Desemprego, um problema mundial – As condições de vida da população


Atualmente, a população mundial é de aproximadamente 8 bilhões de habitantes. Porém, estas pessoas não estão igualmente distribuídas pelo globo.

Nos primeiros séculos depois de Cristo, a população mundial atingia o patamar dos 250 milhões de habitantes, atualmente são mais de 8 bilhões. No geral, este aumento representa a capacidade do homem de criar técnicas melhorando suas possibilidades de sobrevivência e perpetuação da espécie.

O desenvolvimento técnico envolve, entre outros fatores, a melhoria das condições de higiene, a garantia de uma maior produção de alimentos e os avanços da medicina. No entanto, não podemos continuar a afirmar que estas conquistas foram feitas pelo homem, em geral, uma vez que não são todos os seres humanos que têm o mesmo acesso a tais benefícios, apesar de todos colaborarem de uma forma ou de outra para que eles existam.

As condições de vida da população

Dentro de sociedades hierarquizadas, seja pela política ou pela propriedade privada, os seres humanos têm diferentes papeis sociais, eles participam de forma diversa do conjunto da sociedade. A divisão do trabalho, interna aos países ou entre eles, produz também a divisão não igualitária dos produtos destes trabalhos. Sendo assim, o desenvolvimento técnico, produzido pelo conjunto da sociedade, é apropriado mais por uns que por outros.

Esta apropriação diferenciada dos bens e dos serviços, assim como a garantia diferenciada de direitos aos cidadãos de cada país ou classe social, cria também diferenças nas condições de vida das pessoas. É preciso destacar que é muito difícil definir exatamente quais são os elementos necessários à melhoria da qualidade de vida de uma população. Até porque a ideia de qualidade de vida é, até certo ponto, bastante relativa. Porém, podemos definir duas ordens de coisas necessárias a uma vida melhor. Primeiramente aquelas que propiciam às pessoas uma melhor manutenção do corpo, como saúde e alimentação, mas também aquelas que são necessárias a uma boa qualidade de vida dentro do tipo de sociedade em que vivemos, como a educação e o trabalho.

Alimentação e saúde

O mais certo em termos de necessidades a uma boa qualidade de vida é que os seres humanos precisam se alimentar, o melhor possível, não só em quantidade, mas também em qualidade. O avanço das técnicas agrícolas vem contribuindo muito para que isso aconteça, no entanto, existe quase um bilhão de pessoas sofrendo de desnutrição crônica no mundo. Ao mesmo tempo, por incrível que pareça, muitas fontes demonstram que não há falta de alimentos. Isto é, o problema não é exatamente a produção insuficiente, mas sim a distribuição inadequada.

As causas da fome são diversas. Primeiramente é preciso lembrar que a comida produzida em uma economia de mercado é também uma mercadoria, isto é, ninguém produz alimentos para serem doados, mas apenas para serem vendidos. Desta forma, a concentração de renda e de terra em muitos países da periferia da economia mundial é um dos principais fatores que levam à permanência da fome.

A instabilidade política é o fator que mais agrava o problema na África. Com o continente imerso em inúmeras guerras civis, heranças de uma colonização europeia que desestruturou as sociedades tradicionais locais, muitos africanos permanecem sob o estigma da subnutrição.

A saúde de uma população depende da conjunção de diversos fatores, entre eles uma alimentação adequada, um bom sistema de saúde acessível à população mais carente e uma boa estrutura de saneamento básico.

A alimentação adequada não se restringe ao acesso a alimentos, o que já é um problema para mais de 800 milhões de pessoas no mundo, mas vai além. Uma quantidade balanceada, que proporcione as quantidades mínimas de calorias, vitaminas e outros nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo não é acessível a quase metade da população mundial.

Em países periféricos ou semiperiféricos, além da subnutrição crônica, a falta de uma alimentação adequada é uma consequência de economias que ainda se sustentam sobre a mão de obra barata de seus trabalhadores. A alimentação básica, necessária à manutenção dos trabalhadores é atingida em muitos países da América Latina e Ásia, mas isso não garante que estas pessoas que vivem de magras cestas básicas, estejam realmente se alimentando de uma forma a colaborar com a melhoria do nível de saúde pública no país.

Quando ao sistema de saúde, temos uma situação que é mais claramente problemática. O baixo nível de investimentos públicos dos países pobres em bons equipamentos, profissionais competentes e suficientes à população e leitos de hospitais que atendam à demanda, provoca uma baixíssima condição de saúde.

O pior é que nem mesmo problemas fundamentais como, o saneamento básico, podem se dizer solucionados na maioria dos países do mundo todo. A falta de um adequado tratamento de esgoto e de água, acaba provocando a proliferação de doenças que já estão erradicadas em países ricos, como a febre amarela e a malária.