Europa Ocidental: Alemanha, França, Itália e Reino Unido


Europa Ocidental

O continente europeu é formado por 49 países, dois dos quais (a Rússia e a Turquia) têm partes do seu território na Ásia. No caso da Turquia, só 3% aproximadamente pertencem à europeia. Tradicionalmente, estudava-se a Europa dividindo-a em Europa Setentrional, Norte-Ocidental, Central e Meridional. A classificação mais utilizada atualmente é a que divide o continente em duas regiões distintas: Europa Ocidental e Europa Oriental.

Europa Ocidental

A Europa Ocidental é formada pelos países que praticam a economia de mercado (capitalismo), o que ocorria mesmo durante o período da Guerra Fria, ao passo que a Europa Oriental é constituída pelos países que praticavam a economia planificada (comunismo), passando à economia de mercado após a derrocada do comunismo e o fim da economia planificada. Embora os países da Europa Ocidental façam parte do grupo dos países desenvolvidos, existem diferenças acentua­das nos aspectos sociais e econômicos das diversas nações. A distribuição do PIB, no continente europeu, é importante para entender melhor as diferenças ali existentes.

Países

Alemanha

Após a derrota na Segunda Guerra Mundial, a Ale­manha foi dividida em quatro áreas de ocupação pelo Tratado de Potsdam. Berlim, a capital, embora dentro do território ocupado pelos soviéticos, ficou dividida em Berlim Ocidental, sob o controle da RFA, e Berlim Oriental, mantida como capi­tal da RDA.

O Muro de Berlim, que, por quase trinta anos, simbo­lizou a Guerra Fria, foi construído em 1961, com o objetivo de evitar o fluxo migratório da Alemanha Oriental para a Ocidental, mais atraente do ponto de vista econômico. Com a abertura política ocorrida no Leste Europeu, permitida pela reestruturação da União Soviética, o dese­jo da maioria do povo alemão foi concretizado: em no­vembro de 1989, caiu finalmente o Muro de Berlim. A unificação das duas Alemanhas ocorreu em outu­bro de 1990.

Alemanha hoje

•         Área – 356 733 km2.
•         População – 82,5 milhões de habitantes.
•         Densidade demográfica – 231 hab./km2.
•         Moeda – Euro.
•         Renda per capita – U$ 25 120,00.
•         Regime de governo – república parlamentarista.

A unificação deixou marcas na poderosa economia alemã. Em 1990, a inflação chegou a 5% ao ano, com dé­ficit da balança comercial, o que há muito tempo não ocor­ria mais nesse país. Os gastos imensos com a reestruturação da ex-Alemanha Oriental desaceleraram o crescimento econômico. As desigualdades sociais ainda não estão resolvidas, pois a população da parte leste ainda não atingiu o mes­mo nível econômico da parte oeste.
O parque industrial alemão tem alcance mundial atra­vés de suas transnacionais, como Volkswagen, Audi e Daimler-Benz, no setor automobilístico; Krupp e Mannesman, no siderúrgico; Siemens e Telefunken, no eletroeletrônico; Bayer e Basf, no químico.

A região dos vales do Rio Reno e do Ruhr, por causa das reservas de carvão e da boa navegabilidade, apre­senta a maior concentração industrial da Alemanha, ten­do passado por uma verdadeira transformação industrial. De tradicional centro da indústria siderúrgica, passou a representar um grande centro da indústria eletroeletrônica e de biotecnologia. Diversos outros polos industriais merecem destaque, conforme pode ser observado no mapa a seguir.

A automação, fruto do desenvolvimento tecnológi­co, e a reunificação fizeram surgir na Alemanha um ele­vado índice de desemprego acentuando o racismo e o preconceito contra os imigrantes vindos do mundo sub­desenvolvido (xenofobia). É frequente a ação de gru­pos racistas e neonazistas contra os imigrantes turcos e de outras nações que ali se encontram.

Em março de 2002, o parlamento aprovou uma lei de imigração que favorece a entrada de estrangeiros altamente qualificados e adota normas severas contra a imigração ilegal. Em maio de 2001, foi inaugurado o prédio da chan­celaria alemã, em Berlim, encerrando a fase de trans­ferência da capital, de Bonn para Berlim, iniciado em 1991.

