Estação Espacial Internacional


A Estação Espacial Internacional, cuja sigla é EEI (em inglês ISS – International Space Station), é um laboratório espacial completo que se encontra na órbita da Terra. A construção da EEI começou em 1998 e só terminou em 2011. A princípio, o objetivo principal da EEI era monitorar o nosso planeta e oferecer um laboratório para a realização de experimentos em um ambiente de micro gravidade. Mas ultimamente ela tem servido para o suporte de viagens espaciais longas. A estação pode abrigar uma tripulação de 6 pessoas e já foi visitada por astronautas e turistas espaciais de diversos países, incluindo o Brasil, caso do astronauta Marcos Pontes.

Estação espacial internacional

O projeto é uma colaboração de 16 nações através de seus órgãos espaciais:

  • Estados Unidos da América – NASA
  • Rússia – ROSKOSMOS
  • Japão – JAXA
  • Canadá – CSA
  • Países Europeus (Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Noruega, Suécia, Suíça, Países Baixos, Portugal e Reino Unido) – ESA

O Brasil colaborou no início do projeto, mas acabou sendo excluído em 2007 por não ter conseguido financiar o módulo EXPRESS, pelo qual tinha ficado responsável.

A EEI pode ser vista a olho nu, pois se encontra numa orbita baixa da Terra, entre 340 km e 353 km. A estação realiza 15,77 órbitas por dia, viajando a uma velocidade de 27.700 km/h. Seu peso é de 420 toneladas, o que obrigou os países a fazerem uma construção passo a passo, como um quebra-cabeça. Suas dimensões impossibilitavam uma montagem na Terra, tornando impossível o envio da estação pronta ao espaço. A solução foi enviar peça a peça por foguetes para a construção em órbita. Por isso, foram necessárias mais de 40 viagens para ficar a estação ficar pronta.

Como funciona a Estação Espacial Internacional

Para os tripulantes dos ônibus espaciais poderem entrar na EEI, a nave precisa ser “encaixada” na estação. Os astronautas, então, passam por uma cabine na qual acontece a despressurização. Dentro dela são guardados os trajes espaciais, que eles devem retirar para adentrar na EEI.

Na maior parte das vezes os astronautas ficam dentro da estação instalando peças que trouxeram da Terra. Não há cama na EEI, e eles precisam dormir em sacos que se posicionam verticalmente. E embora pareça desconfortável, o corpo não sente nenhuma diferença devido à falta de gravidade. Os astronautas comem comidas desidratadas e enlatadas, pois não existe geladeira. Também não há nenhuma cozinha para a preparação de alimentos, somente uma mesa especial que evita que talheres flutuem. Os suprimentos, atualmente, são armazenados em uma parte da estação chamada de FGB (que significa Functional Cargo Block). Foi o primeiro componente da EEI a ser enviada para o espaço, e a princípio essa parte era utilizada para mudar a posição da plataforma no espaço.

A energia da estação é fornecida por oito painéis solares que medem 35 metros cada e possuem 32 mil células solares. A energia total enviada para a Estação Espacial Internacional é de 84 KW, o que pode abastecer cerca de 40 casas.

As necessidades fisiológicas são realizadas de maneira muito diferente. Os astronautas utilizam um banheiro que possui um pequeno buraco para as fezes e uma mangueira com extremidades largas para a urina. O cuidado com o corpo deve ser um dos focos dos tripulantes. Eles precisam se exercitar diariamente para não ficarem com os ossos e músculos danificados. Isso acontece porque o corpo não precisa fazer nenhum esforço na falta de gravidade. Para restaurar a perda de densidade óssea, os astronautas possuem equipamentos que lhes ajudam a se manter saudáveis.

Laboratórios da EEI

A Estação Espacial Internacional conta com três laboratórios, um americano, um europeu e um japonês. Institutos de todo o mundo enviam experimentos para serem realizados neles. O Brasil já enviou oito pesquisas para serem experimentadas.

O laboratório Destiny é o módulo principal americano na estação e é utilizado para pesquisas gerais. O maior laboratório é o japonês, cujo nome é Kibo. Nele são realizadas as experiências que envolvem micro gravidade e radiação cósmica, já que possui um Módulo Pressurizado. O Kibo também é utilizado como observatório e para a medição de dados astronômicos.

O laboratório europeu se chama Colombus e foi criado pela Agência Espacial Europeia para a realização de pesquisas gerais, e principalmente aquelas voltadas para a área de biologia, biomedicina e física de fluídos. O objetivo dos países é expandir o laboratório para que no futuro sejam realizados experimentos em cosmologia e física quântica.

As experiências que não utilizam gravidade são feitas em uma área aberta da estação. Os experimentos ficam presos numa plataforma desse complexo exposto. A criação dessa estrutura ficou sob responsabilidade do Brasil, mas o país não conseguiu construí-la a tempo. Então uma empresa americana foi contrata para fazê-la em um tempo curto.

Quando estão trabalhando, os astronautas precisam estar presos. Isso porque ao utilizarem as ferramentas (como, por exemplo, a chave inglesa), eles podem girar junto com elas devido à falta de gravidade. Os astronautas também precisam cuidar para que nenhuma peça saia voando pelo espaço.