Energia Nuclear no Brasil


Vários são os problemas que dificultam o aumento da exploração do Carvão Mineral:
1)         depósitos relativamente pequenos;
2)         pequena espessura dos horizontes carboníferos, dificultando a exploração;
3)         baixa qualidade do carvão, produzindo até 18% de cinzas;
4)         baixo nível técnico das minas e equipamentos deficientes, encarecendo o produto;
5)         distância dos depósitos em relação aos centros consumidores;
6)      alto custo dos transportes.

Energia Nuclear no Brasil

Xisto (folhelho pirobetuminoso)

De acordo com estatísticas da ONU, o Brasil possui, referente a essas rochas, recursos equivalentes a 842 milhões de barris de petróleo, o que lhe confere o 2° lugar no mundo, superado somente pelos Estados Unidos. O folhelho pirobetuminoso pode ser tratado termicamente e produzir um óleo cru sintético, que processado em uma refinaria convencional fornece derivados idênticos aos obtidos do petróleo extraído através de poços.
Apesar de se encontrar o xisto em grande parte do país, as maiores reservas estão localizadas na formação Iratí, principalmente na região de São Mateus do Sul (PR). Nessa localidade, a Petrobrás instalou uma usina experimental de extração de óleo a partir do xisto, com a finalidade de desenvolver tecnologia na extração de uma fonte de energia disponível no país. Embora a tecnologia tenha sido desenvolvida (Petrosix), o custo elevado de produção e os danos ambientais são ainda fatores que dificultam sua expansão.

Energia nuclear

As usinas termonucleares produzem eletricidade utilizando como fonte de energia o urânio enriquecido. O urânio é um mineral metálico encontrado na composição de vários minerais e possui elevada radioatividade.

•        associado a rochas alcalinas em Poços de Caldas (MG) e Quadrilátero Ferrífero; terrenos de formação pré-cambriana no sul da Bahia; reservas de fosfato natural em Pernambuco; áreas com depósitos de carvão mineral no Paraná;
•        províncias rochosas no Tocantins; Serra de Itatiaia, no Ceará, onde se encontram as principais jazidas pelo elevado teor do minério U 238.

Apesar de o Brasil contar com um elevado potencial hídrico e pouco explorado, no final da década de 1960, o governo brasileiro começou a definir o Programa Nuclear Brasileiro sob o pretexto de que faltaria energia elétrica no país por volta do ano 2000. Assim, em 1974 foi criada a NUCLEBRÁS (Empresas Nucleares Brasileiras S.A), com a finalidade de desenvolver e pesquisar a lavra de jazidas de minérios radiativos e implantar usinas nucleares para a produção de eletricidade. A tecnologia desse projeto foi importada da República Federal Alemã e foram planejadas para utilizar urânio enriquecido como combustível, cujas reservas brasileiras podem suprir as necessidades do país por tempo indeterminado.

O Brasil possui usinas termonucleares no litoral do estado do Rio de Janeiro, em Angra dos Re/s (Angra I e Angra II), complementando, assim, a produção de eletricidade no país. Prevê-se ainda o aproveitamento da geração de Angra 3 a partir de 2009, embora a construção dessa usina continua parada.

As usinas que produzem a energia nuclear são muito eficientes, porém são também muito perigosas. Acidentes com esse tipo de usina geralmente transforma-se em tragédias como foram os casos da usina norte-americana de Three Milles Island, na Pensilvânia em 1979 e o da usina ucraniana de Chernobyl, em 1986 que resultou em 31 mortes imediatas e milhares de feridos, bem como a possibilidade de ocorrência, devido à contaminação radioativa, de cerca de l milhão de casos de câncer ou leucemia nos 20 anos seguintes. Pode-se contabilizar ainda a contaminação dos solos, pastagens e lavouras de uma enorme região e como consequência disso mais doenças e mortes.

Em razão disso tudo e somado a riqueza de outras matrizes energéticas o programa nuclear brasileiro tem sido extremamente criticado por técnicos e parcelas da população, situação que se agrava em função do não-cumprimento de nenhuma das metas de construção das usinas. Pretendia-se que em 1990, já estivessem construídas e em funcionamento, as usinas Angra I, Angra II e Angra III -Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto; contudo, Angra I tem apresentado constantes falhas de funcionamento, a construção de Angra II sofreu grandes atrasos e provocou problemas geológicos e as obras de Angra III está muito atrasada. Nenhum projeto desenvolvido no país mereceu tantas críticas. Entre as principais destacam-se:

a alegação de esgotamento dos recursos hídricos, em curto prazo, no Brasil, não se sustenta. Pois a potência hidráulica brasileira é da ordem de 260 milhões de KW, e o setor de transmissão vem alcançando avançadas evoluções tecnológicas, sem contar que menos de 30% desse potencial foi até agora utilizado;

a área escolhida para instalação das Usinas de Angra dos Reis, exigiu gigantescas obras de estaqueamento, uma vez que o terreno não era firme o suficiente, inclusive com a existência de uma falha geológica;

elevado custo do programa (bilhões de dólares), captado no exterior a custos elevados, implicando em tarifas elevadas, em função dos custos financeiros.

Por fim fica uma questão: O Brasil um país com as características de seu quadro físico, suas enormes e até mesmo desconhecidas potencialidades necessita realmente desse tipo de energia?