A coalizão SPD (Partido Social-Democrata) – Partido Verde, ocorrida em setembro de 2002, reelegeu para o cargo de chanceler o líder social-democrata Gerhard Schrõder. Uma das bases de sua campanha foi o fato de o governo alemão não ter apoiado a invasão do Iraque. Em 2006, contudo, assumiu o car­go de chanceler Angela Merckel, prometendo pôr fim à estagnação econômica. A flexibilização das leis tra­balhistas é uma das necessidades ^>ara dinamizar a economia da Alemanha. Maciços investimentos alemães estão sendo fei­tos no Leste Europeu, no antigo bloco socialista; Ber­lim é a metrópole que interliga oeste e leste europeu.

França

Com uma área de 543 965 km2, posição geográfica pri­vilegiada e uma população de 60 milhões de habitantes, a França é considerada uma das potências econômicas da Europa e do mundo. Por sua grande extensão territorial e condições físi­cas favoráveis, representa o maior produtor agrícola da Europa Ocidental, com uma agricultura moderna e de alta produtividade.

Os grandes destaques industriais da França são as indústrias automobilísticas, aeroespaciais, de telecomu­nicações e de biotecnologia. Paris continua concentrando grande parte do desen­volvimento industrial. Contudo, desde a década de 1960, o governo vem adotando uma política de descentralização econômica do território francês.

Uma atividade que merece destaque especial na Fran­ça é o turismo. O país recebe 70 milhões de visitantes por ano, que procuram principalmente a cidade de Paris, con­siderada um grande centro cultural da Europa.

Itália

Localizada no sul da Europa, a Itália é cortada pela Cordilheira dos Alpes, no norte, e pelos Apeninos, no sentido centro-sul. Essas cadeias montanhosas são se­paradas pelo Vale do Rio Pó. Com uma população de 58,1 milhões de habitantes, está entre os dez maiores PIBs do mundo, sendo marcada por diferenças entre o norte e o sul do país, embora o governo italiano venha concentrando grandes investimen­tos para diminuir essa diferença, responsável por estimu­lar movimentos separatistas dentro do país.

A Planície do Pó apresenta uma agricultura moderna, graças a uma reforma agrária consistente. Nela se localiza o grande parque industrial do país. Milão, na Lombardia, e Turim, no Piemonte, são os grandes desta­ques, do setor alimentício ao automobilístico (Fiat), pas­sando pelo químico e de pneumáticos (Pirelli). Não se pode esquecer também de Génova, na Ligúria, principal porto da região, com indústrias siderúrgicas e petroquímicas.
No sul, o maior destaque é Nápoles, que dispõe de uma indústria diversificada, com ênfase para o setor de construção naval. O turismo é uma importante fonte de renda, pois a Itália recebe 35 milhões de turistas anualmente.

Reino Unido

Agrupa os três países que ocupam a Ilha da Grã-Bretanha: Inglaterra, País de Gales e Escócia, além da Irlanda do Norte. Berço da Revolução Industrial, o Reino Unido manteve, até meados do século XX, um dos maiores impérios da história, mantendo ainda relações estrei­tas com suas ex-colônias por meio da Comunidade Britânica das Nações (Commonwealth).

As grandes descobertas de novas jazidas de gás natural e petróleo no Mar do Norte e no nordeste da Irlanda substituíram com eficiência sua antiga fonte de energia, o carvão, responsável pelo início da Re­volução Industrial. Londres, localizada na margem do Rio Tamisa, continua sendo o grande centro industrial, financei­ro, comercial e portuário do Reino Unido, onde se localizam os setores da indústria mecânica (automó­veis, navios e aviões).

Liverpool e Birmingham, na Inglaterra, são impor­tantes centros industriais. Cardiff, no País de Gales, Belfast, na Irlanda do Norte e Glasgow, na Escócia, destacam-se nos setores mecânico, siderúrgico e quí­mico. Tradicional aliado dos Estados Unidos, o Reino Unido os apoiou novamente na invasão do Iraque ocorrida em 2003. O primeiro-ministro Toni Blair en­frentou forte oposição do Partido Trabalhista, que lhe dá sustentação no poder. Apesar da oposição, Toni Blair manteve a coalizão anglo-americana.