Estrutura Interna da Terra e Placas Tectônicas: Manto, Crosta, Sima e Sial


Camadas

Várias são as formas de dividir e estudar as camadas internas do planeta. A mais utilizada é a de John Gribbih, que se segue: É a porção central da Terra, também denominada NIFE, por ser constituída de compostos de ferro e níquel, com algum enxofre e silício dissolvidos.

Manto: É a camada intermediária entre o núcleo e a crosta, podendo ser subdividido em manto inferior, zona de tran­sição, manto superior e astenosfera no sentido do núcleo para a crosta.

Estrutura Interna da Terra

Sima: Denominado dessa maneira devido aos seus princi­pais elementos formadores – silício e magnésio -, consti­tui a crosta inferior e apresenta espessura de até 100 km.

Sial: Denominado dessa maneira devido aos seus princi­pais elementos formadores – silício e alumínio -, consti­tui a crosta superior e apresenta espessura de até 25 km. O Sial é constituído de solo e subsolo.

A terra roxa é um solo laterítico muito fértil quando virgem, oriundo da decomposição de basaltos e diabásios em climas tropicais úmidos. Aparece no Planalto Arenito-Basáltico (planaltos e chapadas da Bacia do Paraná), nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e norte do Paraná, onde estimulou a cafeicultura.

Solo Aluvial

É o solo formado de sedimentos transportados de outros locais ou seja, a rocha matriz não está subjacente. Exemplo: solo de massapé. O solo de massapé é a denominação no Nordeste para designar solos pretos, argilosos e calcíferos. O massapé é um solo fértil e foi um dos principais fatores para o desenvolvimento da cana-de-açúcar na Zona da Mata (faixa da Planície Litorânea do Nordeste).

Demais horizontes

A partir daí, o afastamento das placas foi evoluindo até a configuração atual. Os demais horizontes podem variar de coloração, textura e composição de acordo com vários aspectos, sendo o horizonte mais profundo o mais semelhante à rocha matriz subjacente. Correspondem a forças que atuam no interior ou abaixo da crosta terrestre. Os agentes internos são: vulcanismo, tectonismo e abalos sísmicos. Normalmente, estudam-se esses agentes de manei­ra isolada, mas não se pode ignorar o fato de que tais agentes são apenas manifestações da dinâmica interna e inter-relacionados intrinsecamente, através das movi­mentações das Placas Continentais.

Tectônica das Placas

A Teoria da Tectônica das Placas é recente e produ­to de um longo período de pesquisas para explicar a di­nâmica interna da Terra.

A Teoria da Tectônica das Raças

Até o início do Jurássico (aproximadamente 180 mi­lhões de anos), as placas, que compõem a crosta, en­contravam-se reunidas em um único continente denominado de Pangéia, envolto por um único e irregu­lar oceano, chamado de Pantalassa, que seria o esboço anterior do atual Oceano Pacífico. Devido ao calor e à pressão das camadas internas, a crosta está sujeita a deformações e destacam-se os se­guintes elementos:

Astenosfera: Parte superior do manto onde ocorrem os movimen­tos que deslocam as placas tectônicas.
Correntes de Convenção: Denominação dada ao deslocamento de materiais que ocorre na astenosfera, determinando o arrasto das placas à velocidades de 6 cm/ano.
Áreas de Adução: Áreas de afastamento das placas onde ocorre inten­sa atividade vulcânica. Nessas áreas, o magma que está sob pressão no manto é constantemente expelido.
Dorsais Oceânicas: Grandes cadeias de montanhas submarinas que ocorrem nas áreas de adução. Estas concepções evidenciam que os fundos oceâni­cos são recentes e estão em constante processo de ex­pansão.

Subducção

Locais em que as placas se chocam, com a mais densa mergulhando sobre a menos densa até sofrer fu­são e se incorporar ao material do manto.
Pontos de saída do magma em estado sólido, líquido ou gasoso, devido a gigantescas pressões que ocorrem no interior da crosta terrestre.
Várias são as formas de vulcanismo: até a Era Mesozoica, predominou o vulcanismo de área, com gigantes­cos derrames que recobriam enormes superfícies, como aconteceu no Brasil (Planalto Arenito-Basáltico); no iní­cio da Cenozóica, predominou o vulcanismo de fissura ou linear com as lavas fluindo de enormes fraturas, como se verificou na Islândia; e modernamente predomina o vulcanismo de cratera ou central, através de poucos pon­tos de saída da lava.

Os indícios geológicos apontam para uma provável redução das atividades vulcânicas no Cenozóico. Na atualidade, existem aproximadamente 450 vulcões em atividade, concentrados principalmente nas bordas das Placas Tectônicas, em dobramentos terciários, e particu­larmente no Círculo de Fogo do Pacífico, que contorna o oceano de mesmo nome.