Aspectos Econômicos, Industrialização e Características da China e do Japão


República Popular da China

A República Popular da China é o país mais populo­so do mundo, com mais de l bilhão e trezentos milhões de habitantes, concentrados predominantemente nas pla­nícies do leste, motivo pelo qual o governo chinês adotou um programa de limitação da natalidade, propagan­do o ideal de que cada casal tivesse apenas um filho. Atualmente, o crescimento demográfico chinês é de 1,3% e tende a cair ainda mais. A população é predominantemente rural, contu­do, o desenvolvimento industrial vem ocasionando um grande êxodo rural, provocando uma urbanização acen­tuada.

Aspectos Econômicos

A China vem promovendo a abertura de sua econo­mia ao capital privado, mas politicamente o poder conti­nua centralizado e autoritário. Com uma área de aproximadamente nove milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados, a República Popu­lar da China ocupa o terceiro lugar entre os maiores paí­ses do mundo, apresentando grandes contrastes físicos;

A abertura econômica ao Ocidente convive na China atual com um regime de partido único comunista. Entre as mudanças econômicas ocorridas, pode-se destacar a abolição das fazendas coletivas (comunas) na agricultura, que deram lugar às propriedades privadas no campo. No setor industrial houve a permissão de instala­ção de empresas privadas, inicialmente restritas às áreas indicadas pelo governo para recebê-las, as Zonas Econômicas Especiais (ZEE); hoje, a permissão já foi estendida para outras regiões do país.

A China é o país que apresenta o maior crescimento industrial do mundo, mantendo uma taxa da ordem de 10% ao ano. Isso se deve às reformas económicas im­plantadas no país nas últimas décadas, aliando o capital externo às disponibilidades internas, destacando-se a pre­sença de grandes reservas minerais e energéticas; de mão-de-obra abundante, barata e disciplinada, e de um expres­sivo mercado interno.

O sistema chinês, denominado pelo próprio governo socialismo de mercado, vem promovendo cada vez mais a abertura econômica para a economia de mercado. Em no­vembro de 2001, na conferência bianual da OMC, em Doha, no Catar, a China foi aceita como membro dessa importante organização. Com uma área de 372 819 km2, o Japão é formado por um conjunto de aproximadamente 4 000 ilhas, destacan­do-se quatro ilhas principais: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kiushu. O país tem uma população de 128,1 milhões de habitantes, concentrados nas planícies litorâneas, já que o interior é montanhoso, coberto por florestas.

Contando com a maior população e com uma das maiores taxas de crescimento anual do planeta, a Chi­na é um país que convive com a pobreza e o alto de­senvolvimento tecnológico, sob o regime do partido único comunista, que governa desde 1949. Economicamente, a China tornou-se uma econo­mia aberta, mas politicamente continua a ser governa­da por uma ditadura de partido único. Em novembro de 2002, no 16? Congresso do Partido Comunista da China (PCCH) foi anunciada a troca de governo, con­tudo, o povo continua não tendo qualquer participa­ção nessas decisões e o novo governo continua sen­do acusado de violar os direitos humanos.

Japão

Diferente das outras potências econômicas mundiais, o Japão não apresenta importantes reservas minerais, im­portando praticamente todo o petróleo e minérios que consome. Apesar disso, o país é altamente industrializa­do, graças a um grande desenvolvimento tecnológico. Um dos maiores destaques económicos do Japão é a pesca, praticada com avançada tecnologia. Em razão do grande consumo interno de peixe, o Japão desenvolveu a
tecnologia de reproduzir algumas espécies em reservató­rios. O país tem a maior indústria de pesca do mundo, sendo os frutos do mar a base de sua culinária.

Na agricultura, o grande destaque é para a rizicultura, embora somente 16% do território japonês sejam adequa­dos ao plantio. Merece destaque ainda a produção de frutas cítricas e legumes. A produção agrícola japonesa, apesar de altamente produtiva, não atende às necessidades internas da popu­lação.

Indústria japonesa

No século XIX, o Japão ainda apresentava uma es­trutura feudal. O processo industrial teve início no final do século XIX com a Era Meiji, a partir de 1867. O Esta­do foi o principal investidor no processo industrial. As empresas estatais logo foram transferidas, a preços irri­sórios, para as mãos de grupos privados, os zaibatsus, formados por famílias tradicionais. Com o tempo, torna­ram-se verdadeiros monopólios, alcançando notável de­senvolvimento no período compreendido entre as duas guerras mundiais.

Após a Segunda Guerra Mundial, a ampla ajuda fi­nanceira dos Estados Unidos, que precisavam de um ali­ado poderoso naquela região asiática, permitiu a recons­trução da economia japonesa e dos zaibatsus. Além da ajuda americana, o Japão dispunha de nu­merosa mão-de-obra bem formada e barata. Até hoje o Estado japonês investe maciçamente na educação pública de ótima qualidade e na pesquisa tecnológica, além de exercer um papel ativo na conquista de mercados externos e na proteção à indústria nacional.

A partir de 1979, o Japão começou a reorganizar seu espaço industrial, transferindo inúmeras indústrias de base para outros países, principalmente para os atuais tigres asiáticos. Os maiores investimentos industriais passaram a ser feitos nas indústrias de tecnologia de ponta, como eletrônica, informática e robótica, que alcançaram um ex­traordinário desenvolvimento. Embora o governo japonês faça um notável esforço para descentralizar o complexo industrial, existe uma forte concentração, sobretudo nas zonas litorâneas. A região de Tóquio é a mais industrializada. Tóquio, Osaka e Nagóia, além de serem os maiores centros industriais, são também as principais metrópoles do país.

Cidade de Tóquio, centro da megalópole que concentra os polos industriais do Japão e uma das regiões mais adensadas, em termos populacionais, do país. No início dos anos de 1990, a economia japonesa entrou num longo período de crise, intensificada pela cri­se ocorrida nos tigres asiáticos em 1997. Em abril de 2001, assumiu como primeiro-ministro Junichiro Koizumi, prometendo promover privatizações e reformas no sistema financeiro, além de reduzir gastos pú­blicos visando a dinamizar a economia. A desaceleração da economia dos Estados Unidos e o cenário mundial desfavo­rável contribuíram para reduzir as exportações japonesas, motivo pelo qual a crise econômica ainda ronda o país.

Em 2005, após o parlamento rejeitar a proposta para privatização dos correios, o primeiro ministro Koizumi dis­solveu o Congresso dos Representantes e convocou no­vas eleições para setembro. O partido de Koizumi venceu e conquistou 296 cadeiras das 480. Em outubro do mesmo ano, foi aprovada a privatização dos correios. A moderniza­ção da economia japonesa tira o país de um longo período de recessão econômica.