Demografia, Etnias, Migrações, Urbanização, Agricultura e Pecuária na Europa


DEMOGRAFIA

Com uma população absoluta de 742 milhões de habitantes (2004) e uma densidade demográfica média de 71,7 hab./km2, a população europeia se distribui de maneira irregular.

ÉTNICA

Demografia, Etnias, Migrações, Urbanização, Agricultura e Pecuária na Europa

A Europa constitui um dos espaços geográficos mais antigos em ocupação no mundo e apresenta grande diversidade étnica e cultural que pode ser percebida pelas várias línguas faladas, pelas diversas expressões culturais e religiosas, e pelos distintos sistemas políticos e económicos.
Quase todos os povos europeus são caucasóides (brancos), exceção feita aos lapões, búlgaros, turcos, magiares e finlandeses, de origem mongoloide.
Dentre os vários grupos étnicos três se destacam dos demais: os Atlanto-Mediterrãneos (latinos) representados pelos portugueses, espanhóis, franceses, italianos e romenos; os Germanos, destacando os alemães, os ingleses (anglo-saxões), suecos, noruegueses e finlandeses que são os nórdicos; e os Eslavos (polacos), que são os russos, poloneses, ucranianos etc.

Atualmente um dos problemas fundamentais da Europa é a dificuldade no tratamento das minorias étnicas. Os ciganos e os bascos, entre outros, estão entre eles. Vivem na Europa atualmente cerca de 10 milhões de ciganos de origem muito antiga e constitui o mais populoso grupo minoritário do continente, mas que não lutam por território, por se julgarem “cidadãos do mundo”. Já os bascos, uma das mais antigas culturas do continente ocupam parte da França e da Espanha, reivindicam o reconhecimento oficial de sua independência e lutam através de uma organização denominada ETA {Pátria Basca e Liberdade) que leva a frente essa reivindicação utilizando inclusive a violência e tem em sua história várias ações violentas como o terrorismo.
 
As áreas mais povoadas localizam-se nas regiões industriais, portuárias e nas grandes cidades, como as do vale do Reno, da região de Paris, do norte da Itália, da Inglaterra, da Holanda e da Bélgica (noroeste europeu). Já as áreas menos densas são: o extremo norte com os climas polar e subpolar e a região alpina devido ao relevo acidentado e o clima muito frio.

•        Países de maior densidade demográfica: Holanda com 390,1 hab/km2, Bélgica com 337,5 hab/km2, Reino Unido com 243,3 hab/km2, Alemanha com 231,2 hab/km2 e Itália com 190 hab/km2. Existem também os microestados como Mônaco e Malta com 16.410 hab/km2 e 1.254,7 hab/km2, respectivamente.
•        Países de maior população total: Entre os países de maiores populações absolutas da Europa (dados de 2004), se destacam a Rússia (parte europeia) com cerca de 114 milhões de habitantes, Alemanha com 82,5 milhões, França com 60,4 milhões, Reino Unido com 59,4 milhões e Itália com 57,3 milhões.

MIGRAÇÕES

A Europa sempre se caracterizou como um dos continentes de maior mobilidade migratória. Até a primeira metade do século XX, os movimentos se faziam para fora do continente (emigração), a partir da década de 1950, com a reconstrução europeia e o surgimento do MCE, o movimento inverteu (imigração). Muitos africanos, asiáticos e latinos, bem como europeus que havia emigrado foram em busca dos empregos, servindo como mão-de-obra, principalmente em serviços desqualificados. Mesmo os europeus mais pobres, como os italianos (do Mezogiorno), portugueses, espanhóis e gregos foram em direção aos países mais desenvolvidos -como a França, Alemanha, Inglaterra – à procura de emprego.

Imigração – Europa

Existem cerca de três milhões de imigrantes ilegais nos países da Europa Ocidental. Na Alemanha, o pais que mais recebe imigrantes, dos sete milhões_ de estrangeiros, um milhão está na ilegalidade. Com as oscilantes crises econômicas a partir de 1973 (crise do petróleo) e o aumento do desemprego, esses imigrantes passaram a se tornar uma preocupação, pois ao competir com o trabalhador nativo passa a criar conflitos. Tal situação se agrava mais a partir do final do início da década de 1990 com a decadência do Socialismo e consequente migração do leste europeu em direção aos países mais industrializados da Europa Ocidental (ver mapa acima). Essa forte onda migratória tem gerado uma grave onda de xenofobia.

