Administração de pesca


Denomina-se administração de pesca a uma das competências que são desenvolvidas por um Engenheiro de Pesca. Além da administração, aquele formado em Engenharia da Pesca desenvolve atividades, tais como: aquicultura – criação de crustáceos, moluscos e peixes – além de processos relacionados à industrialização e produção de pescados.

Toda e qualquer atividade que remeta a regularização de atividades pesqueiras, registros, matrículas, autorizações – tanto para pesca quanto para navegação – recolhimento de renda originada a partir de atividades pesqueiras e fiscalização está englobada na administração de pesca.

Administração de pesca

Gestão

O gerenciamento pesqueiro pode ser definido como um conjunto de ações que tende a regular a pesca em determinada região. Muitos consideram a administração pesqueira como parte das “ciências pesqueiras”.

Como já citado a gestão tem por finalidade a regulamentação de certas atividades, que, por sua vez, tem como objetivo a melhoria nos resultados da pesca, ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente e social dos pescadores.

Voltando um pouco no tempo podemos perceber que a preocupação com o assunto já vem desde o ano de 1995, quando um “Código de Conduta para Pescas Responsáveis” foi adotado em uma conferência da Organização das Nações Unidas sobre sustentabilidade. Naquele ano diversos países foram orientados a pensar ações que iriam ao encontro da conservação dos recursos, e também, dos ecossistemas pesqueiros.

Abaixo veremos, separadamente, cada uma das áreas de atuação da administração de pesca: regulamentação, fiscalização e monitorizarão.

Regulamentação

Conjunto de normas que regulariza a “atividade pesqueira”, tais normas podem ser de dois tipos: ou fazem parte da tradição de determinada comunidade, ou ainda, são leis que foram regulamentadas dentro dos limites de certa região.

Em geral, tais normas incluem: métodos de pesca que podem, ou não, serem utilizados, tamanho e espécies que podem ser “fisgados”, tamanho e potência das embarcações, além das maneiras corretas de se conservar o pescado.

Quase sempre tais normas estão descritas em uma “Lei das Pescas”. Além disso, cabe dizer que os governos também são grandes responsáveis pela gestão da pescaria em cada local específico.

Fiscalização

Neste tópico enquadra-se toda e qualquer forma de controle e aplicação de normas jurídicas que são adotadas na regulamentação da atividade pesqueira. A fiscalização pode ser exercida por uma autoridade pesqueira, ou ainda, por meio de fiscais que avaliam se todas as leis e regulamentações vêm sendo cumpridas. Os fiscais podem fazer esse trabalho dentro das embarcações e também em locais de desembarque (pequenos portos, por exemplo).

Monitorização

Nesta área da administração pesqueira o principal objetivo é colher muitas informações que permitam a fiscais e autoridades marinhas o conhecimento a cerca dos pescadores, das formas como a atividade se realiza, e também, quais as consequências que a pescaria implica.

Após coletadas e avaliadas tais informações são denominadas estatísticas, afinal, permitem “estimar” importantes índices sobre pescaria. Só para se ter ideia um dos dados mais importantes é o rendimento, também chamado de “captura por unidade de esforço de pesca”. Mas, além disso, dados como número de pescadores, de embarcações e pescados entregues também configuram como importantes índices acerca da “saúde” da atividade.

Ao aliar tais informações às condições em que a pesca é realizada é possível, por exemplo, calcular o esforço de pesca que os profissionais têm. Também é bom lembrar que além de números tais informações são necessárias à biologia pesqueira, principalmente quando os dados recolhidos incluem composições específicas das capturas e tamanhos.

O administrador

É óbvio que todo engenheiro de pesca possui conhecimentos específicos, e, abrangentes sobre a atividade pesqueira, principalmente no âmbito das Legislações ambiental, trabalhista e, é claro, na área específica da pesca.

Para, além disso, assuntos que se relacionem as consequências sociais, biológicas, legais, políticas e econômicas da pesca também fazem parte das competências de tal profissional.

É importante notar que atualmente diversas entidades e grandes empresas se preocupam com os impactos ambientais e políticos da pesca irregular, afinal, há um movimento que aponta na direção do número de pescadores considerado “sustentável” aos ecossistemas. Portanto, os desafios para o administrador da pesca tendem a aumentar cada vez mais.

Talvez este artigo possa ter lhe provocado o interesse em ser um administrador da pesca, contudo, é bom ter em mente que no Brasil o campo de atuação da área ainda é muito restrito, e, isso ocorre principalmente pela falta de conscientização de grandes Instituições, que apesar de preocupadas com temas ambientais, ainda não dão a devida importância a tal atividade

Diversos especialistas vêem na área um futuro promissor, contudo, ainda há lentidão quando o assunto é investir em um profissional especializado. O campo com maior oportunidade ainda é o público, com vagas em Secretarias de Meio Ambiente, por exemplo.

Algumas informações sobre o curso de Engenharia da Pesca: dura, em média, cinco anos, além de disciplinas da engenharia engloba conteúdos de biologia, oceanografia, zoologia, administração, topografia, controle de qualidade, entre outros.