado Israelense, envolvendo, principalmente, a Síria, o Kuwait, a Jordânia e o Líbano.

História do conflito árabe-israelense

O conflito Árabe Israelense data da antiguidade, e mais de mil anos antes de Cristo. A região da Palestina sempre foi considerada pelos judeus como seu território, mas, ao longo dos séculos, o território foi dominado por diversos povos, dentre os quais os assírios, babilônicos, os persas, macedônico e, finalmente, o Império Romano, que dispersou o povo judeu pelo mundo, transformando Israel numa nação sem território.

Mais recentemente, o território esteve, até o final da I Guerra Mundial, sob domínio do Império Otomano, passando, em seguida, às mãos do colonialismo europeu.

Dias atuais

O conflito entre judeus e palestinos atravessou a segunda metade do século XX e chegou ao século XXI sem solução.

Além da questão territorial, o território localizado entre o Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão tem forte significado religioso para árabes muçulmanos e judeus.

O território foi dividido pela ONU em Estado de Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, mas a ANP (Autoridade Nacional Palestina) reivindica o reconhecimento da autonomia do Estado Palestino, com demarcação de fronteiras e retorno de cerca de 10 milhões de refugiados no território ocupado por Israel na Faixa de Gaza.

Em outubro de 2018, a Assembleia Geral da ONU teve votação maciça a favor da concessão à Palestina da condição de Estado observador não membro da instituição. Vários países, inclusive o Brasil, já reconheceram a Palestina como Estado independente e autônomo.

Há esforços de ambos os lados pela paz, mas Israel é reticente quanto às resoluções da ONU e tem preferido buscar a negociação direta com as lideranças palestinas.