Capital de Giro


Hoje o tema a ser trabalhado nesse artigo é economia, mais especificamente, capital de giro. Assunto importantíssimo para aqueles que têm, ou pretendem, abrir o próprio negócio, então, vamos lá:

De onde surgiu?

A expressão “capital de giro” é uma tradução do inglês Working Capital e designa um tipo de verba, ou, mesmo investimento que tem rápida capacidade de renovação, além de representar “liquidez de operação” para a empresa ou Instituição a qual serve.

Acompanhe o seguinte raciocínio: para que uma empresa obtenha lucro é necessário que ela siga um determinado processo, o qual é baseado em comprar os estoques, então vende-los, comprar novamente, produzir, e por fim, vender, isso de maneira ininterrupta.

Capital

Nessa história toda o capital de giro representa os chamados “bens da empresa”, os quais deverão ser transformados em dinheiro, isso dentro do menor prazo de tempo possível. Afinal, produto parado não traz lucro, não é mesmo?

Outro importante conceito que deve ser estudado junto com ao de capital de giro é o de “passivo circulante”, que nada mais é, se não, toda e qualquer obrigação com relação as contas a pagar.

Funções do capital de giro

Como você deve ter percebido o capital de giro tem extrema importância dentro de um negócio, principalmente, na tomada de decisões, afinal é um conceito presente desde a hora em que a matéria-prima é adquirida, passando pela transformação da mesma, até sua venda já enquanto produto.

O capital de giro é considerado por diversos especialistas parte operacional do sistema de funcionamento de uma empresa. Sendo assim, podemos listar algumas de suas funções:

– Em primeiro lugar saldar as chamadas dívidas de curto prazo (pagamentos fornecedores, taxas de luz e água, por exemplo).

– Também auxiliar para que a empresa possa realizar suas chamadas atividades operacionais – lembra do processo de obtenção de lucro que explicamos acima? – é mais ou menos isso.

– O capital de giro também tem a função de auxiliar o negócio a criar a chamada “riqueza de longo prazo”.

– Por fim, uma de suas atribuições é trabalhar para que a empresa tenha um caixa positivo, sem maiores sustos para os donos do negócio.

Normalmente, o capital de giro é um investimento recebido pela empresa logo no início de suas atividades de produção e venda. Sua função é compor uma espécie de reserva que será utilizada tão logo seja necessário, o nome já diz tudo, é um montante de dinheiro que irá fazer a empresa girar.

Capital de giro líquido: e agora mais essa?

Se você já pensou que estava difícil até aqui espere para ver sobre capital de giro líquido (CGL), outro conceito dentro de capital de giro. O CGL é um tipo de indicador utilizado no mundo dos negócios para verificar como está a relação cliente – empresário – fornecedor.

É medido pelo passivo circulante (financiamentos a curto prazo), menos, o ativo circulante (recursos a curto prazo).

Por meio do capital de giro líquido é possível verificar se a empresa está em equilíbrio com sua lucratividade, por exemplo.

A gestão do capital de giro: como trabalhar?

Já que estamos falando de uma parte tão essencial da empresa é óbvio que sua gestão tem de ser o mais eficiente possível, caso contrário, o empresário estará realizando uma administração ineficiente e, portanto, algumas consequências serão inevitáveis, vamos a algumas delas:

Em um primeiro momento se o capital de giro não for administrado de maneira correta o empresário não terá possibilidades de arcar com as dívidas de curto prazo, aqui já mencionadas. Sendo assim, ele terá de emprestar dinheiro de bancos e financiadoras para custeá-las, porém, o que ocorre em situações como essa é o empreendedor ficar sujeito a negociações que na maioria dos casos não são nada favoráveis a ele, isso resulta em mais e mais dívidas, dessa vez de longo prazo.

Outra importante dica sobre a gestão do capital de giro é a seguinte: quanto menor for o montante de dinheiro, mais riscos o empresário corre, assim, maiores são as chances de o mesmo ficar sem dinheiro para custear suas dívidas básicas. Aqui a regra de ouro é analisar cada parte do sistema operacional de maneira separada, assim será possível avaliar os riscos que a empresa corre e as saídas que ela pode tentar.

Outro importante conselho é com relação a definição dos custos, afinal, quanto mais acertados forem os investimentos em produção, mas fácil será definir metas para o negócio, mas lembre-se nada de “viver na fantasia” essa é a hora de analisar os fatos de maneira real.

Especialistas em economia dão diversas dicas a respeito de como organizar tudo isso e a melhor forma, de acordo com eles, é criar planilhas e tabelas para controle e registro de cada ação tomada na empresa. Entretanto é válido lembrar, nem sempre as regras vão funcionar da mesma maneira para todas as empresas, por isso, empresários não estão a salvo dos chamados cortes orçamentários e tentativas de equilíbrio nas contas.