África: Economia, Agricultura, Pecuária e Transportes


QUADRO ECONÔMICO

Indústria: As importantes jazidas minerais, especialmente de carvão mineral, ferro e manganês, permitiram à África do Sul desenvolver uma importante base industrial com destaque para as siderurgias, metalurgias e consequentemente de bens de consumo. A atividade industrial apresenta-se diversificada, abrangendo indústrias de bens de consumo tais como, têxtil, vestuário, alimentícia, automobilística etc; de bens de produção como máquinas e equipamentos, químicas, siderúrgicas, eletricidade, naval entre outras.

África

Comércio e serviços: Desde a década de 1960, a África do Sul mantém fortes vínculos económicos, financeiros e comerciais com os Estados Unidos. Entretanto, os países europeus ainda possuem fortes relações com o país, principalmente os membros da União Europeia. A África do Sul supre grandes necessidades europeias, por exemplo, 50% do cromo da UE, 63% do Reino Unido e 99% da Holanda, além de quase 20% do carvão mineral da França. Por fim, os capitais estrangeiros dominam e controlam grande parte da economia sul-africana, são 60% da mineração, 30% da agricultura, 80% do setor bancário e cerca de 70% das atividades industriais, sendo, portanto, muito grande o grau de internacionalização de sua economia.

África do Sul: atividades econômicas

Apesar da África do Sul até o final do século XX, ser conhecida como o país do Apartheid, sob o ponto de vista económico é o país mais desenvolvido do continente. Produz um PIB de cerca de US$-126 bilhões, o que representa quase 20% do total africano. Do seu PIB, cerca de 4% é produzido pela agropecuária, 32% pela indústria e 64% pelo setor comercial e de prestação de serviços. Quanto à população economicamente ativa (PEA) o setor primário emprega 12% da mão-de-obra, o setor secundário emprega 33% e o setor terciário 55%.

Extrativismo: Possui importantes jazidas de ouro, cromo e platina garantindo a maior produção mundial, titânio como segundo produtor mundial, quarta maior produção de diamante, manganês e antimônio. Além desses destacam-se a prata, cobre, minério de ferro, chumbo, carvão mineral e estanho. Entretanto, o capital estrangeiro controla cerca de 60% desse setor.

Países de economia primária

Excetuando a África do Sul todos os demais países têm sua economia baseada exclusivamente no setor primário agropecuário e minerador. Quanto a agricultura são comuns no continente as seguintes modalidades:

Agricultura de subsistência: que se apresenta de duas formas, a primeira é a de auto-subsistência que consiste em obter a produção para o consumo familiar e a realização se dá em pequenas propriedades e com técnicas rudimentares. A segunda forma é a subsistência com excedente que pode ser comercializado pelo agricultor no mercado interno. Em ambos os casos os produtos cultivados são o inhame, o sorgo, mandioca, arroz, batata, etc.

Agricultura comercial: passou a tomar conta do continente com a entrada do colonizador que implantou a modalidade de plantation, ou seja, uma monocultura de produtos tropicais voltados à exportação e praticado em grandes propriedades e que, não por acaso, ocupam os melhores solos. Seus principais produtos e produtores são:

• cacau – em Gana, Nigéria, Camarões e Costa do Marfim (maior produtor mundial);
• algodão – no Egito, Sudão, Uganda, Chade, Republica Centro-Africana e Senegal;
• café – na Costa do Marfim, Uganda, Etiópia, Madagáscar, Ruanda, República do Congo e República de Camarões;
• amendoim — na Nigéria, Gâmbia, Guiné Bissau e Senegal;
• cana-de-açúcar – Angola, Moçambique e África do Sul;
• tabaco – Egito e Malawi;
• chá – Ilhas Seichelles, Ruanda e Quénia;
• trigo, uva, oliveira, centeio e cevada – norte da África (países do Magreb).

Pecuária: caracteriza-se como uma atividade incipiente devido à pobreza de pastos, a hostilidade climática associado a animais ferozes e a mosca tsé-tsé que provoca a doença do sono. Entre os destaques está a Etiópia, que possui grande rebanho bovino e é exportador de couro; a Somália, que detém o maior rebanho de camelos e o comercializa na região toda; e Lesoto, que possui rebanhos ovinos e exporta lã, principalmente para a África do Sul.

Extrativismo mineral: apresenta-se como uma das principais atividades econômicas do continente africano, sendo a base econômica de muitos dos países. Entre os produtos e países de maior destaque, tem-se:

petróleo e gás natural – Congo, Nigéria, Líbia, Argélia, Gabão, Daomé, República de Camarões;
• ouro – África do Sul (primeiro produtor mundial), Zimbábue, Gana, República Democrática do Congo, Botsuana, Gabão;
• diamante – República Democrática do Congo (primeiro produtor mundial), África do Sul, Gana, Botsuana;
• ferro e manganês – Libéria, África do Sul,Mauritânia, Gabão, Gana, Namíbia, Zimbábue , África do Sul , Nigéria;
• urânio – Namíbia (terceiro produtor mundial), Níger (quarto produtor mundial);
• bauxita – Guiné (segundo produtov mundial), África do Sul;
• fosfato – Marrocos, Gabão, Togo;
• cobre – Zâmbia, República Democrática do Congo, Zimbábue, Botsuana (quinto produtor mundial);
•       platina – África do Sul (primeiro produtor mundial);
• titânio – África do Sul (segundo produtor mundial);
• cromo – África do Sul (primeiro produtor mundial), Zimbábue (quarto produtor mundial).

Transportes

Os modais de transporte na África sempre atenderam muito mais aos interesses dos colonizadores que as necessidades dos países do continente. As ferrovias e rodovias construídas no continente africano desde o início do século XX, serviam ao escoamento da produção primária (ligando áreas de produção aos portos de exportação), além de favorecer as conquistas militares europeias propiciando ao colonizador maior controle sobre o território ocupado facilitando a dominação política.

Até por volta de 1930 o meio de transporte de maior destaque na África era o ferroviário. As pouquíssimas rodovias surgiram, em especial, após 1960, cumprindo praticamente as mesmas funções das ferrovias. As maiores malhas rodoviárias se localizam na África do Sul.

Transporte ferroviário: além da pequena extensão ferroviária falta entroncamentos, o que caracteriza um traçado periférico.
Transporte rodoviário: foi construída, em geral, nas áreas litorâneas, devido às necessidades de escoamento de produtos extrativos e da agricultura comercial, também não existem entroncamentos.
Transporte marítimo: muitos dos portos africanos constituem-se paradas obrigatórias para abastecimento de navios internacionais.