URBANIZAÇÃO

A Europa é o continente mais urbanizado do mundo, com média superior a 75%, e a explicação reside na sua longa tradição comercial e industrial, afinal foi ali que se deu a Revolução Industrial. Muito embora, o grau de urbanização seja desigual: nos Países Baixos supera os 95% da população; mas na Romênia ou na Albânia mal atinge a metade desse número. Mais de 40 cidades ultrapassam um milhão de habitantes. Entre os países mais urbanizados estão a Bélgica com 97%, Reino Unido com 89% e Suécia com 83%. Quanto aos principais centros urbanos destacam-se os aglomerados urbanos de Paris com cerca de 9,5 milhões, Moscou com 8,4 milhões e Londres com 7,2 milhões.

O euro: a moeda de mais de 310 milhões de pessoas

O continente europeu é considerado desenvolvido muito embora existam muitas disparidades econômicas entre seus países membros. A raiz desse desenvolvimento decorre do colonialismo que muito contribuiu para que a Europa se destacasse no comércio mundial e chegasse a Revolução Industrial, transformando o modo de produção de todo o planeta.

Para quem imagina que na Europa prevaleça a grande empresa com característica à mundialização se engana. As pequenas empresas constituem a espinha dorsal da economia, operam em todas as áreas e é uma fonte de empregos, de novas ideias e de competências. E, como o principal desafio que a União Europeia tem pela frente é promover o crescimento econômico e criar emprego, de forma a que os seus cidadãos possam manter a qualidade de vida e o continente possa progredir face à concorrência mundial é que a Comissão Europeia promove políticas específicas para ajudar a criar o ambiente adequado para estas empresas se desenvolverem e incentivar outras a seguirem o mesmo caminho procurando inserir o princípio “pensar primeiro em pequena escala” em todas as políticas nacionais e da UE.

Agricultura

A agricultura europeia se apresenta intensiva, decorrência da escassez e do alto custo da terra exigindo elevado nível técnico, grande número de tratores, implementos, adubos e inseticidas. Como forma de uso da terra destaca-se a rotação de culturas e a irrigação associada à pecuária. Os pôlderes, na Holanda e na Bélgica; o terraceamento na região mediterrânea; a jardinagem nas áreas densamente povoadas são alguns exemplos da moderna agricultura praticada na Europa. Dentre os produtos mais importantes destacam-se:

•            Trigo: principal produto da agricultura europeia é cultivado em solos ricos e tem como seus maiores produtores a Rússia, a Ucrânia e a França.
•            Centeio: é o grande substituto do trigo em locais mais frios ou de solos mais pobres.
•            Cevada: usada na fabricação de bebidas. Seus maiores produtores são: França e Reino Unido.
•            Batata: tradicional base alimentar, sua maior produção está na Alemanha e França.
•            Oliveiras e Videiras: agricultura cultivada em terraços na região mediterrânea, alimentando mimportante indústria de vinho e azeite em Portugal, França, Itália e Espanha.
•            Beterraba: cultivado em quase toda a Europa. Sua finalidade é a fabricação do açúcar, tendo como seus maiores produtores a França, Rússia e a Ucrânia.

Pecuária

Também a pecuária, devido à pequena extensão territorial, é praticada de maneira intensiva e com rigorosa seleção de raças. Como forma de potencializar a atividade os criadores europeus passaram a alimentar os gados bovino e ovino (animais herbívoros) com ração animal (ossos, vísceras e sangue dos próprios animais), caracterizando literalmente um “canibalismo”. Esse procedimento provavelmente é o responsável pela grave doença conhecida como “mal da vaca louca” que atingiu os rebanhos de vários países, principalmente do Reino Unido causando o extermínio de milhões de cabeças e ainda, por medo de contaminação, ocorreu uma diminuição drástica do consumo de carne em toda a Europa. Por outro lado países exportadores de carne e tecnicamente isentos dessa doença acabaram ganhando importantes mercados. Os principais rebanhos são:

•            Bovinos: criados principalmente nas áreas de clima temperado oceânico, de maneira intensiva, visando a produção leiteira. São destaques nessa criação: a Dinamarca, Suíça, Holanda e França. Já nos rebanhos para corte destacam-se a Rússia o Reino Unido e a Espanha.
•            Ovinos: Criados em áreas de relevo escarpado ou de cfíma pouco propício para a agricultura, sendo seus principais criadores a França, Espanha, Inglaterra e Irlanda.
•            Suínos: Criados de forma intensiva, especialmente na Alemanha, considerado o quinto produtor mundial.