Expansão Urbana, Formas de aglomeração e Origem das Cidades: Problemas e Desafios


Rede urbana e formas de aglomeração

Rede urbana é um sistema integrado de cidades, no qual os centros maiores exercem influência econômica, cultural e política sobre os menores.
Nos países desenvolvidos, as redes urbanas ficam bem caracterizadas. Em vários países subdesenvolvidos esse processo está em formação, pois uma rede urbana exige não apenas um grande número de cidades e popu­lação urbana, mas também eficiente sistema de transpor­tes e um intrincado fluxo de pessoas e mercadorias.

Expansão Urbana

Para entender o processo de urbanização é necessá­rio compreender alguns conceitos como conurubação, metrópole, região metropolitana e megalópole.
•         Conurbação – fusão espontânea de duas ou mais cidades próximas em razão do crescimento de seus sítios urbanos. São exemplos de conurbação:
Curitiba e São José dos Pinhais no Paraná e re­gião do ABCD, em São Paulo.
•         Metrópole (“cidade-mãe”) – cidade que detém os melhores equipamentos urbanos de uma gran­de região ou de um país.
•         Região metropolitana – espaço urbanizado e in­tegrado física e funcionalmente a uma metrópo­le, como é o caso da Grande São Paulo, com seus
municípios integrados.

Megalópole – conjunto de metrópoles interligadas. Um exemplo de megalópole é a região que vai de Boston a Washington, cujo centro é Nova York.
Metrópoles globais ou mundiais

Nas metrópoles globais, existe uma hierarquia que não está relacionada ao número de habitantes, mas à maior ou menor influência exercida no planeta, por isso muitas megacidades de países subdesenvolvidos não po­dem ser consideradas metrópoles globais porque não apresentam a infraestrutura necessária para exercer essa influência.

Tecnopolos

No ano 2000, a revista Wired fez uma pesquisa junto a poderes públicos, indústria e mídia locais para localizar os polos mais im­portantes da nova geografia digital. A cada centro foi atribuída uma nota de l a 4 em quatro aspectos: capacidade de as universidades e os laboratórios de pesquisa formarem mão-de-obra qualificada e desenvolverem novas tecnologias; presença de empresas e de mul­tinacionais que proporcionem conhecimentos especializados e esta­bilidade econômica; espírito de iniciativa da população para fundar empresas e disponibilidade de capital de risco para permitir a con­cretização de ideias. Assim, foram identificados 46 grandes centros de inovação tecnológica, que estão representados no mapa a seguir na forma de microcomputadores.

Origem das cidades

Cidades espontâneas ou naturais: As cidades que surgiram naturalmente, a partir de pequenos núcleos ou povoamento, como Curitiba, que teve origem em um arraial de mineração de ouro, são consideradas cidades espontâneas ou naturais.

Cidades  planejadas: Algumas cidades como Belo Horizonte, Goiânia e Brasília, que surgiram a partir de um plano elaborado, são classificadas como cidades planejadas.

Problemas  urbanos: Todos os países, sejam pobres ou ricos, enfrentam pro­blemas urbanos. A diferença está no nível de deterioração da qualidade de vida, que ocorre em mais alto grau nos países subdesenvolvidos, em função desses problemas.

A degradação do meio ambiente nos países desen­volvidos, especialmente nas áreas urbanas, é uma conse­quência do desenvolvimento industrial. A poluição das águas por detritos industriais, a poluição atmosférica por partículas sólidas e gases lançados no ar pelas indústrias e pelos veículos, o lixo urbano, a poluição sonora e a poluição visual são apenas alguns dos inúmeros proble­mas enfrentados por suas cidades, porém com uma dife­rença importante: nos países mais adiantados, existe a consciência do problema e tentativas constantes para re­solvê-lo.

Nos países subdesenvolvidos, além de todos os pro­blemas citados, há poucas tentativas de solução e avolu­mam-se os problemas de ordem socioeconômica, trans­ferindo-se para as cidades a miséria rural. O problema de abastecimento de água, por exemplo, é um dos mais graves, pois milhares de pessoas nas gran­des cidades não têm acesso à água tratada, sendo obri­gadas a utilizar água contaminada. O resultado disso está na disseminação de doenças como cólera, hepatite, desi­dratação, entre outras, que elevam o índice de mortali­dade infantil.

A falta de alimentos, causada pela ausência de cintu­rões verdes ao redor das grandes cidades, é outro grave problema. As mercadorias precisam ser transportadas por grandes distâncias, o que encarece o custo e torna-as ina­cessíveis a grande parte da população. A escassez de energia elétrica, que se deve à falta de investimentos no setor, vem se agravando. Os altíssimos custos para a construção de novas represas e linhas de transmissão oneram consideravelmente as despesas fami­liares, uma vez que esses custos são repassados aos con­sumidores.

O transporte coletivo, que deveria ser um serviço de utilidade pública, apesar da relativa eficiência em algu­mas grandes cidades, não oferece, na maioria dos casos, linhas de ônibus suficientes para atender as necessidades da população e as tarifas elevadas consomem parte consi­derável do salário dos trabalhadores.

Os humanos são os únicos seres vivos que produzem lixo no planeta. Com o desenvolvimento industrial, são disponibilizados mais produtos para consumo e a quantidade de detritos só tende a aumentar. Maior quantidade de lixo gera como consequência o aumento dos lixões, fonte per­manente de contaminação, que polui os lençóis freáticos e as fontes de abastecimento de água das cidades.