G20 – Países em Desenvolvimento


O G20, que também é conhecido pela alcunha de Grupo dos 20, é um grupo composto por países que partilham de um perfil emergente isto é, países subdesenvolvidos cuja economia começa a despontar para um certo tipo de impacto dentro do cenário da economia global. O G20 foi criado no dia 20 de agosto do ano de 2003 em Genebra, na Suíça, durante a reunião preparatória para a realização da Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, a OMC, evento que aconteceu em setembro deste mesmo ano na cidade de Cancún, no México.

G20

O principal objetivo do G20, inicialmente, era focar a discussão acerca principalmente do desenvolvimento das atividades econômicas relacionadas à produtividade destes países em relação ao setor agrícola. Na reunião realizada em Cancún, ficara muito claro que as principais zonas de interesse que tornavam a criação desse grupo uma ação cara para todos os envolvidos se baseava ou se centralizava sobretudo nas negociações relativas ao espectro da agricultura, de modo que elas pudessem dar conta de refletir os principais elementos de negociação da Rodada de Doha, bem como contemplasse as necessidades de todos os países em desenvolvimento que dela fizessem parte.

Tais países, por sua vez, compõe basicamente um índice de 60% da população mundial, ao mesmo tempo em que correspondem também a 70% da população rural de todo o mundo e praticamente 26% das exportações agropecuárias e somente agrícolas mundiais. Ou seja: é evidente que os países que compõe o G20 se situam dentro dos polos limites de um perfil cuja principal característica é a agricultura como força motriz do sistema econômico local.

Levando em consideração o panorama histórico em que tais países estão inseridos, não é de se espantar que sejam todos, ao mesmo tempo, países emergentes e de economia baseada essencialmente em atividades agrícolas. Isso porque, se levarmos em consideração a relação entre o passado colonial de muito desses países e seu consequente uso como um grande latifúndio produtor de insumos essenciais para que os seus colonizadores pudesse avançar em seu processo de industrialização, é natural que hoje a sua atividade de maior expressividade econômica esteja atrelada a uma prática que lhes foi imposta durante anos a fio.

Histórico e composição

A representatividade geográfica no G-20 é bem ampla, no sentido de contemplar diversos países oriundos de ainda mais diversas regiões do planeta. Atualmente, seu corpo de participantes é composto, sobretudo por 23 membros. São eles: a África do Sul, o Egito, a Nigéria, a Tanzânia e o Zimbábue, que representam a África. A China, a Filipinas, a Índia e a Indonésia, representando a Ásia. E, por fim, mas não menos importante, a Argentina, a Bolívia, o Brasil, o Chile, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, representando a América Latina.

Desde o momento de sua constituição e consequente deliberação de criação, o G-20 tem causado uma certa repercussão entre os países que não fazem parte dele. Repercussão essa que pende tanto pelas expectativas que surgem mediante o agrupamento de países até então com tão pouca expressividade no cenário econômico global mas que também sugere a contrapartida enunciada pelas expectativas que nele foram depositadas, advindas de tão diferentes direções.

A reunião da Organização Mundial do Comércio, a OMC, que aconteceu em Cancún, no México, tinha uma série de pautas e proposições acerca do comércio global, isto é, sua dinâmica e seu direcionamento, que de um modo ou de outro não contemplavam os interesses dos países em desenvolvimento. A criação do G20 surge na verdade com um objetivo claro de tentar impedir que o resultado da reunião da OMC perseguisse esse mesmo intuito anterior que insistia na criação de uma hierarquia comercial responsável por impactar negativamente a dinâmica das relações entre os comércios desses países.

Na ocasião, o principal objetivo do G20 era conseguir defender os resultados nas negociações agrícolas que pudessem refletir as perspectivas que haviam sido adotadas na rodada de Doha, bem como aquelas que previssem os interesses dos países em desenvolvimento. De todo modo, a iniciativa de criação do G20 foi bem sucedida se levarmos em consideração que o impacto da ação foi determinante para que houvesse uma mudança de rumos significativa no desenrolar da reunião da OMC. Quando a reunião ocorreu, o G20 fez circular um documento oficial dentro da OMC que enunciava a adoção dessa posição em comum, responsável por fazê-los se configurarem como grupo. Essa posição permanece até hoje como o eixo central do grupo, e ainda é a responsável por pautar diversas de suas ações. A meta atualmente é que o G20 consiga continuar se organizando dentro da perspectiva de que a união do grupo enquanto entidade responsável por fazer valer seus interesses e representar as ambições do modelo primário-exportador vindo dos países que ainda estão em desenvolvimento, fazendo valer suas posições e opiniões dentro da OMC.