Extrativismo, Industrialização e Comércio na Europa


Extrativismo mineral

A mineração não constitui um forte setor econômico no continente europeu. Entretanto, o carvão e o minério de ferro tiveram grande importância, especialmente por sua participação na Revolução Industrial.
•            Carvão: Funcionou com o elemento básico para a fixação dos principais centros industriais. As principais bacias estão na França (Lorena e Passos de Calais), Inglaterra (Vale do Clyde e Yorkshire), Alemanha (Vale do Ruhr) e Ucrânia (Donbass).
•            Minério de ferro: Explorado, sobretudo pela Rússia (Montes Urais), Ucrânia (Krival-Rog), Suécia (Lapônia) e França (Lorena).
•            Petróleo: As reservas são deficitárias, necessitando de grandes importações. As mais importantes bacias petrolíferas estão na Europa Oriental (Hungria, Rússia, Romênia e Polônia) e Europa Ocidental (Mar do Norte, explorada pela Holanda, Noruega, Reino Unido e Alemanha).

Extrativismo, Industrialização

Industrialização

O primeiro país do mundo a realizar a Revolução Industrial foi a Inglaterra a partir de meados do século XVIII, seguida, no século XIX, por outras nações como Alemanha, França, Bélgica, Itália, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Suécia, Áustria (Império Austro-Húngaro à época) e Rússia. Essa Revolução Industrial apoiou-se em vários fatores, tais como: Acumulação de capitais durante e após o colonialismo e o neocolonialismo.

Os centros industriais mais importantes do continente se localizam na Europa Ocidental:
•            Alemanha: Destaques para a Bacia do Reno (Vale do Ruhr). Aí se localiza a siderurgia alemã, favorecida pelas jazidas de carvão, pelo transporte fluvial e proximidades dos mercados consumidores (MCE). A Alemanha é o terceiro país mais industrializado do mundo e sua indústria se caracteriza pela formação de grandes grupos  monopolistas (Holdings, Conglomerados) chamados “Kozerns”, que dominam grandes mercados.

•            Reino  Unido:   Reservas  de  carvão,   ótima localização, abundância de mão-de-obra, acúmulo de capitais e principalmente o fato ter sido o centro econômico mundial durante o século XIX e início do século XX, projetou o Reino Unido rumo a uma grande industrialização. Seus destaques são: Siderurgia, junto às bacias carboníferas (Glasgow, Birminghann, Bristol, Newcastle); mecânica e construção naval (Glasgow, Belfast e Newcastle); automobilística, ocupando o quinto lugar mundial com destaque para Londres, Bristol e Birminghann.

•            França: Bastante diversificada, a industrialização francesa apresenta alguns setores de maior : destaque: Siderúrgico, nas áreas carboníferas, região de Lorena, produtora de cerca de 60% do aço nacional, e a região norte, responsável por 35%; automobilístico, apresenta a quarta produção mundial de veículos, concentrada na bacia parisiense; aeronáutico, na região de Bordeaux e Toulouse com grande destaque para aviões militares.

•            Itália: Sua concentração se dá no norte do país na região do Vale do rio Pó, – Turim-Milão-Bérgamo – forma o triângulo industrial, devido a disponibilidade de mão-de-obra, fácil comunicação com a Europa Ocidental.

• Rússia: Apesar do atual momento, situa-se como grande potência industrial, com destaques para as indústrias de bens de produção (mecânica pesada, química e siderurgia). Moscou e São Petersburgo são os centros mais importantes.

• Países Nórdicos: Abundância de recursos naturais e a facilidade de aproveitamento de energia hidrelétrica, a Suécia destaca-se pela indústria siderúrgica e mecânica. A Noruega é importante polo industrial de pesca.

Comércio e a circulação de Mercadorias

O comércio exterior da Europa Ocidental ocupa lugar de destaque nas trocas internacionais. Já a exportação compreende basicamente produtos industrializados. Os meios de transporte apresentam-se muito desenvolvido em todo o continente europeu. A área centro-ocidental, de comércio intenso, forma a rede terrestre mais densa do planeta. Há grande integração entre os vários modais, entretanto, dois merecem maior atenção:
Ferroviário – é muito utilizado em todo o continente tanto para o transporte de cargas quanto de passageiros. O relevo predominantemente baixo e plano contribui para a utilização de trens rápidos e modernos. Na Europa Ocidental existem 12 km de ferrovias para cada 100 km2 de superfície, é o mais alto índice mundial.

Hidroviário – é muito grande a utilização dos rios com seus cursos naturais ou retificados, e canais artificiais unindo as bacias principais. A rede navegável na Europa Ocidental é superior à norte-americana. As principais rotas de navegação estão estruturadas através das bacias dos três principais rios: o Reno, Danúbio e Volga. O perfil acidentado do litoral proporciona muitas baías e portos naturais. Os portos de maior movimento comercial são os de Roterdã, Antuérpia, Havre e Marselha, Londres e Gênova.

UNIÃO

A ideia da união continental através da integração econômica e política nasceu dos escombros da Segunda Guerra Mundial, no contexto bipolar da Guerra Fria, definido pela partição do continente nas esferas de influência dos Estados Unidos e da União Soviética. A integração econômica foi alimentada desde a CECA, pelo motor franco-alemão.

Além destes, seis países e territórios não membros da UE usam o euro como forma de pagamento: Mônaco, Estado do Vaticano, San Marino, Andorra, Kosovo e Montenegro. O Euro entrou em circulação em 1° de janeiro de 1999. Entretanto, nem todos os países estão em condições ou querem participar dessa integração monetária. A Inglaterra lidera o bloco de países que resistem ao Euro ao lado da Dinamarca e Suécia.

Os maiores problemas para a integração monetária residem nas diferenças de preços encontradas entre os países da CEE para um mesmo produto, o que reflete a existência de mercados nacionais e revelam o significado econômico das fronteiras políticas, além de problemas de ordem econômica e política. Atrás delas, encontram-se as histórias e culturas nacionais, bem como as políticas econômicas que determinam as condições de funcionamento da lei da oferta e procura em cada país.

O Tratado de Maastricht, referendado em 1992, lançou o projeto da moeda única para corrigir as distorções cambiais e garantir o pleno funcionamento do mercado unificado. O advento do Euro revolucionará todo esse cenário – do ponto de vista económico, a União Europeia tende a ficar muito parecida com os Estados Unidos. O Euro pretende produzir uma estrutura de preços transparente, acirrando a concorrência europeia.