Agricultura no Brasil: Estrutura Fundiária, Sistemas Agrícolas, Conflitos pela Terra e Relações de Trabalho


Agricultura no Brasil

A atividade agrícola no Brasil é responsável por aproximadamente 5% do PIB nacional, o que coloca o setor como de grande importância estratégica, sobretudo porque está no topo das exportações, atingindo a casa dos R$ 100 bilhões atuais em faturamento neste quesito.

Sem contar que é responsável pelo abastecimento do mercado interno, mantendo uma enorme cadeia econômica ligada a logística, distribuição e comercialização de alimentos.

Estrutura fundiária e sistemas agrícolas

Historicamente, o Brasil se concentrou na produção de poucos itens voltados para a demanda externa. Durante o Brasil colônia, a estrutura fundiária era voltada para a exportação e o país, durante muito tempo, adotou a mão de obra escrava.

Atualmente, o Brasil conta basicamente com dois tipos de propriedade. Há as grandes propriedades, onde está estabelecido o agronegócio, responsável pela maior parte das exportações, com alta concentração de investimento em tecnologia e cultura intensiva.

Além das grandes propriedades, o Brasil conta, também, devido à intensificação das políticas de crédito, com a chamada “agricultura familiar”, que são propriedades em que também se pratica a agricultura intensiva, mais voltada para o mercado interno e não menos sensível à tecnologia. Os pequenos agricultores são responsáveis por atender cerca de 70% do mercado interno.

Conflitos pela terra

Os conflitos pela terra são um traço histórico do Brasil, onde a propriedade sempre foi concentrada na mão dos chamados coronéis. Aos poucos, o país vem redesenhando essa estrutura, responsável por conflitos sangrentos entre proprietários e agricultores sem terra.

Apesar disso, o conflito ainda está presente. Há uma oferta de trabalho não absorvida, em contraste com propriedades não produtivas.

Relações de trabalho

Por incrível que pareça, a herança da escravidão ainda está presente nas relações de trabalho. Só recentemente foi estabelecida a aposentadoria para o trabalhador rural, mas muitos empregados nas grandes propriedades ainda trabalham em condições estranhas às conquistas civilizatórias dos últimos dois séculos.